Hoje é o Thanksgiving nos EUA e também a semana da Black Friday, dia em que as lojas americanas realizam grandes promoções e o público americano gasta rios de dinheiro nos produtos com descontos. Também é essa semana que se considera o início das vendas de Natal e de fim de ano, logo após a Ação de Graças.
E para pescar esses dólares que estão sapecando para entrar nas caixas registradoras de todo o país, muitas gravadoras e artistas escolheram essa semana, do dia 22 de novembro para lançarem seus trabalhos. A semana está sendo a mais concorrida do ano e grandes nomes e novatos batalham nas prateleiras.
Kanye West coloca à venda o “My Beautiful Dark Twisted Fantasy“, impulsionado por “Power” e “Runaway” o rapper polêmico traz um cd também polêmico que ganhou 5 estrelas da RollingStone, uma fglória que poucos conhecem.
Nicki Minaj é nova no pedaço mas o hype em cima de seu nome é do tamanho de seu quadril e as resenhas também tem sido calorosas de seu “Pink Friday”. Pode ser uma ameaça silenciosa e surpreender.
Ke$ha relança o seu “Animal” com o EP “Cannibal“, apesar do single “We R Who We R” ter sido um hit instantâneo a Tre$ha ainda é uma artista de singles, e não arrisca chegar nem perto do topo.
Justin Bieber lança seu “My Worlds Acoustic“, e a sensação teen do ano, que levou 4 American Music Awards não deve ser subestimada.
Jay-Z traz uma incrível coletânea “The Hits Collection, Vol. 1” recheadaaaa de sucessos, porém não é uma ameaça nessa semana, por não ter inéditas, entretanto vai tirar muitas vendas de outros artistas.
Ne-Yo apesar de não ter chances de pegar as primeiras colocações também vai tirar a venda de muitos outros com seu “Libra Scale“. Eu acredito que ele seja o mais fraco dos novatos, visto que seus singles não renderam muito e o cd teve de ser adiado várias vezes até ganhar uma data final.
No campo dos que já estão nas tabelas, algumas grandes ameaças estão presentes.
Susan Boyle “The Gift” chegou na Billboard há duas semanas atrás e como sempre ela vendeu que nem água no deserto, aliás ela estreou em primeiro lugar e essa semana vendeu ainda mais! 335,000 cópias. Com certeza essa semana pelo menos mais de 200 mil venderá.
Rihanna ainda está aí com seu “Loud“. Na semana passada ele chegou ao mercado mas não ao topo, A metralhadora Susan Boyle superou o disco vermelho da cantora de Barbados que apesar de ter tido a maior estreia de sua carreira de quase 6 anos, foram apenas 206,018 unidades e um #3. Apesar de bom eu acho baixa a venda para uma artista que teve 4 #1′s no hot 100 só esse ano e se apresentou em TODOS os grandes programas e premiações do mês. O negócio dela é vender single, aliás essa semana “Only Girl” chegou ao topo do hot 100, uma estratégia da gravadora que baixou o preço do single para 0.99 centavos. É o nono single dela à chegar ao topo, sendo que 4 deles foram esse ano.
A lista completa: “SOS”; “Umbrella”; “Take a Bow”; “Disturbia”; “Live Your Life” com T.I; “Rude Boy”; “Love the Way You Lie” com Eminem; “What’s My Name”; e agora “Only Girl” (In the World)”. Viu, isso é o que eu quero dizer quando falo que ela é uma artista de singles. Ela agora entra no top 10 de cantores com mais #1′s na Billboard, mas ainda tem muita estrada até alcançar a Mariah “The Mimi” Carey. Já nos Pop Charts ela agora é a rainha dos #1′s, com sete, passou até Mariah e Beyoncé.
A Taylor Swift ainda está por aí com seu “Speak Now” no #9 que mesmo sem nenhum hit single já está rumando a 1,5 milhão de cópias vendidas em menos de 2 meses. E isso é o que eu quero dizer quando falo de uma artista que vende cds. Ela não precisa de um grande sucesso para impulsioná-la. Os americanos compram no escuro o que ela lança.
