Quem vê Rihanna lançado cd atrás de cd desde 2005, principalmente após o sucesso monstruoso de “LOUD” com uma turnê que durou 1 ano ininterrupto que a fez ir para o hospital alguma vezes por exaustão, imaginava que ela iria parar alguns meses, curtir o Natal em Barbados e começar um disco novo para 2012…NOT.

A jovem recordista de #1′s na Billboard não quer deixar a peteca cair e já emendou seu sexto projeto “Talk That Talk” antes mesmo do anterior terminar. O desejo de ser relevante, de estar presente e de colocar sua música pra fora fizeram com que Rihanna não parasse nem um segundo de nos agraciar com mais e mais hits, o que é uma benção também é uma maldição no seu caso. Ela já é tão conhecida pelos seus sucessos que ainda não emplacou como uma artista de cds, tanto que apesar de 11 #1′s no hot 100, ainda há de chegar o dia que ela terá um cd #1, e mais uma vez com TTT a máxima vai se repetir, os singles lançados durante o ano vão garantir as vendas estáveis do álbum, mas ao mesmo tempo tem gente se perguntando se Rihanna pensa em sair de sua zona de conforto.

Confira abaixo a minha opinião dessa bala de goma pop/hip-hop/R&B/dance que é “Talk That Talk”.

(mais…)

Eu fico me perguntando quantos hipsters andam arrancando os cabelos por aí depois que Marina & The Diamonds resolveu ser mainstream e “traiu o movimento”, haha.

Marina Diamandis ficou em segundo lugar no BBC Sound of 2010, logo atrás de Ellie Goulding que venceu naquele ano, seguida por Jessie J no BBC Sound of 2011. A greco-galesa se tornou queridinha dos indies com seu cd de 2010 “The Family Jewels” e singles como “Oh No!“, “Shampain” e “Hollywood“. Parecia um casamento perfeito, Marina de um lado e os diamonds (os fãs) elogiando the cool girl o tempo todo em suas redes sociais.

Pule para agosto de 2011 e ela volta com “Radioactive”, o primeiro single do segundo cd, “Electra Heart“. Tapa na cara das indies. Marina pulou de cabeça no pop mainstream com a música que embarca na onda do dance e foi produzida por ninguém menos que Stargate (“What’s My Name” da Rihanna, “Lose Control” da Keri Hilson), e ainda anunciou que vem Dr. Luke por aí,rs.

O lado ruim? Quem tem complexo de alternativismo se sente traído. O lado bom? Pegue alguém tão edgy e única como Marina e ela trará um pop não tão óbvio que, apesar de bem radiofônico, ainda tem a personalidade da cantora impressa, é só ouvir a versão acústica da faixa pra ver que ela ainda é ela.

A música estreou essa semana nas paradas britânicas, e por enquanto a jornada comercial de Marina está morna, chegando nas tabelas no #25, um número baixo para estreias britânicas. A primeira apresentação de “Radioactive” veio durante a semana passada no BT Digital Awards, e se ela der um gás nas aparições, com certeza subirá uns degraus. Começando com uma versão acústica bem bonita, a música alterna para sua versão completa com todos os beats que a tornam tão agradável.

Diamandis disse que ficou bem relutante de embarcar de cabeça no pop mainstream, mas que ficou feliz por ter finalmente decidido fazê-lo:

“It took me a long time to decide to do it, because some of the collaborators are people like Dr. Luke and Stargate. I think there’s always a huge bridge between what is considered credible and what’s pop, and I think for me it was really interesting to try that side, and I’m so glad I did now.”

Eu achei bem legal a decisão dela e estou curioso pra ver o que o disco vai apresentar. Acredito que encontrará um equilíbrio entre sucesso comercial e criatividade bem sólido, mesmo trabalhando com Stargate e Dr. Luke e até Swedish House Mafia.

Marina, em um momento Beyoncé Workaholic, anunciou que cada música do cd terá um videoclipe e todos juntos contam a história da personagem Electra Heart, a essência do lado ruim do Sonho Americano. Espetinha ela não é? Se apoiando nesse personagem ela pode pirar crazy sem comprometer a sua própria imagem, assim ninguém diz que ela se vendeu.

A história de Elek-<3 já começou na parte 1 “Fear And Lothing” e continuou na parte 2 “Radioactive“. aguardemos os próximos capítulos dessa história.

 

 

 

Tinie Tempah anda quilômetros no vídeo de seu novo single “Till I’m Gone” do seu cd de estreia “Disc-Overy“, mas ele não anda sozinho, tem a companhia do também rapper sensação Wiz Khalifa.

O vídeo da faixa produzida por Stargate começa com Tinie dispensando a mina porque ela não consegue acompanhar o estilo de vida jetsetter do rapper britânico e nos minutos seguintes temos ele andando muitooo, durante o dia com seus amigos hipsters e a noite com uma turma de tatuados que vou te contar viu…rs. Para reforçar a idéia de jetsetting colocaram pontos turísticos de Londres, Sidney, Nova Iorque e Amsterdam como se estivessem todos na mesma cidade há uma estacão de metrô de distância.

A música é bem pessoal de acordo com Tempah, diz respeito ao tanto que ele tem viajado e melhorado e passado por novas experiências mas que espera poder levar tudo de volta pra sua terra natal: London Town.

“I basically wrote about the places I’ve been and some of the experiences I’ve had. (. . .) I’m coming out in America being the best I can be. I’m going to try to make something big happen here, and hopefully I won’t too long before I bring it back home.”

“Till I’m Gone” só ressalta a especialidade do Tinie Tempah que é fundir dance com rap e hip hop sem ficar farofa. É uma das minhas músicas favoritas de 2011 dentre os urban singles do ano. Agora é esperar que a música faça tanto sucesso nos EUA como “Written In The Stars” fez. Umas performances ao vivo seriam uma boa, assim como “Written…” ganhou no David Letterman e no Conan O’Brien.

Apesar do sucesso de “Pretty Girl Rock” Keri Hilson já está indo para o quinto single do cd “No Boys Allowed” e ainda há de repetir o êxito da música para as mulheres que arrasam. A escolhida da vez (que é minha segunda favorita do cd depois de “Pretty Girl Rock”) foi a rebolativa “Lose Control”.

Acompanhada de Nelly, Miss Kery Baby shake, wind and roll no vídeo dirigido pelo nome do momento nos bastidores da urban music Colin Tilley. Sério, a agenda desse homem deve ser uma coisa de louco, só esse ano já deve ter dirigido uns 10 clipes no mínimo.

É bom ver que a gravadora tem sido generosa com ela, porque apesar de bem simples a fotografia do vídeo é bem bonita e as locações são legais, uma coisa meio selvageria-fantástica meets Capitão Planeta com fogo, água, terra, ar. Umas cenas bem estimulantes por sinal como o cubo no deserto. A coreografia é satisfatória.

Se você pensa em “What’s My Name parte 2″ ao ouvir a música não ache que está louco, sua observação tem fundamento, ambas foram produzidas por Stargate e compostas por Ester Dean.

Mesmo promovendo loucamente os singles do disco, Keri anunciou há um bom tempo que já está trabalhando no terceiro cd.

 

Facebook

 

Twitter