Para quem é viciado em música e tudo que acontece nos bastidores como eu, vale muito a pena procurar todos os episódios do excelente programa Behind The Music do VH1. A cada episódio um artista revela os segredos mais ocultos de suas carreiras e as coisas que já presenciaram ao longo da vida. É uma prova de como empresários e gravadoras tem muito menos escrúpulos do que nós imaginamos.

Estava assistindo o Behind The Music da Brandy, que acabou de lançar seu novo single e gravou o programa como uma forma de divulgar seu novo cd “Two Eleven“, e ao fim do episódio fiquei abismado como tudo o que aconteceu com ela pode estar acontecendo de novo sob os nossos olhos sem que levantemos suspeitas.

Para quem não sabe, Brandy já foi um dia o que a Katy Perry, Britney, Rihanna ou Beyoncé são para os americanos (e para os leitores mais jovens): musa-inspiradora-diva-queridinha. Aos 15 anos a americana conseguiu seu primeiro contrato com uma gravadora e lançou um hit atrás do outro. Brand brand chegou a ter 6 top 10′s de um único cd, ser a queridinha da América, exemplo de conduta e ter um dos singles de maior sucesso da história americana, “The Boy Is Mine”. Assim como Janet Jackson, Brandy também foi uma negra que abriu caminhos para quem veio depois dela, e foi apadrinhada voluntariamente por Whitney Houston.

Porém essa vida perfeita custou-a sua vida pessoal. Brandy se apaixonou por um homem mais velho aos 16 anos, um dos membros do Boyz II Men, só que teve que manter um relacionamento de 2 anos sob sigilo aconselhada por seu empresário. Depois ela engravidou de um produtor musical de um dos seus cds, e para não arranhar a sua imagem, resolveram que iam inventar que ela tinha se casado secretamente 1 ano antes, pois quando aparecesse com a gravidez, não poderia dizer que seria mãe solteira, e assim manteve um casamento de aparências que nunca existiu por anos, negando qualquer rumor contrário em entrevistas. Isso tudo entre outras “manobras” que a gravadora sempre inventou para não prejudicar sua carreira. Aos 32 anos, no controle de sua carreira, e livre de todos os rumores, Brandy se sentiu confortável para falar sobre isso tudo, e acompanhá-la desmentindo suas próprias entrevistas é bem alarmante, mas gostaria de ver muitas celebridades fazendo isso:

Além de depoimentos dela, temos também gente que está aí na ativa na indústria como Darkchild que sempre soube de todos os segredos mas nunca pode dizer nada.

Agora imagina quanto coisa essas pessoas sabem e nós nem imaginamos? E alguns desses boatos que a gente ouve mas acredita nos artistas quando eles negam? Obivamente sem insinuar nada, nem julgar ninguém, fofocas estão muito bem escondidas nos cofres das gravadoras e talvez nunca serão reveladas. Será que a Riri e o Chris Brown estão se pegando secretamente mesmo? E se a Beyoncé nunca tiver sido casada de verdade com o Jay-Z? E quantos segredos e mentiras envolvem esse conservatório da Britney? E a Lady Gaga? E Xtina? E Madge?

Obviamente aqui não é lugar para discutirmos se essas grandes teorias da conspiração são verdades ou não, mas esse desabafo da Brandy mostra como as pessoas por trás das grandes estrelas escondem muuuuita coisa para preservar as carreiras das grandes árvores frutíferas de seus pomares.

Depois de muita espera, finalmente o primeiro single do novo cd de Brandy está aqui, prepare-se para “Put It Down”! O single estava marcado para ter estreado na época do GRAMMY, e a primeira performance seria na Clive Davis Pre-GRAMMY Party, mas como Whitney faleceu na noite, e elas eram muito amigas, os planos foram cancelados.

Quando eu li que o sngle tinha sido produzido por Bangladesh… GURLLLL… nem precisei ouvir para começar a procurar um jeito de ter essa música ASAP no meu ipod.

Sean Garrett foi o compositor e definiu o single como bastante comercial, mas com uma influência hip-hop muito forte: “It’s very commercial, but at the same time, it’s got a dope hip-hop influence—it’s club, it’s radio, it’s all formats.

Sean não estava errado, a música já começa com um sample confuso, mas sob repetição você vai ficar repetindo esse “Imma put it down, you gonna fall in love” por uma semana. Quando o batidão entra, só posso saudar BANGLA por mais um BANGER. Como em “A Milli”, “Diva” ou “6 Foot 7 Foot”, a produção é minimalista para deixar que cada batida ecoe. É esse som das ruas mas que tem apelo comercial que eu senti falta no cd da Minaj, só encontrei em “Beez In The Trap” e “Roman Reloaded”.

Chris Brown aparece fazendo um fast-rap a la Busta Rhymes para dar aquela ajudada nas vendas, porque não está fácil para ninguém hoje em dia, e Brandy certamente vai precisar de toda ajuda que puder ter:

Brandy disse que estava vindo com algo bem diferente, mas não esperava que fosse tãooo diferente assim! Aprovado!

