Quando achávamos que o “Body Talk” da Robyn teria apenas um single de cada parte somos pegos de surpresa com o anúncio de mais um single do projeto. A próxima faixa a ser trabalhada será “Call Your Girlfriend”.

A música produzida por Klas Åhlund tem a mesma vibe dance/melancólica de “Dancing On My Own” (indicada a um Grammy)  e  “Hang With Me”, ou seja é aposta certa. Eu preferiria “Time Machine” ou “Stars 4 Ever”, mas só de saber que a era Body Talk ainda não acabou já fico feliz.

A sueca também disse que podemos esperar um videoclipe para o fim de fevereiro / começo de março. Ela comemorou o sucesso do “Body Talk” essa semana lá na Suécia no GRAMMY sueco (Grammisgala Awards) levando quatro prêmios importantíssimos para casa: Song of the Year (“Dancing On My Own”), Album of The Year (“Body Talk”), Female Of The Year e Composer of The Year (com Klas Ahlund). Isso sim é o correto, e não só 1 indicação em Dance Recording como ela teve no Grammy americano. Alguma dúvida de que a era “Body Talk” não deve acabar agora?

E nós vamos comemorar vendo uma performance inédita no blog de “Indestructible” no The 5:19 Show.

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2010 foi um ano fervido por aqui, muita gente passou pelo Don’t Skip, e como fazer uma lista de melhores de alguma coisa dá muito trabalho e quase sempre fica injusta eu resolvi fazer uma lista dos 20 cds que eu mais ouvi no ano, não necessariamente os melhores. A falta de critério para qual gênero musical eu falo aqui é o que faz esse blog existir, porque todo mundo tem momentos diferentes para tipos de músicas diferentes, e após olhar cd por cd lançado esse ano consegui montar essa lista totalmente sem nexo, mas que é um reflexo do que eu ouço no dia a dia. O meu critério não foi qualidade técnica, números de vendas ou aclamação pela crítica, 20 discos escolhidos puramente pelo emocional. Muitos não tem singles excepcionais entre os melhores do ano, ou sequer apareceram em algum lugar, mas todos eles foram as minhas escolhas de 2010 seja em festas ou fazendo compra no supermercado e que com certeza ainda ouvir muito ano que vem. Tem rap, pop, folk, R&B, electro e mais.

A maioria dos cds eu já falei sobre com mais detalhe no blog, então se você se interessou por algum pode procurar que tem aí. Fiz o post bem gigante e completinho porque vai ser o último de 2010, entao você tem 2 dias para conhecer músicas novas ainda esse ano! Voltarei dia 01.

Feliz Ano Novo à toda a #familiadontskip e nos vemos em 2011!!!

#20 – She & Him – Volume II

Começando com fofuxice. Abrindo a lista no vigésimo lugar a dupla formada pela aérea Zooey Deschanel e M.Ward retornou esse ano com seu segundo cd criativamente chamado “Volume II“, típico dos hipsters de banda hipster dar esses nomes irônicos/blasé. Um dos melhores cds para se fazer atividades que exijam batimentos cardíacos controlados. O pop/folk da dupla é totalmente cativante. Sempre coloco na primeira faixa e me deixo levar pela voz doce, romântica e blasé de Zooey. “Volume II” é um daqueles álbuns que você não sabe porque, mas simplesmente se sente bem ouvindo. Entre a prateleira do leite de soja e dos enlatados no supermercado você sempre vai me encontrar ouvindo “Thieves” ou “In the Sun”. Don’t Skip: “Thieves”, “In The Sun”, “Lingering Still” e “Brand New Shoes”.

She & Him – In The Sun

(link) (Thieves)

#19 – Shontelle – No Gravity

A gente sabe que a indústria é um lugar injusto e se você tem sucesso você tem espaço e se você não tem…só lamento. E acho uma das maiores injustiças de 2010 o “No Gravity” da Shontelle ter passado batido por todo mundo mesmo com o hit “Impossible” que provavelmente deu esperanças à cantora de ficar bem famosa como a sua conterrânea de Barbados Rihanna. O segundo cd de Shon-shon é um mix gostoso entre R&B e dancepop, sem ser farofão,  preservando o tempero de Barbados, uma vantagem em relação a vários discos nas prateleiras americanas. Uma das maiores surpresas do ano para mim, fui ouvir achando ser genérico e descartável, mas a esforçada cantora me cativou na primeira vez que ouvi, seja em baladinhas como “Say Hello To Goodbye” ou pra bater capô de fusca no chão a mil por hora com “Take Ova” e a falsa baladinha “Perfect Nightmare”. Talvez um dia ela chegue lá, rs. Don’t Skip: “Perfect Nightmare”, “Impossible”, “Take Ova” e “No Gravity”.

Shontelle – Perfect Nightmare

(link) (Impossible)

#18 – Scissor Sisters – Night Work

Eu sempre gostei bastante dos singles do Scissor Sisters, mas nunca tinha me conectado com um disco inteiro deles. Sempre achava as outras faixas fracas em relação aos singles mas em “Night Work” foi a primeira vez que eu fiquei sem saber qual seria o próximo single de tantas possíveis escolhas, aliás só fui no show aqui em São Paulo por causa do “Night Work” que foi quase todo cantado no Via Funchal. Sagaz, irônico e ácido como todos os trabalhos da banda, mas aqui o que supera e eleva-os a outro patamar é o charme único de cada faixa, na The-Killers-Style “Fire With Fire”, nas divertidas “Skin This Cat” ou “Harder You Get”, na flamboyant-pintosa “Any Which Way” ou na quase trance “Invisible Light”. Mesmo que o Jake Shears tenha perdido o seu falsetto que o fez famoso, ainda acredito que eles trarão muita coisa boa para a música pop. Don’t Skip: “Fire With Fire”, “Any Which Way”, “Something Like This” e “Skin This Cat”.