Essa semana 9 dos 10 discos do top 10 são lançamentos, confira a lista:
1. Susan Boyle, The Gift*segunda semana*
2. Jackie Evancho, O Holy Night *novo*
3. Rihanna, Loud*novo*
4. Josh Groban, Illuminations*novo*
5. Kid Rock, Born Free *novo*
6. Rascal Flatts, Nothing Like This *novo*
7. Keith Urban, Get Closer *novo*
8. Glee Cast, Glee: The Music—The Christmas Album *novo*
9. Taylor Swift, Speak Now
10. Nelly, 5.0 *novo*
-
E aí? Semana que vem essa Billboard vai estar quente hein? Quem vocês acham que vai surpreender e quem vai decepcioanar? Eu tenho certeza que o Kanye West vai ficar em primeiro lugar, para o segundo eu estou em dúvida entre Nicki Minaj e Susan Boyle, mas vou apostar na Harajuku Barbie e deixar a Susan para terceiro. Justin Bieber eu acho que vai para o #4, Ke$ha eu acho que vai chegar no #6 com Rihanna no #5 e Taylor Swift no #10, É muito cd estreando, na segunda ou na terceira semana de uma vez só, então fica difícil chutar, mas minha aposta pro top 10 na quinta-feira que vem é essa (e como toda pesquisa, podendo variar um lugar pra cima ou pra baixo):
The Don’t Skip Billboard 200:
#1 – Kanye West – My Beautiful Dark Twisted Fantasy
Depois de ver o que todo mundo cantou, agora é a hora daquele momento gostoso, o Red Carpet, para falar do que a gente gostou e do que a gente não gostou. Infelizmente o American Music Awards decepcionou e usou a tradicional cor vermelha, nada inovador como o White Carpet do VMA ou o Purple Carpet do EMA. Estava na esperança de ver o Nude Carpet viu…fica pra próxima. Enfim, vamos lá:
Vamos começar por quem abriu o evento, Rihanna levando a sério o tema vermelho, como sempre apostando no couture, mas dessa vez achei que ela pegou leve com esse lace dress vermelho, achei lindo o freakum dress. E o decote atrás está incrível também. O cabelo a gente já nem comenta mais porque já ficou repetitivo, né? Com tanto vermelho em uma foto era só deitar no chão pra ficar invisível. Acho que esse ano quem mais acertou nas premiações foi ela. Lembram do EMA? Estava maravilhosa também.
Katy Perry apostou num cocktail dress básico, até gostei viu. Batonzinho snob e look nude, não quis arriscar muito. O cabelo do VMA estava melhor. Natasha Bedingfield também foi, mas fez nada extravagante, fez a linha estava nos Hamptons peguei um heli e dei uma passada no AMA.
Nicki Minaj trocou as pontas rosas da peruca por pontas verdes. Rihanna como fã que é de um cabelo colorido elogiou-a no palco do evento dizendo “quem não gostaria de ter o cabelo verde como a NIcki?”. Já sabemos então a próxima tonalidade capilar dela.
O vestido da queridinha do Young Money eu não compreendi muito, só peguei a parte de cima do esqueleto da costela reproduzido, a parte debaixo….muita informação, meio Rainha da Sucata. Quem assinou o vestido? O Vik Muniz? Tapete Vermelho nunca foi o forte dela mesmo. A Harajuku Barbie chegou no evento bem cedinho pra deixar uma lembrancinha escrita “buy Pink Friday” em CADA cadeira do Nokia Theatre, rs, #brinks!
Miley Cyrus é outra que eu nunca curto em vestido de gala, só gosto dos figurinos de show que ela faz com 1 metro quadrado de tecido. Ela apostou nesse moulage clarinho que poderia ter ficado bonito em uma Taylor swift da vida masssss 1- Miley você tem pouco peito 2 – Você tem ombro largo, ou seja, não ornou. Me abstenho de comentar essa cauda. Já dizia minha amiga Nina Garciaeditor-in-chief of Marie Claire Magazine no Projet Runaway: Did she get out of the toilet and the paper got stuck in her dress? Sem mais comentários.
Ke$ha’s Party apostou na sustentabilidade e foi com um vestido feito de fita VHS do VH1. SÉRIÃO! Ela mesma disse. Entre o vestido, o batom metálico, a sobrancelha de tachinha e o moicano… fico com 1 metro quadrado do painel lá do fundo, pelo menos dá pra fazer um vestido pra Miley, e ainda fica melhor do que toda a produção da Tre$ha.
O The Black Eyed Peas, à esquerda pós o evento e à direita como chegaram no Nokia Theatre. Will.I.Am levando a sério o conceito 8-bits hein? Fergie sendo Fergie, Apl.de.ap eu curti e o Taboo chegou de Maga Patalógicahipster.
Taylor Sleep bonitona, bem vestida, comportada mas sexy, acreditando na Escova de Champanhe e apostando no ZZZZzzzz.
Keri Hilson de LBD (little Black Dress). Next.
Wee-low Smith WERKINGGGG IT! Glamurizou na Power Ranger Amarela couture e ficou incrível, provavelmente a mais holotofotada da noite. Só me parece que o macacão está pegando ali na willow dela.
Os homens do R&B, Trey Songz com terno e paletó de 1 botão, classy, Usher todo sintético, bringing esportivo back e sustentando corrente de prata like it’s 2005. Por último Taio Cruz, tão interessante quanto sua música, ou seja….
