O Billboard Music Awards 2012 aconteceu na noite de ontem em Las Vegas, e todas as performaces da noite já estão no post anterior, algumas muito legais, outras nem tanto, porém 1 delas eu tive que mostrar separadamente para vocês: o tributo à Whitney Houston.
Todo ano a organização escolhe um artista com uma carreira histórica para homenagear com o Millenium Award, fazendo jus à contribuição de um artista para a indústria, e se em 2012 eles tinham outra opção, essa foi descartada sem pensar duas vezes para ser entregue a Whitney Houston.
Infelizmente não tiveram essa idéia enquanto a diva estava viva, e merecia receber isso pessoalmente. Com todos os problemas que ela enfrentou e o comeback que ela teve há alguns anos, Houston merecia receber um prêmio desses em vida, uma pena só terem decidido fazer isso em 2012, depois de seu falecimento.
Fazendo as honras, a filha Bobbi Kristina e a irmã Pat Houston foram chamadas por Whoopi Goldberg para receber a estatueta pela cantora. Bobbi deu um discurso emocionante e agradeceu a todos aqueles que estiveram com sua mãe não só durante os bons momentos, mas durante os ruins também.
Antes da entrega do prêmio, Whitney foi homenageada com uma performance de John Legend e Jordin Sparks. Ele cantou uma versão linda ao piano de “The Greatest Love of All”, #1 dela nas paradas em 86m enquanto Sparks arrepiou a platéia com sua rendição de “I Will Always Love You”. Jennifer Hudson já havia cantado a música em uma homenagem no GRAMMY, poucas horas depois da nota de falecimento de Whitney, mas agora não sei qual versão eu prefiro. Mesmo sabendo que ela canta muito bem, fiquei com medo que Jordin fosse decepcionar, afinal, é “I Will Always Love You” gente! Que nada, as duas ex-American Idols seguraram o vozeirão e criaram versões fascinantes do single, confira abaixo a de Sparks:
Jordin ainda pode ser vista ao lado de Whitney no filme “Sparkle”. A cantora que andava sumidinha vai ter todos os holofotes voltados para ela novamente quando esse filme sair!
A noite do 54º GRAMMY foi marcada pelas já aguardadas homenagens a Whitney Houston e a maior miscigenação de estilos musicais que a premiação já teve, indo do constante country com todas as bandas possíveis americanas ao rock do Foo Fighters, o rap de Nicki Minaj e até o dubstep de Deadmau5.
O evento também caprichou nas homenages e apresentações especiais. Além dos necessários tributos a Houston e Etta James, a velha guarda da indústria foi representada com os Beach Boys, Glenn Campbell e até Paul McCartney.
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Foo Fighters e Kanye West garantiram muitas vitrolinhas douradas, mas acho que vocês já conseguem imaginar quem limpou a bancada não é? Dica: não foi Katy Perry e seu cabelo azul e nem Lady Gaga que esse ano entrou muda e saiu calada (à francesa antes da cerimônia terminar).
Então clica aí embaixo e vem ver tudo que o GRAMMY 2012 nos ofereceu.
24 horas antes da 54ª edição do GRAMMY, a premiação mais importante do ano na indústria musical, sai a nota de falecimento de uma das maiores vozes (senão a maior) que já pisaram na terra, Whitney Houston.
Nasce uma Estrela
Whitney começou sua carrreira de sucesso em 1985 com o cd “Whitney Houston“, e de lá até hoje foram mais de 200 milhões de cds vendidos e dezenas de prêmios, entre eles 6 GRAMMY. A cantora quebrou barreiras sendo uma negra quebrando vários tabus, inclusive capas de revistas que ainda não tinham sido estampadas por negras.
Durante os seus anos dourados, do fim dos 80 ao fim dos 90, Whitney se tornou a maior artista do planeta nas mãos do visionário Clive Davis, seu mentor/empresário/amigo por mais de 25 anos, porém ironicamente 1992 foi o melhor e pior ano de sua vida. Foi o ano em que estrelou o filme O Guarda-Costas com Kevin Costner e entrou para a história regravando “I Will Always Love You“, hit que a eternizou e que poucas pessoas sabem que é originalmente de Dolly Parton. Também foi em 92 que ela casou com o membro do New Edition, Bobby Brown, a pior decisão de sua vida.
A queda
Ao lado de Bobby, Whitney atingiu o fundo do poço, sofrendo constantemente com a pressão da mídia, Houston se afundou nas drogas, principalmente crack, e viu sua carreira ir parar no lixo. De fotos vergonhosas de sua casa a fotos dela mesma destruída, acompanhamos a queda de uma estrela. Em alguns momentos parecia que ela havia se recomposto, porém o dia nunca chegou.
O retorno
A grande esperança veio em 2010, quando a cantora finalmente estava longe de Bobby Brown e teve a coragem de ir à TV em uma entrevista reveladora a Oprah Winfrey na qual abriu o jogo sobre os anos obscuros de sua vida. Junto veio o cd “I Look To You” que estreou no topo das paradas.
Todo mundo acreditava que seria a volta da diva, menos Wendy Williams, apresentadora do programa Wendy que já batalhou contra as drogas e o vício em cocaína, que afirmou que a entrevista não era honesta. Wendy afirmava que como ex-viciada, viu que em nenhum momento Whitney admitiu ser sua culpa o vício, sempre jogando a culpa em Bobby Brown, ela sabia que havia algo errado ali e Whitney não estava de volta de verdade.
