Gente, e não é que Katy Perry/Capitol foram lá na caruda e lançaram mesmo um remix de “The One That Got Away” com o B.o.B. para tentar forçar a música para o #1 do hot 100?
Para quem não está acompanhando a longa saga de Katy Perry pelo sexto #1 com “The One That Got Away” é só ir aqui antes de continuar a ler. Agora se você já está a par dos truques master para quebrar o recorde de Michael Jackson, aqui está o último deles, o remix com o rapper B.o.B. Vou dizer que achei a música até legalzinha hein? É melhor que o remix de “Last Friday Night” com a Missy Elliott que quase não tem a Missy Elliott, rs.
Olha, nada contra essas atitudes dela, mas não pode virar uma prática de mercado ficar relançando o tempo inteiro música com um remix para subir nas tabelas, é muita prostituição de mercado. Há alguns anos veio a moda do “relançar cd”. Todo mundo embarcando, fez sucesso o cd? Relança! Eu sempre achei um desrespeito com os fãs, daí essa onda passou um pouco, não temos mais tantos relançamentos. Agora a modinha é o remix, e só Kátia Perez fez isso 3 vezes em seu último disco.
E aí? Será que com esse truque ela chega lá? A bendita da música subiu de #10 para #4 no hot 100. Sinceramente agora eu espero que Rihanna fique firme e forte lá no #1 e não deixe a Kátia chegar ao #1, só para deixar de ser espertinha. A competição também está aumentando em volta dela, com “Niggas In Paris” do The Throne, “Good Feeling” do Flo-Rida e “It Will Rain” do Bruno Mars, todos atingindo novos picos ontem respectivamente no #6, #5 e #3, sendo que o primeiro ainda com videoclipe a estrear!
Qual a função de um videoclipe? Primariamente ele existe para promover uma música e conquistar a simpatia daquele que assiste para que ele comece a gostar da música também. No caso de Lady GaGa significa produções exuberantes, no da Beyoncé coreografias e danças admiráveis e no da Rihanna muito fashionismo. No caso de Jessie J, o carisma que ela transborda é suficiente para prender a sua atenção, e é isso que temos no videoclipe de “Price Tag” o segundo single single britânico e primeiro americano.
Emil Nava dirigiu um clipe que notoriamente teve restrições orçamentárias, já que envolve apenas a cantora em um estúdio com fundo infinito e alguns objetos, mas isso bastou para fazer com que “Price Tag” seja uma produção extremamente simpática. De acordo com ele o conceito visual do vídeo é “uma vida larger than life“.
Jessie J canta o single (que deve ser a resposta a “Billionaire” do Travie McCoy, rs) ilustrando para nós as situações da letra que fala de como devemos esquecer das etiquetas e enxergar a verdadeira essência das pessoas. A minha parte favorita é quando ela fala que as pessoas devem voltar aos tempos quando a música nos unia e não existiam “video hoes” e para ilustrar J-J mostra ela mesma com o look do clipe de “Do It Like a Dude” no qual ela está parecendo exatamente com o que ela critica agora, hahaha, achei genial!
Que vídeo fofo não é? Ela de bailarina de caxinha de música, a marionete andando de triciclo, tudo muito gracinha <3, facilmente vai conquistar as pessoas pela fofice. Os fashion statements dela também sempre presentes: os macacões de renda e os batons com aplicações. Isso é outro fator a se reparar. Apesar do seu cartão de visitas ser a sua voz única, a imagem dela é moldada em torno de cantoras como as Pussycat Dolls, sempre com roupas curtíssimas e revelando muita pele.
A música deve ser mais um grande hit para ela, pois a combinação da voz dela que é muito acessível e comercial com a mensagem da música é uma receita para o sucesso. Aguardem ótimos números nas paradas.
B.o.B., uma das revelações de 2010 que teve o fraquíssimo vídeo de “Airplanes” indicado a vídeo do ano, lança agora o clipe de seu quarto single, a baladinha “Don’t Let Me Fall”.
No clipe, o rapper de Atlanta solta seus versos e canta desafiando a gravidade para literalmente não cair. Dirigido por Ethan Lader, “Don’t Let Me Fall” mescla cenas de shows e bastidores da vida do cantor com ele tentando manter o equilíbrio. Essa aventura do Bobby Ray foi gravada em Denver e no Red Rocks Amphitheatre ao ar livre.
Bacaninha a idéia do clipe, e talvez até tivesse achado mais interessante se eu já não tivesse visto ela sendo executada exatamente dessa forma aqui no Brasil. O Skank fez um vídeo igualzinho para “Sutilmente“. Estranho né? Acho que isso prova o que eu sempre falo que duas pessoas podem ter a mesma idéia e não necessariamente se copiaram.Tinha uma época no começo do ano do tal do “fulano copiou fulano” que estava insuportável.
Ontem aconteceu o European Music Awards 2010. Talvez o mais insosso de muitas edições. Se os palcos e a cenografia estavam bem legais visualmente, infelizmente no conteúdo ficou devendo.
Shakira abriu com “Loca” e “Waka Waka” mas ainda não achei o vídeo. Vocês sabem como é premiação né? As gravadoras tem um departamento só pra fazer questão que não posse ser assistido em lugar nenhum.
Já a Katy Perry tentou mais uma vez “Firework”, e olha, ela se esforçou. Dava para ver a concentração no suor dela. A música dificilmente funciona ao vivo né. As notas são muito altas, sempre na hora do like the 4th of julyyy ela tem que descer o tom e destoa muito do resto. Quanto à performance foi aquilo que já vimos, ela pra lá e pra cá com os dançarinhos fazendo a dancinha dos fogos, #eucurti. E que idéia de figurino foi essa hein? Curti a vibe Ghengis Khan bravo guerreiro mongol não.
A Rihanna deixou de lado a Santa Ceia no País das Maravilhas do X Factor e recriou o vídeo no palco do EMA. O cenário estava incrível, desde o campo florido, até os executivos transeuntes e as malas iluminadas, achei demais, mas presença de palco e Ristranha é igual água e óleo né? não se misturam mesmo, só vemos ela andando para lá e pra cá e fazendo poses com seu vestidinho de fuxico, como ressaltaram no liveblogging.
O B.o.B se juntou com a Hayley Williams que foi de cosplay de Reba-McEntire-gótica-Chuck-Loud para que púdessemos ouvir pela centésima vez QUENIUPRETÊNDÉÉRPLEINES… ÁCUDERILI IUSAUICH RÁINAU UICH RÁINAU UICH RÁINAU. Mas se você acha que “Airplanes” já foi, se prepara pra próxima então!
Ke$ha nos levou para o longínquo ano de 2009 para cantar “TIk Tok” pela zilhonésima vez. Sério, não entendi o que aconteceu. Uma chance dessa para divulgar “WE R Who We R” já que na Europa ela não vai pro topo das tabelas com tanta facilidade como nos EUA e ela canta isso? Seriously? Coughing during the EMAs?
Alô? É da Central de Equívocos? Queria denunciar UM ERRO:
Esse é o problema que eu sempre tive com o EMA, ele fica numa época muito ruim, o começo de novembro. Porque é recheado de música velha, fica em uma lacuna temporal na qual os artistas ainda não começaram a promover com força os singles de fim de ano, então tudo faz referência ao que já aconteceu em todos os outros awards durante o ano.
Mais tarde tem Shakira, 30 Seconds to Mars, Kings of Leon, Linkin Park e Kanye West e ÓBVIO, o Red Purple Carpet.