O Diddy Dirty Money foi de Trio Los Angeles. Curti o detalhe capilar da Kaleena, achei ousado, achei asteca.Os vestidos azuis royal teriam ficado melhor sem os detalhes de couro. Será que o Diddy que mandou elas irem assim iguais tipo Pepê e Neném?
Pink já incorporou mesmo o espírito de mãe. Quem já viu ela e o Carey Hartno passado nem acredita que esses aí são eles.
Christina Millian voltou a ser gostosa depois da maternidade, só não faz mais sucesso né? Que pena. Com a Taylor Sleep cantando “Apologize” e o New Kids com o Backstreet Boys achei que ficou faltando ela se apresentar com “Dip It Low” para completar a vibe retrô! Adorava.
Avril Lavigne rockin’ mechas rosas like it’s 2006.
Se você ainda não viu as performances é só conferir os dois posts anteriores! A lista de ganhadores da noite foi a seguinte:
Favorite Soul/R&B Album: Usher, Raymond v. Raymond
Favorite Pop Rock Band/Duo/Group: The Black Eyed Peas
Favorite Country Female Artist: Taylor Swift
Favorite Latin Music Artist: Shakira
Favorite Soul/R&B Female Artist: Rihanna
Favorite Country Male Artist: Brad Paisley
Favorite Breakthrough Artist: Justin Bieber
Favorite Pop/Rock Male Artist: Justin Bieber
Favorite Pop/Rock Female Artist: Lady GaGa
Favorite Country Band/Duo/Group: Lady Antebellum
Favorite Alternative Rock Music Artist: Muse
Favorite Adult Contemporary Music Artist: Michael Bublé
Favorite Soul/R&B Male Artist: Usher
Artist of the Year: Justin Bieber
-
A única coisa que eu não concordei aí foi o pop/rock male que tinha que ter sido do Eminem, o alternative rock que tinha que ter sido do Vampire Weekend e artista do ano que poderia ter sido pra qualquer um dos outros concorrentes menos o Bieber. Se fosse para escolher eu diria o Eminem, porque esse foi o ano dele sem dúvidas.
Acabou gentes! Ano que vem tem mais premiações, nos vemos no Grammy!
Vamos à segunda parte da premiação com mais performances do ano. Depois da Ke$ha, Rihanna e cia, agora tem sono, revival e gritaria.
A Christina Aguilera relembrou aos presentes que para cantar ao vivo é bom ter uma voz afinada, e apesar dos mil percalços que ela teve que enfrentar em 2010 ela ainda se sustentou bem no palco. O palco mais simplório do que o dos outros artistas foi compensado pela voz dela que estava bem melhor do que as deles. A música usada foi “Express” do Burlesque, não curti muito porque foi bem “Back to Basics Tour”.
O Bon Jovi repetiu a dose do European Music Awards e atacou de medley com “What You Got”, “You Give Love a Bad Name” e “It’s My Life”. A razão deles terem ressurgido assim e estarem cantando essas músicas antigas é pelo lançamento da coletânea da banda.
O Usher cantou (na verdade tentou) “Dj Got Us Falling In Love”. Apesar de dançar bastante, sua voz estava extremamente falha. A surpresa ficou por conta da aparição não anunciada do Swedish House Mafia que mixou o hit dance do cantor com o hit europeu deles “One“, Amei a versão. Só achei um pouco pretensioso dele gritar “R&B Forever” quando foi receber um prêmio, já que esse ano o sucesso deles foi única e exclusivamente graças aos seus hits dance/europop.
A banda Train, outrora conhecida como o Capital Inicial América, fez um medley de dois singles. Apesar de muitos anos de carreira eles só serão conhecidos no Brasil esse ano, já que agora eles tem música em novela, e só assim para muitos artistas ficarem conhecidos por aqui. A faixa que vai começar a tocar por aqui bastante é “Hey Soul Sister”, a que ele usou pra fechar essa apresentação.
E o grande destaque da noite na minha opinião foi mesmo o show de encerramento do evento, um momento nostalgia total com a junção de duas boy bands que fizeram história na música. O New Kids On The Block em sua formação original dividiu o palco com o Backstreet Boys que também estava quase completo, só faltou a presença do Kevin. Os dois grupos estão em uma turnê conjunta pelos EUA chamada NKOTBSB Tour.
Ao mesmo tempo que foi demais essa apresentação também foi meio triste, porque convenhamos, ter que viver de músicas que lhe deram sucesso há 10, 20 anos atrás é meio decadente. Não que eles façam isso por dinheiro, porque todo mundo aí já tem um pé-de-meia maior do que um dia eu terei, mas quando lançam cd novo o sucesso é ínfimo perto do que já foram. Não teve um que conseguiu se desprender da imagem do grupo até hoje. Aliás os únicos que conseguiram solidificar uma carreira pós-boy band foram o Justin Timberlake depois do N’Sync, o Robin Williams pós Take That e o Ricky Martin pós Menudos.
