2010 foi um ano fervido por aqui, muita gente passou pelo Don’t Skip, e como fazer uma lista de melhores de alguma coisa dá muito trabalho e quase sempre fica injusta eu resolvi fazer uma lista dos 20 cds que eu mais ouvi no ano, não necessariamente os melhores. A falta de critério para qual gênero musical eu falo aqui é o que faz esse blog existir, porque todo mundo tem momentos diferentes para tipos de músicas diferentes, e após olhar cd por cd lançado esse ano consegui montar essa lista totalmente sem nexo, mas que é um reflexo do que eu ouço no dia a dia. O meu critério não foi qualidade técnica, números de vendas ou aclamação pela crítica, 20 discos escolhidos puramente pelo emocional. Muitos não tem singles excepcionais entre os melhores do ano, ou sequer apareceram em algum lugar, mas todos eles foram as minhas escolhas de 2010 seja em festas ou fazendo compra no supermercado e que com certeza ainda ouvir muito ano que vem. Tem rap, pop, folk, R&B, electro e mais.

A maioria dos cds eu já falei sobre com mais detalhe no blog, então se você se interessou por algum pode procurar que tem aí. Fiz o post bem gigante e completinho porque vai ser o último de 2010, entao você tem 2 dias para conhecer músicas novas ainda esse ano! Voltarei dia 01.

Feliz Ano Novo à toda a #familiadontskip e nos vemos em 2011!!!

#20 – She & Him – Volume II

Começando com fofuxice. Abrindo a lista no vigésimo lugar a dupla formada pela aérea Zooey Deschanel e M.Ward retornou esse ano com seu segundo cd criativamente chamado “Volume II“, típico dos hipsters de banda hipster dar esses nomes irônicos/blasé. Um dos melhores cds para se fazer atividades que exijam batimentos cardíacos controlados. O pop/folk da dupla é totalmente cativante. Sempre coloco na primeira faixa e me deixo levar pela voz doce, romântica e blasé de Zooey. “Volume II” é um daqueles álbuns que você não sabe porque, mas simplesmente se sente bem ouvindo. Entre a prateleira do leite de soja e dos enlatados no supermercado você sempre vai me encontrar ouvindo “Thieves” ou “In the Sun”. Don’t Skip: “Thieves”, “In The Sun”, “Lingering Still” e “Brand New Shoes”.

She & Him – In The Sun

(link) (Thieves)

#19 – Shontelle – No Gravity

A gente sabe que a indústria é um lugar injusto e se você tem sucesso você tem espaço e se você não tem…só lamento. E acho uma das maiores injustiças de 2010 o “No Gravity” da Shontelle ter passado batido por todo mundo mesmo com o hit “Impossible” que provavelmente deu esperanças à cantora de ficar bem famosa como a sua conterrânea de Barbados Rihanna. O segundo cd de Shon-shon é um mix gostoso entre R&B e dancepop, sem ser farofão,  preservando o tempero de Barbados, uma vantagem em relação a vários discos nas prateleiras americanas. Uma das maiores surpresas do ano para mim, fui ouvir achando ser genérico e descartável, mas a esforçada cantora me cativou na primeira vez que ouvi, seja em baladinhas como “Say Hello To Goodbye” ou pra bater capô de fusca no chão a mil por hora com “Take Ova” e a falsa baladinha “Perfect Nightmare”. Talvez um dia ela chegue lá, rs. Don’t Skip: “Perfect Nightmare”, “Impossible”, “Take Ova” e “No Gravity”.