Scissors Sisters – Any Which Way

(link) (Invisible Light)

#17 – Mike Posner – 31 Minutes to Take Off

Desde que Justin Timberlake resolveu se aposentar da música e ir brincar de ator, o nicho dos homens do pop nos Estados Unidos ficou totalmente órfão. Ninguém ameaça o seu reinado no gênero até a chegada de Mike Posner, que teve um dos singles do ano com a fantástica “Cooler Than Me”. E quando seu “31 Minutes to Take Off” levantou voo me impressionei com o frescor e a qualidade do disco. Não se engana pela cara de bom moço e pelas melodias aveludadas dos muitos sintetizadores do cd, Mike tem uma língua feroz e não pensa duas vezes antes de soltar “I should’ve cheated on you, nobody told me I was dating a whore“, mesmo tendo crescido em um lar judeu-católico, rs. Posner conheceu o sucesso em universidades antes de estourar nos EUA. Graduado pela Duke University, não sei se 2010 foi um ano bom de notas no histórico escolar para ele, mas foi um ótimo ano de notas no bolso, rs. Don’t Skip: “Please Don’t Go”, “Cooler Than Me”, “Bow Chicka Wow Wow” e “Gone In September”.

Mike Posner – Cooler Than Me

(link) (Please Don’t Go)

#16 – Sade – Soldier of Love

Dez anos se passaram desde o último cd da Sade. Confesso que antes desse cd só conhecia messsmo o hino de motel “Smooth Operator”. Esse ano a banda voltou com o R&B moderno de “Soldier of Love“, uma deliciosa experiência orgânica que fez com que o disco fosse merecidamente um dos dez mais vendidos no ano nos EUA. Sem malabarismos vocais, instrumentos complexos ou produções intrísecas e meticulosas, “Soldier of Love” lhe conquista simplesmente pela pureza, a percussão calmante e a agradável sonoridade. Ótimo para se isolar do mundo e só prestar atenção na voz aveludada da vocalista Sade Adu. Don’t Skip: “The Moon And The Sky”, “Soldier of Love”, “Babyfather” e “Skin“.

Sade – Babyfather

(link) (Soldier of Love)

(mais…)

Por 12 minutos a cerimônio do Prêmio Nobel da Paz ficou bem mais interessante. O evento foi sedeado no Oslo Spektrum na Noruega e a escandinava Robyn foi a principal atração musical da noite. Eleita a “Sueca do Ano” pela Fokus, uma publicação do país, ela foi o centro das atenções com seu set de três músicas na premiação que teve como anfitriões Anne Hathaway e Denzel Washington.

Primeiro a baladinha do “Body Talk pt. 1” que também é uma música tradicional em seu país, “Jag Vet En Dejlig Rosa”, no 3:30 ela deixou a performance mais globalizada com a indicada ao Grammy “Dancing On My Own” e no 8:10 fechou com o mais recente single  “Indestructible”, até arrepiei na hora que começou essa música, rs.

E parece que o sucesso da trilogia “Body Talk” empolgou mesmo a cantora, que já disse que começará a escrever as músicas do próximo projeto em janeiro para um lançamento no começo de junho.

“It’s the end of the Body Talk album, but it’s nice to start working on something new… Releasing albums in this way allows me to go back into the studio more often, and keep writing between records, which I haven’t been able to do before. And, hopefully, that way I can keep releasing shorter albums, but more regularly.”

A parte boa é que não teremos que esperar mais 4 anos por um cd, o intervalo entre o “Robyn” e o “Body Talk”, a parte ruim é que provavelmente não teremos mais músicas de trabalho do atual disco :/ Espero pelo menos mais um destaque, porque tem muita faixa ali que merecia o single treatment.

Se serve de consolo, assim como ela fez com “Don’t Fucking Tell Me What to Do”, o novo site interativo é para “We Dance To The Beat”, no qual dá para navegar entre todos os riffs, samples e loops da música original e criar o seu próprio trecho.

Eu demorei milênios para entender como funciona, mas é assim: você tem quatro janelas, cada uma representa um riff ou um loop da música, nas setinhas você navega entre várias combinações, quando achar a  que mais lhe agrada clicando na janela dá para mudar a repetição da batida assim bem freestyle. Depois que ficar do jeito que você quer compartilhe no facebook e no twitter a sua montagem. Vai lá fazer a sua. O trecho do Don’t Skip é esse ó.

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Todo mundo está aí feliz e satisfeito com seu “Body Talk” né? E todo mundo já está gritando com toda força por aí I’m gonna love you like i’ve never been hurt before, I’m gonna love you like I’m Indestructible!, mas vocês já pararam e se perguntaram como funciona toda aquela parafernália fascinante do videoclipe?

Quem assiste pensa que foi simples de ser feito, vai ali coloca a jaquetinha de tubo na Robyn, bomba os líquidos coloridos, pronto, guarda tudo e vai embora, mas não! Só para filmar foram 22 horas no cenário com a sueca, a criadora da “roupa” peculiar e sua equipe.

A desenvolvedora do sistema de tubos Lucy McRae narra os bastidores de “Indestructible”falando de como mostrou a criação para Robyn que ela adorou e logo após o OK da gravadora como fizeram para que tudo funcionasse.

Lucy fala que o diretor do clipe Max Vitali ficava fascinado todas as vezes que ligavam o aparato, e não é para menos né? Eu também fico vidrado vendo a água passar. São duas partes, “The Baby” com 250 metros de tubo e “The Beast” com mais de 1 quilômetro! :O

Bem legal esse making of, além de ver a confusão de tubos embolados e baldes com líquidos coloridos ainda dá para ver várias cenas que foram cortadas da edição final.

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