Por outro lado qualquer pessoa entre seus 23 a 35 anos com certeza teve um arrepio ao ver os dois grupos juntos relembrando um passado que todo mundo dessa idade viveu. Eles pegaram pesado viu! Só as clássicas: “Everybody”, “I Want It That Way”, “Step By Step”, “Right Stuff” e “Larger Than Life”. Também é bom salientar que muitos deles continuam visualmente bem honestos hein?
-
Outras performances da noite que não me interessaram muito:
A Miley Cyrus resolveu usar mais do que 30 centímetros de tecido como de costume em um figurino para cantar a comportada “Forgiveness & Love”. (aqui)
O Kid Rock que canta muito bem entoou “Times Like These” faixa bem na pegada do “existe um mundo melhor”. (aqui)
O Justin Bieber, que acreditem ou não foi o grande vencedor da noite com 4 prêmios incluindo álbum do ano e artista do ano ( SERIOUSLY?) apresentou “Pray”, que não me interessa nem um pouco. Damn you voto popular! (aqui)
O Ne-Yo trouxe um medley de faixas do seu novo cd conceitual “Libra Scale“. No meio do medley tem a única música que eu gosto por enquanto desse projeto dele, “One In a Million”. (aqui)
A Taylor Sleep cantou mais uma música de ninar. Dessa vez foi a emocionante “Back to December”. A cantora resolveu trocar os cachos que devem demorar horassss pra ficar pronto daquele jeito que ela sempre usa e acreditou no poder da Escova de Chocolate com formol 2%. (aqui)
E o Santana, um dos maiores guitarristas do mundo, juntou-se ao Gavin Rossdale, marido de Gwen Stefani, para uma apresentação, como sempre, totalmente profissional e de alto nível. (aqui)
Taylor Swift e Ke$ha’s Party tomaram os EUA de assalto essa semana nos charts trazendo números impressionantes em suas estréias.
A cantora country lançou o seu cd “Speak Now” e aqueceu o mercado. As primeiras previsões já eram gigantes, o cd venderia 800 mil cópias, em uma época aonde 300-400 mil já garante o primeiro lugar nas paradas. Depois os números subiram e as expectativas eram de 1.044.000 unidades, o que lhe garantiria a maior estreia na semana ultrapassando as 1.005.000 do “The Carter III” do Li’l Wayne em 2008. E no fim das contas ela fechou a semana com 1.047.000, o maior número na primeira semana desde 2005 quando o 50 Cent vendeu 1.141.000 com o “The Massacre“.
Outros números interessantes: o último cd country a vender mais que o da Taylor foi em 1998 quando Garth Brooks vendeu 1.085.000 com seu cd “Double Live“.
Apesar do N’Sync ter o maior número da primeira semana da história da NIelsen Soundscan com 2.4 milhões na primeira semana do “No Strings Attached“, Swift agora é a artista com a maior porcentagem de vendas em uma semana. 18% dos discos vendidos foram o “Speak Now”, enquanto em sua época o N’Sync representou 15,3%, ou seja, 1 em cada 5 americanos comprou essa semana 1 edição do álbum da loirinha.
E isso tudo sem um single pra puxar o cd, porque o “Mine” foi top 3 no hot 100 mas em poucas semanas saiu do top 10. Isso é o que eu quero dizer quando falo de artistas de cds e artistas de singles. Enquanto Katy Perry, Rihanna e Ke$ha são rainhas do hot 100, facilmente emplacando hits no top 10, especialmente Riri que é a recordista de #1′s, essas cifras de vendas de cd ainda estão longe da realidade delas.
-
Falando em hits e Ke$ha, parece que a Ke$ha’s Party não vai parar tão cedo, ainda tem muito espaço nos ipods americanos para hits grudentos festivos e autotunadas. O single “We R Who We R” que estava previsto para estrear no hot 100 no top 3 surpreendeu foi facilmente para a primeira colocação, fazendo assim com que todos os singles lançados pela Tre$ha até hoje fossem pelo menos top 10. Foram vendidas 280 mil unidades digitais da música que tem a pegada do momento na indústria, dos hinos auto-ajuda-style eu-sou-feliz-sendo-eu-mesmo. Ao mesmo tempo que acho bom para ela fico curioso para saber se vão ter a ousadia de lançar “Sleazy” como single, que na minha opinião é a melhor música que ela já gravou até hoje mas sai do caminho de ouro dela.
O videoclipe deve estrear daqui alguns dias já que essa semana vazaram as imagens das gravações. Confiram aí as cenas da Ke$ha’s Party suja (de novo), bezuntada e pendurada e os remixes oficiais do primeiro single.
Ela tem ombros largos né? Tipo nadadora, não fica tão bem de cabelo preso.