Quando em 2009, Amelle e Heidi junto à gravadora, deram um golpe de estado na Nação Sugababes e expulsaram a última membro da formação original, parecia tudo perdido para Keisha Buchanan, e as novas babes, com a entrada de Jade Ewen, pareciam viver a vida que pediram.

Porém o mundo dá voltas e voltas e o final dessa história envolvendo o girl group britânico mais famoso depois das Spice Girls ainda está longe de acabar, agora que todas as seis integrantes das 4 formações estão em uma mesma história que promete um desfecho mais dramático que novela mexicana.

A Queda

Com a saída de Buchanan, as Sugababes começaram a descer uma ladeira tão grande que já passou do nível de graça e começou a dar pena. O “Sweet 7″ foi um fracasso sem precedentes na carreira do trio, os singles fracassaram, sem procura por shows, o bombardeio dos fãs, foram largadas pela gravadora na qual estavam há 10 anos (Island) e tudo culminou no fim do ano passado, quando assinaram um contrato com a Nokia para “Freedom” ser a música tema da nova campanha de uma linha de celulares, mas nem o dinheiro da gigante finlandesa de telefonia conseguiu salvar o Sugababes 4.0. “Freedom” foi tão fracasso que quando viram que o single não ia vender NADA, simplesmente resolveram liberar de graça na Amazon como um “agradecimento aos fãs”, jurando que iriam reconquistar os raivosos seguidores da carreira do grupo com 1 mp3 grátis. Se elas não estivessem sendo promovidas direito, como acontece geralmente com Ciara por exemplo, até poderia se justificar, mas elas participaram de todos os grandes festivais pops europeus do verão e fizeram dezenas de apresentações na TV.

A pá de terra final nessa cova vem do fato que Heidi confirmou que no momento elas não tem NENHUM plano de gravar músicas. Sabe aquele papinho de “estamos trabalhando no disco”, “estamos nos inspirando”, “o próximo single sai em alguns meses”, etc? Nada disso. A loira que irá participar do Dancing On Ice confirmou que elas não estão se separando mas no momento não estão trabalhando no grupo, estão seguindo com planos individuais. Há rumores que a SONY que assinou com elas há menos de 1 ano, já não quer nem lançar um disco depois da vergonha de “Freedom”.

BYE BYE GIRLS!!!

A Ressurreição

Enquanto isso em um canto bem mais aconchegante de Londres, é dada quase como certa o retorno da formação original das Sugababes que durou apenas 2 cds. Primeiro Keisha twittou: “Hanging out in the studio with @professorgreen and two lovely ladies with bags of talent :-p lol,”, na sequência veio a mensagem de Mutya: “@ studio wit professor green in tha building and 2 beautiful ladies”. As três estavam no estúdio com Professor Green, rapper britânico que esteve no topo das paradas britânicas com “Read All About It”.

Keisha Buchanan, Mutya Buena e Siobhan Donaghy começaram o grupo há quase 15 anos atrás, e com o sucesso rápido, também vieram os dramas e hormônios de três meninas novas começando uma carreira promissora com o disco “One Touch“. Siobhan saiu do grupo e foi substituita por Heidi em “Angels With Dirty Faces“. Mutya ainda continuou pelo “Three” e um pouco do “Taller In More Ways“, sendo substituida durante essa era por Amelle Berrabah. A formação 3.0 foi a que mais durou, ainda lançando “Change” e “Catfights & Spotlights“. Com a expulsão de Keisha e entrada de Jade Ewen veio o apocalipse em “Sweet 7“, inicialmente planejado para ainda ter Keisha, que até aparece no clipe de “Get Sexy”.

Ainda não é 100% certa a volta, mas dizem nos corredores dos estúdios que elas estão vendo se conseguem recapturar a mágica do grupo do começo da carreira agora que estão todas adultas e se dando muito melhor. Elas estariam sendo empresariadas pelo antigo compositor delas, Felix Howard, e aparentemente já marcaram estúdio com os renomado hitmakers britânicos do Xenomania.

As 3 seguiram caminhos totalmente diferentes quando sozinhas. Siobhan foi para o indie-pop, Mutya ficou mais no jazz-pop com hip-hop e Keisha provavelmente lançaria algo bem pop contemporâneo. Espero que essa volta aconteça, porque é fato que sozinhas nunca mais fariam sucesso comercial solo, nem Buchanan eu acho que decolava, mas só as manchetes envolvendo a formação original do grupo já é motivo para o Reino Unido inteiro ouvir pelo menos 1 vez a música nova. Enquanto isso as Sugababes 4.0 já podem comprar os pregos para o caixão.

