Parece que o próximo cd de David GuettaNothing But The Beat” vai ser cheio de acertos e erros. Depois da desnecessária “Little Bad Girl” como segundo single, teve “Titanium” como outro promo, que até agora foi uma das melhores músicas que já ouvi dele e continuando o lançamento dos singles promocionais vamos ouvir “Night Of Your Life” que trouxe Jennifer Hudson para as pistas.

J-Hud é só mais uma entre as dezenas de artistas do R&B que migraram para o dance e foi uma escolha acertada. Simpatizei com o vozeirão de diva dela em cima da melodia comportada da faixa. Ao invés de ter essa pegada eurodance bem atual achei que o resultado final flerta com os anos 90 como “CeCe Peniston” e “Robyn S”, com letras apoteóticas pra cantar junto.

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Eu tenho um grande problema com David Guetta. Quando ele despontou como um DJ/produtor que ia acontecer no mainstream, lá em 2009 com “When Love Takes Over” eu fui um dos primeiros a elogiar. Ele trouxe o eurodance pras rádios e “apresentou” a dance music para os artistas urban na época e “One Love” foi um cd que eu ouvi MUITO. Só que de lá pra cá ninguém fez mais nada a não ser b-sides do “One Love”, mas não aguento mais ver todo mundo pegando o bonde, e alguns não acrescentam em nada ao gênero como a Pixie Lott.

Aqui estamos em 2011 há duas semanas do lançamento de “Nothing But The Beat“, seu segundo cd desde que o eurodance tomou o mundo e quinto no geral. Os dois primeiros singles não impressionaram. “Where Them Girls At” ouço só porque tem Nicki Minaj e “Little Bad Girl” é terrivel, os beats mais reciclados do século XXI, porém David ainda deve ter umas cartas na manga. Primeiro a prévia de “Night of Your Life” promete. Os vocais de Jennifer Hudson me trouxeram uma sensação de Corona 2011 e agora a música que todo mundo está comentando: “Titanium”.

Escrita por Sia, a música está subindo meteoricamente nas Itunes Stores pelo mundo, já é top 3 na França e top 10 na Austrália, Espanha, Holanda, Grécia e no terceiro maior mercado musical do mundo: Alemanha. Acho que desde “Commander” que não gosto de nada do Guetta como essa música. A voz da Sia que cai como uma luva na produção melódica, a letra de superação tem uma qualidade de “anthem” dessas músicas para cantar junto mesmo e os beats são um pouco diferentes do que o produtor sempre cria. Só os riffs de guitarra do começo que não me enganam, você pegou de “Don’t Stop Believing” ou de “Your Love” do The Outfield seu francês espertinho.

Mais engraçado foram os twitts de Sia dizendo que a música que ela menos gastou tempo na vida e a que teve menos promoção é o maior sucesso da carreira dela, rs. Depois de escrever várias músicas pro “Bionic” que não decolou parece que agora o mundo vai conhecê-la.

It’s amazing that 40 minutes of my life and zero promo turned into my most successful song to date,” e ainda completou: “I should write more songs intended for others.

Parece que incialmente ele não tinha em mente a voz da australiana no single, porque vazou uma versão com a Mary J Blige nos vocais! Fico indeciso sobre qual gosto mais. Mary J tem o vozeirão de diva que combina com a faixa e tem tudo pra virar dancefloor anthem mas a Sia é novidade né? Acho que por isso ele escolheu Furler para entrar no cd.

Hoje David Guetta estrou seu primeiro videoclipe em seu canal próprio do VEVO, para o single “Where Them Girls At”, o primeiro de seu novo cd “Nothing But The Beat” a ser lançado dia 30 de agosto.

O DJ/produtor apostou na fórmula mais usada do século XXI quando alguém quer “inovar” em videoclipes dance, o conceito da “música que contamina“. O The Black Eyed Peas dava tiros de “Rock That Body” nas pessoas o LMFAO tentou escapar da “Party Rock Anthem” que contaminou o mundo e transformou todos em zumbis e agora Guetta propaga “Where Them Girls At” em bolhas.