O sexto cd da lenda do R&B chegará em junho. “Two Eleven” só tem nomes de confiança envolvidos: Frank Ocean, Sean Garret, Drake, Rico Love e Noah ’40′ Shebib.

Adoro o finalzinho, quando a gente acha que a música já acabou, mas ainda não acabou. Com esse single e “Big Hoops (Bigger The Better)” nas rádios, com certeza eu serei uma pessoa mais feliz, rs.

Brandy & Monica lançaram o aguardado clipe dirigido por Chris Robinson para o single dueto “It All Belongs To Me”. O clipe não tem nada de excepcional mas serve para nos mostrar quatro coisas: elas são mais ricas que você, cantam melhor que a concorrência, fazem aniversário mas não envelhecem e tudo é delas, inclusivo o Macbook que você usa para ver seu Feice!

Gatas, me contem que água é essa que vocês tomam que eu quero um barril! Se há 14 anos atrás ficavam brigando pelo boy trovão em “The Boy Is Mine”, agora se juntaram para dar uma lição no boy terror, e que lição! Tudo isso usando designer clothes e com o cabelo e a make impecáveis. #VersaceRoyalness!No final ainda há uma mensagem para Whitney Houston, amiga e mentora das duas.

Estou gostando cada vez mais do single, apesar de achar que não vá repercutir muito, é interessante ver como os duetos delas refletem o lado pessoal. No passado elas não se davam bem nem um pouco e isso foi muito bem explicado em “The Boy Is Mine”, tanto que a própria Monica diz que elas nunca viveram o sucesso do single, um dos maiores hits dos anos 90. E agora conseguiram se entender tanto no single quanto na vida real. Aliás, iam cantar “The Boy Is Mine” e “It All Belongs to Me” na festá pré-GRAMMY do Clive Davis, mas como Whitney faleceu no dia (que ainda por cima é aniversário de Brandy), trocaram por uma homenagem à diva. Para quem ficou curioso de como seria, vazaram um vídeo do ensaio.

As duas até estão planejando uma turnê conjunta. Está aí um show que eu PRECISAVA ir, haha. Vamos ver se essa amizade delas vai durar, porque ainda tem um ego ali no meio, pelo nome oficial do vídeo dá para perceber. No Youtube está como “Monica, Brandy – It All Belongs To Me”, haha. Nada de “featuring” nem “Brandy & Monica”, haha. Tenho certeza que depois vai entrar no VEVO da Brandy como “Brandy, Monica – It All Belongs To Me”.

A música produzida por Rico Love estará nos dois cds delas desse ano. “New Life” da Monica sai agora dia 10 de abril, enquanto “Two Eleven” da Brandy sai em junho. B&M cds em 1 ano só é muita felicidade! Confira as duas destruindo com o single ao vivo no Jay Leno:

 

14 anos desde o primeiro dueto juntas, Brandy & Monica voltam a dividir a mesma faixa no single “It All Belongs to Me”. Lançado nessa segunda como terceiro single do cd “New Life” de Monica (10/04), a faixa também estará no novo cd de Brandy, ainda sem data, e o primeiro sob a tutoria da RCA.

Eu nem ouvi ainda e já sei de uma coisa, não é “The Boy Is Mine”. É impossível que seja melhor. “The Boy Is Mine”, ficou no #1 por 13 semanas em 98, foi a mais vendida e de maior sucesso do ano, garantiu o primeiro GRAMMY para cada uma das duas, fechou o século como a oitava música de maior sucesso nos anos 90 e é a música que eu mais gosto na vida. Só para vocês mais novos terem uma idéia, elas lançaram “It All Belongs To Me” e “The Boy Is Mine” virou TT no Twitter, rs.

Introduzindo isso, ouvi “It All Belongs To Me” e fiquei super feliz, porque apesar de ter uma pegada completamente diferente, é igualmente viciante após algumas repetições. Ao invés de brigarem pelo boy como em 98, dessa vez as duas se juntam para dar um chega para lá no gigolô aproveitador esbravejando: “Isso aqui tudooooo é meuuuu” ou apelando para as demografias mais jovens: “that macbook belongs to me, so log off your Facebookkkk!” .

Se no primeiro dueto Darkchild criou uma base acelerada e enlouquecedora, dessa vez Rico Love, um dos maiores produtores de R&B dessa geração, escolheu uma linha bem mais melódica com guitarras e pianos. Vocalmente as duas continuam impecáveis, como era de se esperar.

Olha, enquanto terminava de escrever o post ouvi mais umas 7 vezes, e já estou oficialmente vidrado, haha. Infelizmente em uma época aonde o R&B não poderia estar mais em baixa, perdendo mercado massivamente para a dance music, eu acredito que “It All Belongs To Me” vá alcançar posições medianas no hot 100, mas seria lindo ver o R&B de volta no topo com Brandy & Monica.

No Hot 100 R&B pode ser que se dê melhor, “Motivation” conseguiu várias semanas no #1, o que ajudou bastante no hot 100. Agora é torcer por Monandy.

 

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