Talvez Wendy estivesse certa, pois o disco “I Look To You” rendeu uma turnê mundial que decepcionou fãs do mundo todo, os quais presenciaram a ausência da potente voz sob a qual Whitney construiu uma carreira e agora não aparecia mais.
11/02/2012
Ainda não se sabe a causa da morte, porém um anúncio oficial confirmou que por volta das 3 horas da tarde, um chamado para o 911 foi feito do Beverly Hilton Hotel em Los Angeles dizendo haver uma emergência no local. Três minutos depois os paramédicos chegaram e encontraram no quarto andar do hotel Whitney passando por procedimentos padrões de ressucitação, em vão. Às 15:55 do dia 11 de fevereiro de 2012 foi declarado o falecimento da cantora.
Filha de Cece Houston, sobrinha de Dionne Warwick e afilhada de Aretha Franklin, deixou a filha Bobbi Kristina, estava em um relacionamento de indas e vindas com Ray J e finalizava a gravação do filme Sparkle com Jordin Sparks.
GRAMMY
Infelizmente, hoje acontece no mesmo hotel de seu falecimento a Clive Davis Pre-Grammy Party, tradicional festa anual na noite anterior ao evento cujo anfitrião é ninguém menos do que Clive Davis, que deve estar arrasado com essa notícia logo hoje. Chega a ser poético de tão triste a grande cantora falecer literalmente alguns andares acima do local aonde acontece a festa mais famosa de seu amigo e referente ao evento que mais tem a sua cara horas antes dela acontecer.
Foi anunciado também que o GRAMMY já foi alterado. Um tributo a Etta James já estava confirmado com Alicia Keys e agora haverá um também a Whitney com Jennifer Hudson, a nova queridinha de Clive Davis há uns 4 anos.
O produtor executivo do show, Ken Ehrilch, disse que a homenagem será bonita, porém simples e respeitosa. Ken acredita que uma grande homenagem tão recente seria desrespeitosa e inapropriada. Eu não poderia concordar mais. Esperem também que quase todos os prêmios da noite sejam dedicados a ela.
Mais um ícone da música que nos deixa. Triste. No caso de Amy a gente até já imaginava que o fim estava próximo, mas a Whitney foi uma grande surpresa triste. Prefiro lembrar a parte feliz de sua carreira.
Essa semana eu precisava fazer um post especial só sobre o Hot 100 e o Hot 200 da Billboard e as paradas britânicas, porque o circo está pegando fogo! É muita novidade e muitas surpresas. Então vamos primeiro à parada dos cds?
Billboard – Hot 200 Cds
Ok, a primeira notícia nem é uma surpresa. A Adele Nation continua reinando na parada americana dos cds. “21” vende 116.000 e completa a 18ª semana no topo das paradas! Eu não canso de me espantar com essa mulher, quase zero promoção e fica no topo mais de 1 ano depois do cd lançado e ainda com 22% a mais nas vendas em comparação à semana passada? Adele passou a trilha sonora de Titanic que conseguiu 17 semanas no #1 e se ela conseguir segurar mais 3 semaninhas vai passar Whitney Houston e a trilha sonora de O Guarda-Costas, que deteve 20 semanas no topo em 1993. Ficando mais uma semana ela passa o (ACREDITEM) Mc Hammer, que alcançou 21 semanas no #1 com o disco “Please Hammer Don’t Hurt ‘Em“.
Eu acredito que ela passe o “Guarda-Costas” fácil, ainda mais que tem o GRAMMY aí daqui a pouco. Infelizmente Adelinda não vai conseguir alcançar o feito de a artista com mais semanas no #1, pelo simples fato que esse recorde é da trilha sonora de West Side Story, que entre 62 e 63 acumulou (SIM ACREDITEM) 54 SEMANAS no #1.
Pelo menos mais 1 semana no topo Adele já garantiu, pois as prévias dizem que ela deva vender por volta de mais umas 100 mil cópias para semana que vem, bloqueando Lana Del Rey de ter sua estreia triunfal no topo da Billboard. Lana BB porém só tem que comemorar, pois o “Born To Die” chega satisfatoriamente no #2, provando que “falem bem ou falem mal, mas falem” surte efeitos.
Em 1 hora de lançamento, o cd da amada/odiada já estava no #1 da Itunes Store e logo ocupou, nos Estados Unidos e no Reino Unido, o #1 e o #2 nas vendas digitais totais dos países com a versão standard e a deluxe do disco. Além disso, Lana Montag ainda encabeçou a Itunes Store de 11 países e em dois dias de vendas no Reino Unido já tinha vendido o resto do top 10 inteiro combinado. A última vez que vi isso foi com o “21″ há 1 ano atrás.
A primeira semana nos EUA vai girar em torno de 60-70 mil cópias para ela. O que é um número bem baixo se analisarmos friamente porém é um número excelente para o primeiro cd de uma cantora novata, e se ela conseguir se garantir ao longo do tempo pode ser o Bruno Mars de saia, que vendeu 55 mil na primeira semana com “Doo-Wops…” porém ao longo do tempo tem vendido muito bem. É o mesmo caso da Rihanna, que tem mais longevidade do que explosão.
Lana foi adicionada ao lineup do SXSW 2012, o festival que acontece em março no Texas aonde centenas de artistas se apresentarã0 em um dos eventos mais “cool” do ano. LNDLRY vai cantar em frente a publicitários, blogueiros de músicas, pessoas da indústria fonográfica, tastemakers, anunciantes e toda gente legal que ama odiá-la ou odeia amá-la. Vai ser uma prova de fogo hein?