Há uns dias atrás eu postei a performance de Kelis no Later With Jools Holand de “Acapella” de seu hypado novo cd “Flesh Tone“. Acontece que aquela performance estava bem cagadinha, o microfone falha no começo, cheio de erros.

Agora liberaram no youtube oficial do programa toda a participação dela em alta definição! Agoraaa sim. Fizeram um segundo take de “Acapella” (dessa vez sem falhas), além da apresentação do que dizem ser o segundo single (assim espero) , “4th of july (Fireworks)”, uma entrevista e logo em seguida um cover de “Sweet Dreams” do Eurythmics.

Acapella

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4th of July (Fireworks)

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Sweet Dreams Cover

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Quem quiser conferir a entrevista antes de “Sweet Dreams”, só clicar aqui. De brinde, o cover que ela fez de “In For The Kill” da La Roux no BBC Radio 1 Live Lounge. Esse eu achei digno, porque o cover de “Sweet Dreams” achei meio weird…

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Kelis, desde que surgiu, e principalmente durante a sua fase “Kelis Was Here“, sempre foi uma grande trendsetter, só que ela sempre voou por fora do radar.

Quando o mundo falou “Nossa! Como a Rihanna é ousada”, quando ela cortou o cabelo curto com a franja de ponta, durante a fase “Good Girl Gone Bad”, look que virou febre entre celebridades que começaram a cortar suas longas cabeleiras, Kelis já tinha feito isso anos antes no videoclipe de “Bossy”. Logo depois veio a onda entre as mulheres de raspar um pedaço da cabeça e deixar o outro lado grande, Kelis também já tinha usado muito antes.

Muitas das roupas que Lady GaGa usa hoje, que as pessoas acham ser a frente do tempo (os looks de estilistas, não os da Haus of GaGa), Kelis também já usou muitos anos antes. (até já postei disso aqui).

E agora a cantora vem ousando de novo. O videoclipe de “Acapella”, a direção de arte dessa era “Flesh Tone“, muitos elementos dessa fase são bem a frente do tempo. Essas imagens desse post são do belíssimo encarte desse cd, lançado na semana pasada.

Esse texto não é pra cair nesse pieguismo atual de comparar todas as cantoras, músicas, videoclipes entre si. Não estou acusando ninguém de copiar ninguém, mas acontece das pessoas terem as mesmas idéias em épocas diferentes. Aproveito essa fase “Flesh Tone” para mostrar que existem pessoas fora dos radares mainstream pensando, fazendo e usando tendências muito antes delas acontecerem. E Kelis é uma dessas pessoas.

Agora quando começarem a usar cabelo curto e cinza, vocês já saberão que já fizeram isso antes.

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Já que o mar não está pra peixe nos Estados Unidos, quem emplaca na Europa está tratando de consolidar seu sucesso lá.

Primeiro temos a Ex-X-Factor Alexandra Burke que passou pelo programa matutino GMTV para divulgar seu novo single “All Night Long”. Parece que a versão com o Pitbull será usado só para o lançamento americano. Eu estou bem curtindo essa música viu? Gostosinha. Burke canta muito bem mas a dança pode melhorar. O videoclipe oficial já postei aqui.

Esse all night all night all night longgggg me lembra o oh my oh my oh my goddd do Usher.

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E agora, minha estrela do momento, Kelis. A cantora que tem encontrado dificuldade pra romper as barreiras e entrar no hot 100 americano estreou “Acapella” em quinto lugar no Reino Unido nas paradas oficiais. Ela não perdeu tempo e voou para lá (literalmente) para se apresentar no Jools Holland. Engraçado que ou ocorreu uma falha técnica, ou acharam que ela ia britneyzar e fazer playback da música, porque ela canta uns 3 versos e não sai nada, porque o microfone tava desligado.

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Em uma recente entrevista ao Daily Record lá no país, Kelis disse que “Flesh Tone” quase não existiu. Ela disse que o processo de gravação do cd anterior “Kelis Was Here” foi muito doloroso, porque foi muito grande a pressão e ela quase pensou em desistir da carreira musical, ela tirou alguns anos de férias, fez um curso de culinária e se apaixonou pelo hobby, quase largando a profissão de cantora para virar chef. Talvez por isso “Flesh Tone” seja tão curto. Confira aqui a entrevista completa.

Ps: Só um fato curioso, vocês sabem a pronúncia correta do nome dela? Porque vejo muita gente falando quélis, queláis, quelaisi, mas o certo é Kuh-leese, que nem cheese, com a sílabada tônica sendo o -leese e o Kuh- com som de Interessante isso né? Ou não, rs.

É com tristeza e felicidade que anuncio o segundo cd mais esperado por mim esse ano! Primeiro foi o incrível “Body Talk Pt. 1” da Robyn que todo mundo que eu pentelhei para que ouvissem, hoje em dia entendem porque eu torrei a paciência deles. E agora Kelis vem com “Flesh Tone, música eletrônica direta e sem frescura, sem melação.

Eu sou fã dela há muitos anos, desde sua época hip hop/R&B. Quando ela anunciou um disco eltrônico todo mundo torceu o nariz, mas depois que “Acapella” virou hit e “4th of July” e “22nd century” vazaram, todos tivemos certeza que ela sabia o que estava fazendo.

Dito e feito. Acabei de ouvir o projeto todo e já viciei! Agoraaaa a parte triste: Kelis demorou 5 anos para lançar um álbum com NOVE FAIXAS? REALLY? Podiam ser pelo menos umas 14, mas enfim, é o que tem para hoje.

Uma “Intro” abre o cd de forma calma e controlada, e logo depois a cantora já cai na pixxxta avisando em “22nd Century”: welcome to the 22nd century, everybody’s dancing. Logo em seguida uma das faixas com maior potencial entre as nove e provavelmente segundo single, “4th of July (Fireworks)”, viradas incríveis vão fazer muita gente queimar calorias mil. “Home” e “Acapella” (o primeiro single) não deixam o som desacelerar. “Scream” tem samples de uma música que eu conheço mas não consigo lembrar qual é, mas é boa.

“Emancipate” é menos futurista, trance e bass-heavy do que o já ouvido e flerta com um eletrônico mais modulado. “Brave” começa a fechar o cd e “Song for The Baby” a música menos agitada (se é que isso existe aqui), encerra esses 40 minutos bem intensos.

“Flesh Tone” é tudo que Kelis anunciou, ela disse que estava vindo para tomar a noite de assalto e assim o fez, o projeto se limita bem no que propôs, sem baladinhas, sem retrospecção, brigas conjugais, só pancadão, rs. Quando os remixes forem sendo lançados, vão botar qualquer festa abaixo.

Como eu, muitos podem se sentir cortados da imersão prematuramente com as poucas 9 faixas (argh!), então eu acrescentei a bonus track “They Say”, a qual virá em alguma versão do mundo, um techno/midtempo com cara de anos 90 que dá tempo para você se recuperar antes de ouvir tudo de novo.

DON’T SKIP: “22nd Century”, “4th of July (Fireworks)”, “Acapella” e “Scream”.

Kelis – Flesh Tone

1. Intro
2. 22nd Century
3. 4th Of July (Fireworks)
4. Home
5. Acapella
6. Scream
7. Emancipate
8. Brave
9. Song For The Baby

10. They Say (ft. Kid Cudi)

Quem quiser conhecer videoclipes, ouvir algumas faixas dessa era, remixes, é só dar uma busca aqui no blog sobre Kelis porque eu já falei dela até cansar por aqui! Link do álbum nos comentários.

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