Shontelle – Perfect Nightmare

(link) (Impossible)

#18 – Scissor Sisters – Night Work

Eu sempre gostei bastante dos singles do Scissor Sisters, mas nunca tinha me conectado com um disco inteiro deles. Sempre achava as outras faixas fracas em relação aos singles mas em “Night Work” foi a primeira vez que eu fiquei sem saber qual seria o próximo single de tantas possíveis escolhas, aliás só fui no show aqui em São Paulo por causa do “Night Work” que foi quase todo cantado no Via Funchal. Sagaz, irônico e ácido como todos os trabalhos da banda, mas aqui o que supera e eleva-os a outro patamar é o charme único de cada faixa, na The-Killers-Style “Fire With Fire”, nas divertidas “Skin This Cat” ou “Harder You Get”, na flamboyant-pintosa “Any Which Way” ou na quase trance “Invisible Light”. Mesmo que o Jake Shears tenha perdido o seu falsetto que o fez famoso, ainda acredito que eles trarão muita coisa boa para a música pop. Don’t Skip: “Fire With Fire”, “Any Which Way”, “Something Like This” e “Skin This Cat”.

Scissors Sisters – Any Which Way

(link) (Invisible Light)

#17 – Mike Posner – 31 Minutes to Take Off

Desde que Justin Timberlake resolveu se aposentar da música e ir brincar de ator, o nicho dos homens do pop nos Estados Unidos ficou totalmente órfão. Ninguém ameaça o seu reinado no gênero até a chegada de Mike Posner, que teve um dos singles do ano com a fantástica “Cooler Than Me”. E quando seu “31 Minutes to Take Off” levantou voo me impressionei com o frescor e a qualidade do disco. Não se engana pela cara de bom moço e pelas melodias aveludadas dos muitos sintetizadores do cd, Mike tem uma língua feroz e não pensa duas vezes antes de soltar “I should’ve cheated on you, nobody told me I was dating a whore“, mesmo tendo crescido em um lar judeu-católico, rs. Posner conheceu o sucesso em universidades antes de estourar nos EUA. Graduado pela Duke University, não sei se 2010 foi um ano bom de notas no histórico escolar para ele, mas foi um ótimo ano de notas no bolso, rs. Don’t Skip: “Please Don’t Go”, “Cooler Than Me”, “Bow Chicka Wow Wow” e “Gone In September”.

Mike Posner – Cooler Than Me

(link) (Please Don’t Go)

#16 – Sade – Soldier of Love

Dez anos se passaram desde o último cd da Sade. Confesso que antes desse cd só conhecia messsmo o hino de motel “Smooth Operator”. Esse ano a banda voltou com o R&B moderno de “Soldier of Love“, uma deliciosa experiência orgânica que fez com que o disco fosse merecidamente um dos dez mais vendidos no ano nos EUA. Sem malabarismos vocais, instrumentos complexos ou produções intrísecas e meticulosas, “Soldier of Love” lhe conquista simplesmente pela pureza, a percussão calmante e a agradável sonoridade. Ótimo para se isolar do mundo e só prestar atenção na voz aveludada da vocalista Sade Adu. Don’t Skip: “The Moon And The Sky”, “Soldier of Love”, “Babyfather” e “Skin“.

Sade – Babyfather

(link) (Soldier of Love)

(mais…)

Não importa se você o ama ou o odeia, o fato é que Kanye West é um dos maiores talentos da música dessa geração. Mais de 1 ano depois de sua situação com Taylor Swift no VMA 09 ele volta ao cenário com uma obra-prima do hip hop/rap, o grandioso “My Beautiful Dark Twisted Fantasy“, #1 na semana mais movimentada da Billboard em 2010, o melhor cd do ano de acordo com a RollingStone, a Spin, o segundo melhor de acordo com a NME. Com certeza irá figurar pelo menos no top 3 de todas as publicações. Aqui no Don’t Skip ele é o #2.

Mesmo sendo sempre megalomaníaco e egocêntrico, Yeezy nunca teve tanto assunto e tanta bagagem emocional para compor um álbum, seu nome esteve envolvido em polêmicas o ano todo, o que não poderia ser melhor para um gênio-louco como ele que transformou toda sua reflexão em música de qualidade.

Se o seu cd anterior, “808′s & Heartbreaks” era minimalista e introspectivo, dessa vez ele veio totalmente na contramão, com um disco maximal, épico, embasado por orquestras, para ser ouvido em estádios e arenas, com suporte de corais, vozes e mais vozes, auto-tune muito bem empregado quando necessário e uma lista de dar inveja nas colaborações.

