Rihanna lança “Work” com Drake e divide a internet…

rihanna-work-single-artwork-square-640x640

…entre as pessoas que acharam fraco e as que esperavam mais, haha.

Não sei nem o que falar desse single novo da Rihanna, olho pro teclado e não tenho palavras, rs. Está tudo errado.

Primeiro de tudo, a única coisa que eu amei da faixa, que tem participação do Drake, é o fato de ser uma volta às origens caribenhas dela. Bajan-Rihanna é maravilhosa. “Music of The Sun” e “A Girl Like Me” são cds inocentes e divertidos. E já na fase mais adulta, ela lançou as espetaculares “Man Down”, “No Love Allowed” e “What’s My Name”, todas com uma vibe dancehall, mas a comparação dessas músicas com o novo single ficam por aí.

“Work” foi produzida pelo grande astro Boi-1da, e não é tão interessante e magnética como como “Man Down”, não tem nem de longe o tempero de “No Love Allowed” e a letra não é interessante como a de “What’s My Name”. Eu posso estar falando a maior groselha do mundo agora, mas a letra da música me parece ter sido escrita no dialeto próprio que o pessoal do Caribe tem, rs. “Work, work, work, work, work, work/ He said me haffi/ Work, work, work, work, work, work/ He see me do mi/ Dirt, dirt, dirt, dirt, dirt, dirt”. Não faz muito sentido né? Mas já pegou uma letra do Sean Paul para ler? Ou qualquer dancehall jamaicano, haha. Ninguém entende nada.

Não acho ruim, acho divertida até, mas é só isso. O vocal da Riri não está enterrado debaixo de camadas de instrumentos, então dá para ouvir bem e apreciá-la, mas aí também a produção não brilha. Nem a participação do Drake animou as coisas. Eles combinaram tão bem em “What’s My Name” e “Take Care”, mas aqui não está graça.

Curiosidade: “Work” nasceu da família Drake no Canadá né? Porque o produtor é o Boi-1da, que já fez vários hits pro rapper canadense, e um dos co-autores é o PARTYNEXTDOOR, artista canadense do selo do Drake.

rihanna-room7

Em defesa da Rihanna, um problema maior aqui é a expectativa criada nessa era, uma estratégia de marketing bem bagunçada. Sempre ela estragando tudo, a expectativa. Cria-se um buzz tão grande que nada que seja lançado atinge o que as pessoas estavam esperando. É o “Chinese Democracy” do pop, haha. Uma coisa é dizer que está trabalhando em um novo material, e aí lançar tudo em 1, 2 meses. Primeiro single, apresentações ao vivo, entrevistas, mais imprensa e aí disco. Pa pum! Mas aí vem 3 músicas no começo do ano, 6 meses depois a capa e o nome do álbum, 6 meses depois o primeiro single oficial. E nesses intervalos, pencas de teasers e atividades recreacionais em torno do “Anti”. Aí vem “Work”? É, não seguraram a marimba.

Outro sinal amarelo é a coragem que tiveram de anunciar essa música como primeiro single. Admitiram que “FourFiveSeconds”, “Bitch Better Have My Money” e “American Oxygen” foram tiros na água ou ‘buzz tracks’, táticas que Jennifer Lopez e Mariah Carey usam para justificar seus singles fracassados. Quando Robyn Fenty quis assumir o controle criativo de seu novo trabalho e mostrar qual era a sua voz, a sua personalidade, a sua identidade musical até deu uma ponta de esperança com “FourFiveSeconds”, porque pegou TODO mundo de surpresa. Ninguém esperava Rihanna acústica.

Passado o primeiro estranhamento, até consideramos essa ideia, mas aí não foi o hit que provavelmente esperavam, e aí veio aquela tristeza que é “American Oxygen”. Na tentativa de animar as coisas, “Bitch Better Have My Money” também não teve a performance esperada. Pelo visto ela decidiu se apresentar mais comercial pelo menos para o primeiro single, porque quem ouviu o “Anti” todo já viu que “Work” destoa bastante do resto da obra.

rihanna-anti

E aí começaram as teorias de que ela é a anti-popstar, ela ‘don’t give a fuck’, e não está ligando em fazer um hit. Ou que a ideia era subverter as expectativas de um grande banger e lançar algo bem simples. Se isso é verdade, é uma grande decepção para quem teve “Umbrella”, “Diamonds”, “We Found Love” e “Only Girl In The World” como primeiros singles. E se ela não liga, para que esperar 20 anos para lançar isso?

E tem quem diz que o tal do significado de “Anti” é isso. É ser anti-bangers, anti-sucesso comercial, anti-tudo o que esperam. Essa teoria é uma grande ‘bullshitagem’, porque você não faz um acordo milionário com a Samsumg e faz as pessoas destravarem coisas em seus telefones, participarem de um game de quebra-cabeças misterioso à toa. Você não divulga vários teasers semanais, com os tais cômodos do “Anti” para isso. A gravadora está investindo pesado esperando um grande impacto e pela expectativa que criaram, nunca vão atingir.

Comentários

comentários

Deixe uma resposta