Gente, mas a Nicki Minaj está a mil hein? É um videoclipe a cada 15 dias! Depois de pular como uma louca toda suja de glitter em “Starships”, Nicki volta com mais classe e menos pirotecnias para o quarto clipe (mas terceiro single) da era “Pink Friday: Roman Reloaded“, mais especificamente em “Right By My Side”.
O vídeo é bem “Moment 4 Life” parte 2, mas com um pouco menos de fantasia. Pelo que eu entendi da história, Onika está dividida entre o amor de Nas e Chris Brown, pois ela fica de relia com os dois artistas.
O clipe dirigido por Benny Boom (“Beez In The Trap”) é a típica produção da rapper quando ela resolve lançar esses singles super radiofônicos. Só ela ali vivendo um drama amoroso em seu melhor par de Louboutins. Eu não curto muito esses batons rosa/snob dela, muito Panicat, mas gosto dessa perucona loira (que também foi usada em “Beez…”)
Tirando isso não tem muito acontecendo. Será que esse single vai virar no mainstream? “Starships” foi até bem, ficou umas boas semanas no top 10 do hot 100. Até gosto da música, mas é meio igual o que ela já fez, é tipo quando a Beyoncé tentou replicar o sucesso de “Irreplaceable” em “Best Thing I Never Had” e não deu certo. Preferia que ela tivesse surpreendido e lançado “Gun Shot”!
Quando o assunto é Nicki Minaj e seu segundo cd, “Pink Friday: Roman Reloaded“, as pessoas tem opiniões bem conflitantes, tem quem adora a parte Hip-hop do disco, quem gosta da parte pop, quem gosta das duas e tem quem não gosta de nenhuma, então falar desse cd é sempre trazer muitas opiniões e debates à tona, mas a gente não tem problema com isso, tem?
Como poucas pessoas na indústria, Nicki Minaj tem um objetivo claro, um foco bem determinado, quer ser mais do que uma rapper, quer se transformar no que chamam de uma “mogul“, uma poderosa entidade da música como Jay-Z, Li’l Wayne ou Diddy, que mesmo não lançando cds são muito bem remunerados, isso por construirem verdadeiros impérios com licenciamentos, gravadoras próprias, contratos publicitários, turnês e muito mais. É aí que Onika Maraj quer chegar, e ela quer ser a primeira mulher do rap, só que para isso ela precisa aumentar sua audência e é aí que o bicho pega!
Nicki The Ninja começou sua carreira como rapper de ruas e mixtapes, só que para atingir seus objetivos ampliou o mercado se enveredando para o pop, misturando os gêneros e assim conseguindo alcançar (e conquistar) de crianças a senhoras conservadoras brancas americanas com hits como “Super Bass” e “Moment 4 Life”.
Na criação de “Pink Friday: Roman Reloaded”, o que ela fez foi potencializar isso fazendo um cd muito longo, com 19 faixas na versão mais simples e claramente dividido em dois: primeiro a parte hip-hop e depois a parte pop.
Vamos acompanhar como essa divisão foi pensada e executada? Veja aí embaixo:
2 meses após o lançamento do single, Nicki Minaj finalmente libera o videoclipe de “Starships” o primeiro single do “Pink Friday: Roman Reloaded” para os formatos pop.
Primeiro vamos falar do que mais chama a atenção no clipe, e eu não estou falando das cores neon e a onda de LSD que deixa todo mundo mucho loco, estou me referindo aos peitões ( ).( ) e a busanfa ( )o( ). Estão maiores do que nunca hein Dona Nicki? Ela nem consegue pular direito, rs.
Quanto ao resto do clipe, Nicki The Ninja cai na ilha de Lost e ali ela começa a curtir na praia com a fumaça misteriosa e aqueles neozelandeses do rugby que dançam Haka, o ritual pré-guerra herdado dos ancestrais aborígenes. No meio da tarde ela esbarra com ‘Os Outros’ em uma versão passarela, e após passar pelas barreiras sônicas espelhadas, se acaba em uma festinha alucinógena mucho loca com umas dançarinas havaianas dançando o hula mais loucas ainda, haha!