A primeira faixa “Dark Fantasy” vem introduzida por Nicki Minaj, recitando como se estivesse lendo um conto infantil, com seu dramático sotaque inglês, logo a faixa com sample de “In High Places” do Mike Oldfield se transforma em uma reflexão sobre o quão longe podemos ir, ao ponto de alcançar um estado entorpecido e de dormência, ele acredita que realmente é melhor viver em uma fantasia, e assim ele o faz em seu dia a dia, se é consciente nunca saberemos. (sorry for the night demons still visit me / the plan was to drink until the pain over / but what’s worse, the pain or the hangover?)

A guitarra triste de “Gorgeous” acompanha o vocal sempre controlado de Kid Cudi. Declarações polêmicas com Kanye insinuando que o governo americano estaria envolvido em teorias de conspiração para espalhar AIDS “I treat cash the way the government treats AIDS. I won’t be satisfied ’till all my niggas get it, get it?“, enquanto RaeKwon e Cudi falam sobre uma vida de luxo. Continuando a mania de grandeza vem “Power” que tem samples de várias músicas, entre elas “Afromerica” do Continent 6, e é considerada uma das músicas mais fortes de toda a carreira do rapper. Questionando o poder com uma marcha tribal e bom uso da MPC drum machine, uma parte toda da música é dedicada a provocar o SNL e seu elenco.

All of The Lights

Não se deixe enganar pelo violoncelo e o piano melancólico da introdução de “All Of The Lights“, a faixa é gigante, o supra sumo do maximal, com uma orquestra grandiosa de violinos, tubas, trompetes e tambores apoiando as 11 colaborações da faixa. É uma faixa que quando você presencia ao vivo em um estádio o tempo simplesmente congela e você vive 5 minutos fora do espaço-continnum . As vozes mais notáveis são a de Rihanna e Tony Williams no refrão marcante estrategicamente feito para tornar a faixa em um hit, Kid Cudi, Fergie, John Legend e no final Alicia Keys no ad-libs e Elton John na última estrofe. Kanye fala sobre o mundo ser um lugar desajustado em uma ode a todos os tipos de luzes. Fã supremo de Michael Jackson já começa a música com sua revolta com a morte do cantor. “Something wrong, I hold my head/ MJ gone, our nigga dead.” “Monster” continua a sequência de vitórias do disco. Se na faixa anterior tudo era para ser claro e revelado, aqui já começa com Bon Iver dizendo “IIII shout the lights ooouuut” para a obscura faixa. K-West, Jay-Z, Rick Ross e Nicki Minaj soltam seu versos sobre de uma posição de quem está no topo da cadeia alimentar…melhor não mexer com eles. “Monster” é a melhor participação de Nicki em sua carreira, muitos críticos de renome ainda ressaltam que ela sabia a responsabilidade de estar junto dos dois e conseguiu ofuscar West e Jay-Z com seus versos nervosos.

So Appaled” continua a vibe sombria deixada por “Monster” e mostra que o polêmico artista está horrorizado pelo mundo. Jay-Z também entra na onda: “How should I begin this / I’m just so offended / how am I even mentioned by all these fucking beginners? / I’m so appalled I might buy the mall / just to show niggas how much more I have in store”. “Devil In a New Dress” quebra o ritmo de hegemonia e poder das últimas faixas, dessa vez mesmo com todo o poder e talento do mundo Kanye reconhece que uma mulher pode ser a ruína de um homem e nem todo o poder do mundo pode evitar que você perca a cabeça por uma paixão, ainda mais se ela for o diabo de vestido: “how she gone wake up and not love me no more / I thought I was the ass hole, I guess it’s rubbing off / hood phenomenom, the Lebron of rhyme / hard to be humble when you stuntin on a jumbotron / I’m looking at her like “this what you really want it, huh?”