As Spice Girls tiveram maior alcance mundial, mas quando o assunto é qualidade em vocal pop feminino de grupo não tem pra ninguém. Sempre ousadas e criativas viraram referência na indústria e até hoje quando aparece um grupo com algo bom cita-se Old Sugababes.

E aí como será o nome do novo/velho grupo? Origibabes? Sourbabes? Sugawomen? The Originals?

Notícias

Jennifer Lopez passou Lady Gaga com o vídeo feminino mais visto no Youtube. “On The Floor” já possui 428,132,398 vizualizações, cerca de 885 mil a mais que “Bad Romance”, porém o recordista no geral continua sendo “Baby” do Justin Bieber com 658,634,611.

Chris Martin disse à Spin que sente que o mundo odeia o Coldplay e que perderam a alma por causa do sucesso:

“Some people misconstrue our band to be just a commercial venture. They question the soulfulness of Coldplay because we’ve done okay. Maybe it’s because I’m English, but in terms of how people perceive us I only pick up on the negative side of it. I always feel like the big bad outside world just fucking hates us.”

Links

Sexta tem a estreia do clipe de “No Light No Light” da Florence + The Machine:

Enquanto isso ela cantou “Shake It Out” no The X Factor Australia.

Rihanna canta pela primeira vez “We Found Love” na Loud Tour em Londres.

Knaye West canta “All of The Lights” com Fergie no SWU e Courtney Love deu um barraco e brigou com fã no palco.

O “Killer Love” foi adiado pra jan/2012, mas Nicole continua promovendo o cd cantando “Don’t Hold Your Breath” no Jay Leno.

Coragem do dia: Rebecca Black está de volta com “Person of Interest”.

As The Saturdays continuam promovendo “My Heart Takes Over”.

A “Monarchy of Roses” do Red Hot Chilli Peppers.

Melanie C “Weak” no Daybreak,  o Coldplay com “Paradise” e “Every Teardrop…” no SNL, a Kelly Clarkson com “I Know You Won’t” e “What Doesn’t Kill You” no VH1, Christina Perri canta “Arms” no Dancing With The Stars e Jessie J estreia “Domino” na tv no The X Factor USA.

Ouça toda a Watch The Throne Tour do Jay e Kanye.

Chris Brown de volta com o single “Strip”.

As Sugababes se apresentam com o Mamma Mia para o BBC Children in Need.

Os interludes das turnês da Britney foram todos divulgados. Da Circus Tour tem o Sweet Dreams Interlude e a abertura com o Perez Hilton Interlude. Da Femme Fatale estão todos por aí, mas nenhum ganha de Nicki Minaj em “Till The World Ends Remix” e seu recorde de caretas em um vídeo só:

Se as Sugababes e Leona Lewis tem uma coisa em comum é a luta que ambos artistas estão travando com o mercado, tentando achar um lugar ao sol no Reino Unido. Ambos estiveram no topo da cadeia há alguns anos eagora estão de mal a pior.

A começar pelas Sugababes. Depois do flop sem precedentes de “Sweet 7“, que vendeu 30 mil cópias, Amelle, Jade e Heidi saíram da sua gravadora após um contrato de 10 anos e assinaram com a RCA, mas esse contrato pode estar por um fio se um milagre “On The Floor” não acontecer rápido.

As meninas voltaram esse ano com o fraco single “Freedom” que não só é uma das músicas mais genéricas de 2011 como também foi uma das mais ignoradas. O single foi retirado de todos os sites na pré-venda (Itunes, Amazon e Play.com) e simplesmente pode ser baixado de graça.

A desculpa: “Freedom” foi liberado com um “Thank You for Their Fans“, um agradecimento por acompanharem o grupo.

A real: É fato que desde a saída da Keisha Buchanan do grupo foi BOMBA atrás de BOMBA nas paradas, e nem uma campanha MASSIVA com performances em vários programas na TV, participações em festivais, um contrato com a Nokia e dezenas de entrevistas, conseguiu gerar interesse por “Freedom”. Nenhuma rádio estava tocando a música, que não conseguiu entrar nem no TOP 100 Airplay Chart das rádios, ou seja, pra evitar uma vergonha maior e uma repercussão negativa nessa fase, resolveram simplesmente soltar de graça, mas nesse ponto acho que já o Sugababes já era.

