Com o lançamento de “MDNA” eu entendi que Madonna tinha essencialmente duas premissas em mente, provar que ela continua sendo a rainha e preparar um material interessante para apoiar uma nova turnê proveniente do contrato com a Live Nation. Esses dois pontos resumem para mim o motivo da existência do disco. Agora vamos discutir isso?
Muita coisa mudou desde o lançamento de “Hard Candy” em 2008. Na época ela podia se dar ao luxo de experimentar, e a escolha foi o hip hop de Timbaland. Não rendeu tanto, mas não importava, a turnê compensou. Pouca era a ameaça ao seu trono. Britney ainda estava louca, Rihanna ainda começa a estourar fora dos EUA, Aguilera estava ausente, Katy Perry era novata e Lady Gaga ainda era trollada pela Aguilera. Beyoncé ainda tinha muita ligação com o R&B e Nelly Furtado e Pink nunca seriam cogitadas para o cargo, por mais que sejam grandes sucessos comerciais. 4 anos depois o cenário mudou, as concorrentes ganham cada vez mais espaço e fãs, centenas de milhares deles, estão dispostos a dar a vida por elas, e se Madge quer continuar no topo, tem que mostrar para a concorrência porque está lá.
Em segundo lugar – e isso é o mais grave – o que com certeza contribuiu para que o disco não fosse tão inventivo: o contrato com a Live Nation. A loira embolsou nada menos do que 120 milhões de dólares por 3 cds com a Interscope Records e a turnê com a produtora, o disco tem que ser necessariamente bastante comercial e próprio para uma turnê, sem contar que é o primeiro pela gravadora nova. Com o “Hard Candy” falhando em marcar época, “MDNA” tinha que ser um sucesso, caso contrário o último cd interessante para o grande público seria o “Confessions on a Dancefloor”, porque convenhamos, tirando os fãs da cantora, quem quer ver “4 Minutes” ou “Spanish Lesson” em mais uma turnê dela? E a próxima disgressão não pode ser focada em sucessos do passado.
Para garantir que essas duas “exigências” fossem cumpridas, o que ela fez? Chamou a galera com quem ela já trabalhou e sabe que funciona, William Orbit e os irmãos Benassi. Garantindo que o disco tenha apelo também com a “garotada jovem”, jogou no meio Martin Solveig, M.I.A., Nicki Minaj, Priscila Renea, The Demolition Crew, etc. O problema é que a pressão por resultados gerou um cd divertido, dançante, comercial e que vai ser um ESTOURO ao vivo em estádios e arenas pelo mundo, mas ao mesmo tempo “MDNA” falha em ter profundidade, e para mim faltou verdade, é plastificado demais. Vejamos porque:
A #MusicMonday Don’t Skip dessa semana está LOTADA de coisas novas! Como semana passada não teve, essa edição tem links para uma segunda-feira mole inteira! Não vai ficar ocioso hoje!
Notícias
Adam Lambert está pronto para o cd 2! O disco sai em 2012 e se chamará “Trespassing”. O primeiro single “Better Than I Know Myself” foi produzida por Dr. Luke com Cirkut e Ammo. A composição é de Claude Kelly. Colaborações já confirmadas no cd são da hitmaker Bonnie Mckee e Sia!
Leona Lewis adiou seu cd para o meio de 2012 depois do péssimo desempenho de “Collide”, mas ela ainda lançará um EP esse ano.
Lembram daquela chata do The Voice Alison sei lá o que? A repórter que falava o que o pessoal estava twittando e o que mais rolava nas redes sociais? Na próxima temporada do programa será substituida por Christina Milian!
Nicole Scherzinger anunciou uma turnezinha de 3 dias pelo Reino Unido em Fevereiro. London’s Hammersmith Apollo dia 19, O2 Apollo em Manchester dia 22 e Birmingham’s O2 Academy dia 23.
Links
Lady Gaga teve seu próprio especial de Thanksgiving, o A Very Gaga Thanksgiving:
Quase que simultaneamente dois figurões das pistas lançaram seus novos singles, e uma característica em comum é a troca do dance fácil por verdadeiros club bangers nervosíssimos.
Primeiro foi o italiano Benny Benassi, que após o sucesso de “Spaceship” com Kelis lança a FURIOSA “House Music”. Sirenes anunciam a chegada dele que sobe no palco e deixa a música comer solta pras fritinhas. Benny que foi catapultado para o mainstream com “Sstisfaction” tem sido alvo de polêmicas com o novo single. Enquanto uns dizem que isso não é house e sim tech, outros apóiam dizendo que é sim, que é dutch house e outros nem cagam pra essa discussão, só querem mesmo ficar fritildes na balada.
Já Calvin Harris também muda o curso que vinha seguindo com a instrumental “Awooga”, o que também desagradou há alguns fãs por ser só isso mesmo, uma faixa instrumental.
Calvin que recentemente passou pelo Brasil disse que vai se focar mais à sua carreira de DJ e produtor em 2011, ou seja, não espere um novo cd tão cedo. “Awooga” é a primeira de muitas que ele lançará de todas as formas, música de buati, com vocal, com vocais de outros, dele, etc:
“Awooga is the first track of many from me this year…some club tracks, some vocal, some me singing, some other people singing!”
Discussões a parte entre os fãs eu gostei muito das duas faixas. Se o negócio é fazer club banger que assim seja, pancadão mesmo pra gastar até os ossos na balada, rs, e quando o material vem de Calvin e Benny…#WINNING!
Benny Benassi tenta pegar uma onda boa nessa nova corrente de house music que o David Guetta popularizou e lança o videoclipe de seu novo single “Spaceship”. Tentando fazer aquele crossover das pistas para as rádios, ele chamou alguns nomes bem conhecidos que permeiam esses dois mundos para participarem da música.
Kelis, que lança na semana que vem seu “Flesh Tone”, Apl.de.ap do The Black Eyed Peas e o produtor Jean Baptiste são os tripulantes da nave de Benny, que sai em busca de um novo local para fazer uma superrrr festa, encontram um planeta que parece ser ideal, mas ele começa a sofrer um ataqué cósmico e todos fogem em bicicletas espaciais, rs!
Obviamente todoooo filmado em um estúdio com tela verde, acho que o resultado foi bem satisfatório, mesmo com o fato de que alguns efeitos ficaram tosquíssimos, a maioria ficou bem interessante. Cenários e efeitos de luz também ficaram bons.