Runaway Video Version


Runaway” e “Blame Game” são aquelas músicas que não poderiam faltar nesse cd. São as faixas aonde ele está em uma posição mais vulnerável, expõe todos os seus pontos fracos e fala sobre os assuntos mais polêmicos do último ano. O piano solitário de “Runaway” contrasta com os sintetizadores e o sample de “The Basement” do Pete Rock & C.L. Smooth, enquanto Yeezy reconhece seus erros e ainda é irônico propondo um brinde para os douchebags e assholes, ou seja, ele mesmo. O final achei meio longo, quase 3 minutos de palavras balbuciadas pelo vocoder, parece um ciborgue morrendo. Em “Blame Game” outro destaque do cd o rapper continua se perguntando como consegue ser tão idiota, repensando um relacionamento venenoso mas que ele perdeu e com o qual ele não consegue viver sem, o refrão cantado por John Legend é muito cativante. No final um monólogo bizarro e até engraçado entre o comediante Chris Rock e a tal da mulher que Kanye perdeu.

Hell of a Life” tem uma pegada de rock progressivo em mais uma faixa dedicada a uma paixão. “Lost In The World” tem um começo que consegue ser mais tranquilizante e melancólico que “Runaway” mas logo evolui para um pulsante e acelerado hip hop com tambores indígenas sobrepostos a “Woods” do Bon Iver. A faixa é emendada em uma releitura do poema que pede paz “Comment #1” de Gill Scott-Heron de 1970: “All I want is a good home and a wife and children and some food to feed them every night”. A nova criação estrategicamente nomeada “Who Will Survive In America” fecha a epopéia da fantasia obscura do Kanye.

Lost In The World

Precisei escutar muitas vezes “My Beautiful Dark Twisted Fantasy” antes de poder falar qualquer coisa, porque não é um cd que você simplesmente decifra na primeira audição, é cheio de detalhes pequenos, camadas e mais camadas, simbologias, contextos. Quando ouço esse cd considero que ele realmente é um dos artistas mais incompreendidos dessa geração, a sua mensagem é que ele é grande demais pra esse mundo, e ele não tem aspirações pequenas, seu sonho é ser o maior artista de todos os tempos. Admite que não conseguirá esse fato provavelmente porque não sabe cantar ou dançar, e não ele não falou isso zuando:

“I do have a goal in this lifetime to be the greatest artist of all time, [but] that’s very difficult being that I can’t dance or sing.”

Em um mundo onde música cada vez é mais descartável e emoldurada, Kanye ainda faz o que MJ e Madonna faziam no século passado, que é ditar as regras, e não seguí-las. É pretensioso? Com certeza, mas Kanye não se conforma em ficar dentro do que esperam que ele deva fazer, ele sempre pensa outside the box e não se conforma com produções simplórias feitas todas com um teclado de computador. Muitos críticos ou amantes comuns da música ainda resistem em admitir a genialidade dele, porque torcer pelo Kanye West para muitos bate na barreira moral, é como torcer para o vilão, é assistir ao Senhor dos Anéis e esperar que Sauron vença Frodo. Ele tem todos os defeitos de um vilão, é egocêntrico, megalomaníaco, excêntrico passa longe do altruísmo e da humildade, mas seu talento musical já entrou para a história da indústria.

São hipócritas a ponto de elogiar o MBDTF mas se perguntam se ele será capaz de ser tão bom em seu próximo disco como foi agora, mas esquecem de ressaltar que ele vem se superando desde o primeiro, todos os seus 5 cds são aclamados e cd após de cd duvidaram de sua capacidade de produzir outro sucesso, e ele se provou em todos. Tenho total fé que ele vai continuar subindo e nos trazendo sons novos que não esperamos. Henry Ford já dizia que se você perguntasse às pessoas o que elas querem em um carro elas diriam: cavalos mais potentes.

Don’t Skip: “Dark Fantasy”, “Power”, “All Of The Lights”, “Monster”, “Runaway”, “Blame Game”, “Lost In The World”.