O vídeo demorou muito para aparecer no canal dela no VEVO por um erro de comunicação. A rapper e o famoso canal de artistas tiveram um pequeno bate boca via twitter. O importante é que agora está aqui”
O que acharam do clipe? Eu até gostei. Não queria postar antes de sair em alta qualidade para poder jugar em cima de todos os detalhes. Se eu não gostasse dela, ia achar bleh, mas sou fã, não resisto, já vi várias vezes, acho que gostei de tão over que é. A única coisa que me incomoda é o teletransporte da nave no começo, haha. E eu que achei que a Britney chegando na Terra em “Hold It Against Me” tinha sido o cúmulo do defeito especial.
Agora, é bem fácil perceber que ela fica bem mais confortável e natural em vídeos como “Beez In The Trap” do que na farofa de “Starships” hein?
Outro fator que talvez tenha contribuido para as opiniões divididas: Anthony Mandler. Lembra quando ele dirigia todos os clipes da Rihanna até que começaram a ficar todos bem parecidos? Riri parou de filmar seus singles com ele, e não foi a toa não é?
As pessoas costumam reclamar de clipes que saem assim tanto tempo depois do single ter sido lançado, mas tem um motivo. “Starships” já está muito bem no hot 100, dentro do top 10 por semanas, então a gravadora espera a música crescer bastante nas rádios para liberar o vídeo quando ela já está bombando, agora que ela já vendeu mais de 1 milhão de downloads do single, chegou o momento. Foi assim com “Moves Like Jagger” e vocês viram no que deu não é?
Abaixo, os números e recordes até agora do single e cd
Com o lançamento de “MDNA” eu entendi que Madonna tinha essencialmente duas premissas em mente, provar que ela continua sendo a rainha e preparar um material interessante para apoiar uma nova turnê proveniente do contrato com a Live Nation. Esses dois pontos resumem para mim o motivo da existência do disco. Agora vamos discutir isso?
Muita coisa mudou desde o lançamento de “Hard Candy” em 2008. Na época ela podia se dar ao luxo de experimentar, e a escolha foi o hip hop de Timbaland. Não rendeu tanto, mas não importava, a turnê compensou. Pouca era a ameaça ao seu trono. Britney ainda estava louca, Rihanna ainda começa a estourar fora dos EUA, Aguilera estava ausente, Katy Perry era novata e Lady Gaga ainda era trollada pela Aguilera. Beyoncé ainda tinha muita ligação com o R&B e Nelly Furtado e Pink nunca seriam cogitadas para o cargo, por mais que sejam grandes sucessos comerciais. 4 anos depois o cenário mudou, as concorrentes ganham cada vez mais espaço e fãs, centenas de milhares deles, estão dispostos a dar a vida por elas, e se Madge quer continuar no topo, tem que mostrar para a concorrência porque está lá.
Em segundo lugar – e isso é o mais grave – o que com certeza contribuiu para que o disco não fosse tão inventivo: o contrato com a Live Nation. A loira embolsou nada menos do que 120 milhões de dólares por 3 cds com a Interscope Records e a turnê com a produtora, o disco tem que ser necessariamente bastante comercial e próprio para uma turnê, sem contar que é o primeiro pela gravadora nova. Com o “Hard Candy” falhando em marcar época, “MDNA” tinha que ser um sucesso, caso contrário o último cd interessante para o grande público seria o “Confessions on a Dancefloor”, porque convenhamos, tirando os fãs da cantora, quem quer ver “4 Minutes” ou “Spanish Lesson” em mais uma turnê dela? E a próxima disgressão não pode ser focada em sucessos do passado.
Para garantir que essas duas “exigências” fossem cumpridas, o que ela fez? Chamou a galera com quem ela já trabalhou e sabe que funciona, William Orbit e os irmãos Benassi. Garantindo que o disco tenha apelo também com a “garotada jovem”, jogou no meio Martin Solveig, M.I.A., Nicki Minaj, Priscila Renea, The Demolition Crew, etc. O problema é que a pressão por resultados gerou um cd divertido, dançante, comercial e que vai ser um ESTOURO ao vivo em estádios e arenas pelo mundo, mas ao mesmo tempo “MDNA” falha em ter profundidade, e para mim faltou verdade, é plastificado demais. Vejamos porque: