Nelly Furtado reaparece em “Hadron Collider”, música com o Blood Orange

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Será que Nelly Furtado está ensaiando um retorno à música? Dedos cruzados, oremos!

O Blood Orange, codinome do cantor/produtor Dev Hynes, pegou todo mundo de surpresa ao apresentar a faixa “Hadron Collider” em um show. Isso porque dividia vocais com ninguém menos do que Nelly Furtado! E ainda por cima ela estava no show para cantar com ele, e pra finalizar a música foi distribuída no show em uma FITA K-7! Muita informação, né?

Música em Fita K-7? No fim de 2015? Really Queen?

Isso foi lá em 12 de dezembro, e há alguns dias a gravação de estúdio da faixa foi finalmente ripada da fita e colocada no Soundcloud. A música é bem diferente da era “Loose” e ainda mais distante do “The Spirit Indestructible”, mas me trouxe muito uma vibe “Folklore”, o meu cd favorito da canadense, com seus instrumentos melancólicos e o vocal arrastando de Nelly. A faixa é uma delícia, uma excelente faísca de uma artista tão incrível que sumiu do mapa.

Veja também: “Hadron Collider” ao vivo.

Como é bom ouvir Nelly Furtado de novo! Eu acredito que ela deu uma pausa na carreira de popstar depois do desastre comercial do “The Spirit Indestructible”.

Ninguém imaginava o sucesso que seu terceiro disco de estúdio (“Loose”) ia fazer. Depois de dois álbuns elogiados e um patamar de cantora pop relevante, Nellz-F simplesmente se tornou a popstar mais importante do ano no mundo. “Loose” vendeu que nem água, teve umas 4 ou 5 reedições em apenas um ano, gravou músicas em espanhol e rodou o planeta por quase 2 anos com a turnê do cd. Tudo isso fruto de uma parceria bem sucedida com o Timbaland. Lembro como se fosse hoje quando ela estava em #1 no Reino Unido com “Maneater” e #1 nos EUA com “Promiscuous”. E ainda vieram mais hits, “Say It Right”, “All Good Things” e a era acabou gerando 8 singles. Olha o mashup de “Say It Right” com “Another Day In Paradise” do Phil Collins nesse show do Blood Orange:

Para a continuação, a gravadora não só investiu um caminhão de dinheiro como deu total liberdade criativa para a canadense que tinha se provado um investimento certo. Mas aí foi demorando demais e 4 anos depois de “Loose” veio o “The Spirit Indestructible”. Lembro também como se fosse ontem quando o álbum estreou com 4.000 cópias na primeira semana nos EUA. O país resolveu ignorar o patamar que ela atingiu no “Loose”. Entendo em parte, o álbum é realmente muito fraco, mesmo amando “Parking Lot”. Tudo que ela lançou foi mal e rapidamente saiu de cena.

Nelly nunca quis ser aquela cantora pop que compra um pacote de hits do Max Martin e do Dr. Luke, sempre quis ter personalidade, e creio que ela saiu dos holofotes para reencontrar seu som.

Se tiver escolhido o Dev Hynes, será uma apostada certa, pelo menos entre as indies, porque ele adora transformar cantoras em suas musas e lançar pérolas atemporais. Fez isso para a Sky Ferreira, a Jessie Ware, a Solange, a Carly Rae Jepsen e agora Nellz-F.

Espero MUITO que os dois se completem e Nelly volte mais forte do que nunca no cenário indie-pop, porque acho improvável que volte a criar algo no estilo do “Loose”.

Bônus 1

Essa “Hadron Collider” me lembrou muito a parceria dela com o Caetano Veloso (sim os dois tem uma música juntos!): “Island of Wonder”. Uma das melhores faixas do “Folklore”:

Bônus 2

Viram que ela foi chamado ao palco da Madonna durante a Rebel Heart Tour em Toronto? Nelly foi a escolhida do momento banana de “Unapologetic Bitch”.

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