Os líderes do drum’n’bass comercial estão de volta com mais um hit provável. Dessa vez com Rita Ora em “Coming Home”

Talvez muitos não lembrem, mas Rita Ora tem raízes no DnB. Lá no começo da carreira, em seu primeiro (e único) cd, Ritinha mostrava inclinações para o gênero em “R.I.P.”, sem contar que o primeiro hit dela foi o primeiro single que cantou: “Hot Right Now” do DJ Fresh. Lembram? Essa música colocou ela no mapa. Então não é território novo a sua participação na faixa do Sigma.

O único problema de “Coming Home” é a constante sensação de deja vú. Não sei bem ao certo se é uma limitação do drum’n’bass ou se o duo britânico leva a ferro e fogo a expressão “em time que está ganhando não se mexe”. Porque “Coming Home” é a mesma coisa de “Higher” (single deles com o Labrinth), que é a mesmaaa coisa que “Changing” (hit deles com a Paloma Faith, que pulou do #115 para o #1 no Reino Unido) que é exatamente a lata de “Nobody To Love”, o summer smash de 2014 que os firmou como os reis do gênero nas rádios.

É sempre a mesma história. Começa com um piano limpo, bem dramático. Alguns segundos depois entra um vocal quase acústico, arrastado, e tudo desemboca em um refrão acelerado, característico do drum’n’bass, que gira em torno de 160 a 180 bpm.

Com o instrumental muito parecido, quem se destaca é o vocal, que em alguns casos é mais vitorioso que em outros. Apesar de achar que a Rita Ora canta direitinho o single dela, “Changing” com a Paloma Faith é de longe o single mais poderoso deles. O vocal de igreja dela é arrebatador.

O aguardado cd do Sigma será lançado dia 04 de dezembro. “Life” tem uma grande lista de colaboradores, inclusive a Shakira! \o/ Curioso para ver o que vai sair daí. Acho que até pode dar uma reabastecida na carreira dela, que anda morna.

Comentários

comentários

Deixe uma resposta