Ainda teve um boato que Jade Ewen iria sair do grupo, mas era só rumor, ela continua no trio e dizem que já tem um segundo single engatilhado. Quero só ver quanto esforço a RCA vai colocar nisso. Detalhe: comenta-se que seria a faixa “Trouble”, composta por Emeli Sandé :O.

Sugababes – Freedom (ao vivo no Big Friday Wind Up)

 

A história de Leona Lewis é parecida. Depois de tanto drama com o escândalo Collide x Avicii e um clipe chatíssimo (como “Freedom”), o single foi mal nas paradas, e apesar de uma estreia no top 5 (perdendo pra Pixie Lott e The Saturdays), na terceira semana a música já estava fora do top 10. Provavelmente a investida de Leona na dance music esteja sendo repensada, porque o disco “Glassheart“, anteriormente marcado para novembro, foi jogado para 26 de MARÇO de 2012 de acordo com a Amazon.

A desculpa: Leona disse que está inspirada a continuar gravando o cd e que está com muitas gravações fantásticas em mãos: “I’m feeling so inspired right now and have decided to continue recording! I have a collection of songs that I’m so in love with and I no there’s more to be born so it means the album will come early next year.”

A real: SINAL AMARELO. O cd “Echo” foi bem abaixo do esperado, já que tinha como comparação o mega sucesso do primeiro, “Spirit”, e com o “Glassheart” Le-Lewis quer uma volta gloriosa, o que não aconteceria pelo andar da carruagem. Tanto é que ela já estava lá no Japão promovendo o cd.

O perigo: O projeto ficar velho. Ela está indo pela mesma estrada das Sugababes. Lembro que por volta de out/nov de 2009 Keisha saiu, e o “Sweet 7″ mudou de nov para março de 2010. O problema é que foram lançando singles ao longo desses meses, o público foi perdendo interesse, foram vazando demos e músicas masterizadas e em março “Sweet 7″ já chegou datado. “Glassheart” parece estar seguindo o mesmo caminho, o que é uma pena, porque tinha curtido esse direcionamento para a música eletrônica de Leona e adorei o visual dessa era, até a capa do cd.

Leona tem que se reposicionar no mercado, mas está difícil, as baladinhas não estão dando resultado, os uptempos também não. Se ela quer virar notícia de novo é hora de chamar algum mago como Paul Epworth ou entrar de cabeça no mainstream com os top produtores americanos tipo Dr. Luke, Max Martin, Stargate, Alex Da Kid, etc. Eu sinceramente espero que ela tente essa linha dance mais um pouco.

Leona Lewis – Glassheart – Making The Album pt. 1

Durante o fim de semana as britânicas do pop estiveram no palco divulgando seus singles na TV e em festivais, hora engessadas no estilo ou literalmente.

Primeiro teve a Jessie J no Red or Black?, esse game-show maluco do Simon Cowell, cantando o atual single  “Who’s Laughing Now”. A maior surpresa foi a mini-Jessie do clipe participando da performance. Homenageando o programa a cantora veio com a peruca meio red meio black e finalmente já está melhorando esse pé.

Não aguento mais ver essa mulher cantando sentada. Parece que está prestes a se libertar porque até já está ficando de pé. No final parece que ela ajudou um dos participantes do programa a ganhar alguma coisa, rs.

Já a que não está engessada de verdade, mas parece estar, a nossa ginger Nicola Roberts passou pelo Super Saturday do Channel 4 para a primeira apresentação televisionada de “Lucky Day”. O single será lançado só no dia 18 mas ela já está aí na promoção dele. Como sempre Nicola ficou um pouco molenga no palco, o que não é novidade pra ninguém, mas é bom ver que os vocais da integrante do Girls Aloud são muito melhor aproveitados ao vivo do que “Beat of My Drum”. Styling no ponto como sempre!

Por último as Sugababes ainda estão tentando fazer esse single “Freedom” acontecer (not gonna happen). A pressão é grande por ser o primeiro na nova gravadora. Ao invés da performance dançante de sempre elas preferiram relembrar a platéia de que cantam muito bem trazendo uma versão acústica da música.

Vocalmente não é de se espantar que elas se saem bem, mas essa formação não é nem 50% vocalmente harmônica como na fase Keisha, Heidi, Mutya (ou até Amelle). O fato é que falta Keisha, rs. Essas meninas também precisam trocar de stylist, porque o look passou uma vibe somos-piriguetes-mas-tentamos-nos-vestir-bem.

 

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