Como a capa original lá em cima foi censurada nas grandes cadeias de lojas de departamento, varias outras opções capas foram colocadas à venda

Kanye West – My Beautiful Dark Twisted Fantasy

01 Dark Fantasy
2 Gorgeous f. KiD CuDi & Raekwon
3 Power f. Dwele
4 All Of the Lights (Interlude)
5 All Of the Lights f. Alicia Keys, Charlie Wilson, Elly Jackson, Elton John, Fergie, John Legend, KiD CuDi, Rihanna, Ryan Leslie, The-Dream & Tony Williams
6 Monster f. Jay-Z, Rick Ross, Nicki Minaj & Bon Iver
7 So Appalled f. Jay-Z, Pusha T, CyHi Da Prynce, Swizz Beatz & RZA
8 Devil In A New Dress feat. Rick Ross
9 Runaway f. Pusha T
10 Hell Of A Life
11 Blame Game f. John Legend
12 Lost In The World
13 Who Will Survive In America

Kanye West não está pegando leve com os vídeos do “My Beautiful Dark Twisted Fantasy“. Hoje foi divulgada uma prévia do videoclipe de “Monster” que tem participação de Jay-Z, Rick Ross e Nicki Minaj. Só pelo trechinho já para saber que o vídeo dirigido por Jake Nava vai ser de chocar.

Provavelmente o resultado final vai ser algo bem diferente do que imaginamos porque o clipe de “Power” teve 1:30 e “Runaway” virou um curta de meia-hora. As imagens são fortes. Yeezy beija um cadáver, Rick Ross com um corpo na mesa, Jay-Z também e NIcki Minaj contracena com ela mesma. Algumas cenas são bem impactantes com corpos pendurados e sangue espalhado. Acho que vai ficar incrível, mas chances de ser veiculado na TV? ZERO! Mas isso não é problema pro rapper, que disse que não faz mais música para ser consumida de forma tradicional.

Tem também essa filmagem amadora da gravação de uma cena do Rick Ross jantando algo bem ensanguentado com uma mulher morta na mesa. Abaixo algumas stills do clipe:

I only have ten cds in my hands, and those cds represent the ones who will continue on the running towards becoming America’s… Next… Top… Seller, and those cds that I do not play, must immediately return to the studio, pack your headphones and go into the booth to record new songs. The first name that I’m going to call, and that will be displayed as digital sucess on Itunes Store is… KANYE WEST.

Com ajuda de minha amiga Tyra Banks, vamos conferir como foi a mais badalada e comentada semana de 2010 nas paradas de cds da Billboard. Muitos lançamentos, entre eles de gigantes da música, de outros não tão fortes e de novatos.

Quem ficou no topo foi mesmo o Kanye West, o rapper douchebag emplacou 496.000 cópias, o que é bem menos do que as quase 900 mil do “Graduation” mas é maior do que as 450 mil do cd anterior dele “808′s & Heartbreak“.

Apesar de não ter nenhum hit massivo, o talento e a ousadia do “My Beautiful Dark Twisted Fantasy” renderam para Yeezy aa quarta maior estréia do ano. Mas bem menor que a do Eminem com 741 mil.

O segundo lugar, apesar de muitos terem duvidado e eu ter apostado, foi dela… ese deram bem aqueles que como eu acharam que o hype de Nicki Minaj não seria só barulho. E não foi. “Pink Friday” vendeu exatas 375.190 unidades. Uma vitória ainda maior para Onika Maraj em seu gênero. A única MC mulher que conseguiu vender mais do que ela na primeira semana até hoje foi Lauryn Hill quando seu “The Miseducation of Lauryn Hill” entrou nas tabelas em primeiro com 423.000. A diferença é muito pequena, e há 12 anos atrás primeiras semanas significavam estreias na casa dos 7 dígitos. Se já é bom saber que ela é a número dois em estreias de MCs mulheres, melhor ainda é saber que o “Pink Friday” é a maior vendagem da primeira semana de um cd de hip hop/rap feminino da H-I-S-T-Ó-R-I-A da Billboard, já que o da Lauryn não se encaixa nesse gênero. Com esse novo recorde, o “Under Construction” da Missy Elliott cai para a segunda coloção nesse quesito com sua estreia de 232.000 cópias em 2002. Cadê a Li’l Kim agora para falar que ela é passageira. It’s Roman’s Revenge! Ironicamente os versos que são considerados os melhores da carreira dela até agora estão exatamente na música “Monster” do cd do Kanye.