Confesso que até gostei da idéia, apesar do caminho ser antigo a idéia das bolhas pelo menos é melhor do que clipe de boate. Ajudando-o nessa árdua tarefa estão Flo-Rida com seus versos prontos para as pistas e ela: Nicki Minaj, uma das fontes dominadoras com sua (literalmente) bubblemouth.

Bacaninha o vídeo, mas vamos combinar que como sempre Nicki Minaj rouba os holofotes todos para si e se aqui não estivesse provavelmente não teria acompanhado o clipe todo. Mesmo aparecendo só em uma cena Nicki The Boss e seus dançarinos são a melhor parte. Atenção para os product placements forçadíssimos de um celular que não identifiquei mas que é menos prático do que um Iphone e do carro elétrico da Renault no final que toscamente entra na onda bolha da dança.

Como eu disse acima “Nothing But The Beat” chega às lojas do mundo todo dia 30 de agosto e chega com a missão quase impossível: superar o sucesso do anterior “One Love” (+ de 3 milhões de cópias vendidas) e seus 6 super hits no mundo. Por mais farofa que seja, o “One Love” foi o cd que definiu o cenário musical mundial nos últimos anos. Se hoje todo mundo está pulando no bonde do europop e do dance o responsável foi David Guett, que potencializou e tornou popular a fusão de artistas R&B com os DJs. Os primeiros nomes que o ajudaram foram Kelly Rowland, Ne-Yo e Will.I.Am e aos poucos todo mundo foi entrando na onda, o próprio Usher já disse que quem o convenceu a arriscar no dance foi Mama Rowland.

Para tentar sacudir as coisas em “Nothing But The Beat” o francês colaborou com alguns nomes esperados: Taio Cruz, Akon, Snoop Dogg, Ludacris, Usher, Timbaland e Will.I.Am e 3 nomes inéditos: a hypada Dev, a Soul Sista Jennifer Hudson e a australiana Sia. O que será que vem aí com elas hein?

Talvez elas possam dar uma nova aura pro cd, porque até agora “Where Them Girls At” e o segundo single “Little Bad Girl” com Taio Cruz e Ludacris nada mais são do que o “One Love” requentado. O Timbaland tentou repetir o “Shock Value” com “Shock Value II” e o resultado foi um flop homérico. A sorte do Guetta é que na balada depois de enfiar o pé na jaca a gente dança qualquer coisa né?

Dois anos depois de hit atrás de hit, David Guetta, o Dj francês que se tornou um dos produtores mais cobiçados do mercado pela sua capacidade de criar batidas instataneamente viciantes para as pistas volta com seu novo cd.

Guetta já tinha um certo status no mundo eletrônico house/comercial e quando lançou seu “One Love” foi um dos principais expoentes no movimento de migração dos artistas urban para o cenário dance e europop incorporando em seu disco nomes como Kelly Rowland, Ne-Yo, Kid Cudi, Estelle, Rihanna e Flo Rida.

No dia 30 de agosto seu novo projeto chega às lojas, ainda sem nenhuma definição a não ser o primeiro single, a europop “Where Dem Girls At” com participação do insuportável Flo Rida e da amada Nicki Minaj. A parte de Flo é tão chata quanto “Club Can’t Handle Me” e mais uma vez quem rouba a cena é a Harajuku Barbie, a música segue sem nada de especial até a sua parte que é um charme a parte. “Coming through the club, all the girls in the back of me/ This ain’t football, why the f**k they tryna tackle me?” fala Nicki reforçando que “there’s too many boys in here, where do I begin?“.

Não é o tipo de música que vai tocar muito no meu Ipod mas depois de uns bons drink na pista a gente se acaba gritando where dem girllllsss at girls at.

David Guetta – Where Dem Girls At (ft. Flo Rida & Nicki Minaj)

 

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