#TeamMinaj #1

Essa semana também marcou um hiato de 2 anos que o Top 200 não tinha 2 cds estreando com mais de 300mil na primeira semana. A última vez foi em 06/12/2008 quando “I Am…Sasha Fierce” da Beygod trouxe 482.000 e o “Dark Horse” do Nickelback 326.000.

O terceiro lugar continua sendo da Susan Boyle, que vendeu mais 263 mil essa semana e está previsto para passar a marca do primeiro milhão semana que vem (4 semanas depois de lançado). Taylor Sleep deu uma super subida de #9 pra #4, Jackie EvanchoO Holy Night” que eu nem sabia que existia e Rihanna em #5 e #6, “My Worlds Acoustic” do Justin BieberDanger Days em #7 (o cd só foi vendido no Wal-Mart e Sam’s Club) e “” do My Chemical BAD Romance no #8 (like I Care…). Fechando o top 10 o Ne-Yo no #9 com o “Libra Scale“que ficou menos de 1000 cópias atrás do oitavo lugar e Glee no #10 (argh).

Já a Ke$ha’s Party que tinha gente APOSTANDO UM DEDO comigo que ia vender mais que a Minaj amargou um #15 com o “Cannibal”. Míseras 74 mil cópias. Bem baixo para quem estreou em #1 no hot 100 né. RÁ! The sweet taste of victory! E o último relevante da semana, a trilha sonora de Burslesque, que chega com 63.000 no número #18. Quase mais que a Ke$ha’s Party, rs.

E Como eu disse que ia fazer nesse post e algumas pessoas me pediram para fazer, vamos ver onde o blog acertou e errou:

Billboard 200 esta semana (02/12/2010):

1. Kanye West, My Beautiful Dark Twisted Fantasy
2. Nicki Minaj, Pink Friday
3. Susan Boyle, The Gift
4. Taylor Swift, Speak Now
5. Jackie Evancho, O Holy Night
6. Rihanna, Loud
7. Justin Bieber, My Worlds Acoustic
8. My Chemical Romance, Danger Days
9. Ne-Yo, Libra Scale
10. Glee Cast, Glee: The Music—The Christmas Album

Apostas Don’t Skip (25/11/2010):

#1 – Kanye West – My Beautiful Dark Twisted Fantasy
#2 – Nicki Minaj – Pink Friday
#3 – Susan Boyle – The Gift
#4 – Justin Bieber – My Worlds Acoustic
#5 – Rihanna – Loud
#6 – Ke$ha – Cannibal
#7 – Jay-Z – Hits Collection Vol.1
#8 – Ne-Yo – Libra Scale
#9 – Rascal Flatts – Nothing Like This
#10 – Taylor Swift – Speak Now

Variando uma posição pra cima ou pra baixo acertei na mosca 3/10 mas valento 5/10. Bom para uma semana tão movimentada com mais de 10 estreias. 1, 2, 3 XTRAH! Top 3 flawless victory, Yeezy, Barbie e SuBo. Taylor Sleep achei que ia cair uma e subiu 5, errei bonito. Justin errei por 3 (pô, se eu soubesse que só ia vender em duas redes tinha chutado mais pra baixo, rs). Jackie Whatever não conhecia, Rihanna foi por 1, vale vai! Mesmo sabendo que ela é artista de single acreditei na Ke$ha’s Party para um #6 mas errei feio 9 posições…too bad…or not, rs. My Chemical nem sabia que ia ser lançado agora e nem Glee, Jay-Z nem entrou, Rascal também não, e “Libra Scale” errei por menos de 1000 cópias, rs.

Nicki Minaj ft. Kanye West – Blazin’

#TeamMinaj #2

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M-O-R-T-O com a Nicki Minaj cover, HAHAHA.

 

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