Para mostrar que Dev não é esse robô de música eletrônico depois da sequência “Bass Down Low”, “Like a G6″, “In The Dark” e mais recentemente o novo single “Naked“, a gravadora resolveu mostrar um outro lado dela, bem mais vulnerável e orgânico, e ele veio na forma do clipe de “Dancing Shoes”.
O videoclipe dirigido por Mickey Finnegan é simples mas tem uma mensagem bonitinha. Dev acompanha um Napoleon Dynamite meets Little Miss Sunshine que tenta sem sucesso agradar uma platéia difícil com sua dança. Quando o dançarino está prestes a desabar lá está Dev para salvá-lo!
Uma das carreiras que eu menos entendo é a da Dev, porque todo dia tem single novo, clipe novo e a data do cd muda, sendo a atual 27 de março. Também estou curioso para saber qual vai ser a tracklist final do “The Night The Sun Came Up“, uma vez que já tem clipe de metade das músicas do disco.
E aí? Preferem a Dev mulherzinha ou a Dev Bad Girl?
Esse post é para aqueles que se interessam mesmo pela história da música pop, e origem do que vivemos hoje.
Eu fico bem frustrado com as pessoas que acham que a música pop nasceu no fim dos anos dos 90. E quando vem com esse papinho de fulaninho copiou Britney, Aguilera, Beyoncé, Ke$ha e PRINCIPALMENTE o tal do “ai tá copiando Lady Gaga”. A maioria das coreografias, looks, atitudes que vemos nas nossas popstars hoje em dia veio bem lá de trás principalmente nos anos 80/90. Madonna, Debbie Harry, Cindy Lauper, Janet Jackson, Celine Dion, Mariah Carey e um pouco de Kylie são as grandes divas pop do fim do século XX, mas quem foi mais importante para impulsionar o gênero a evoluir e chegar aonde está hoje foram principalmente Madonna e Janet Jackson, e essa segunda não ganha hoje em dia o crédito que merece.
Tudo que vemos de coreografia e danças hoje Janet já fez. Vocês sabiam que ela foi a PRIMEIRA popstar a misturar tipos de danças diferentes na mesma coreografia em um videoclipe? Parece a coisa mais simples hoje em dia, mas ela foi a primeira a pensar nisso em “Rythm Nation”. Tudo isso e muito mais está no documentário “Taking Control” da BBC4 que foi ao ar no fim do ano passado e cobre toda a sua carreira, dos trabalhos quando criança, a polêmica capa da Rolling Stone em 93 até fatos recentes como a morte do irmão e o acidente do Superbowl que a deixou com o peito de fora.
Eu sempre simpatizei com ela e era um pouco fã, mas virei um super fã depois do vídeo.
O vídeo de 1 hora conta toda a trajetória de uma menina que nasceu em uma família totalmente masculina, tendo como irmãos os Jacksons 5 e teve que lutar para se sobressair e não ser comparada principalmente ao irmão Michael. O doc ressalta a importância para a história da música como Ícone Pop de Janet tocando em singles que marcaram uma geração como a feminista “What Have You Done For Me Lately”, quando tomou as rédeas da sua vida em “Control”, o hino social do fim dos anos 80 “Rythm Nation”, a sexual “Nasty”, a polêmica “Together Again”, o dueto com Michael em “Scream” e muito mais. Em um certo ponto de sua jornada, ela estava fazendo mais sucesso que o irmão e chegaram a competir de igual pra igual. Só Bruce Springsteen e os dois irmãos possuem cds que produziram 7 top 10′s no Hot 100 da Billboard, “Thriller” e “Rythm Nation 1814″. Quando o assunto é cds que produziram 6 top 10 singles, só temos os dois novamente (“Bad” e “Janet”) e George Michael e recentemente Katy Perry.
Além da própria contando a história de sua vida, temos família, críticos da indústria, coreógrafos, músicos e principalmente os produtores Jimmy Jam e Terry Lewis, responsáveis pela maioria dos hits dela. É interessante ver como a sua carreira foi sempre um reflexo de sua vida pessoal e deixou de produzir material revelante para ficar marcado no tempo quando deixou de ser pessoal e refletir o que ela pensava a partir do “Dammita Jo”.
Então se quiser entender a origem de muito do que você hoje em dia, assista “Taking Control”. Infelizmente não tem uma versão com legendas , procurei mas não achei.
Wynter Gordon e Steve Aoki pegam emprestado uns movimentos com Sr. & Sra. Smith para o videoclipe de “Ladi Dadi”, o segundo a ser extraído de “Wonderland“, o cd do DJ/Produtor que foi lançado há algumas semanas.
A música começa como qualquer outra faixa house com a batidinha crescente e o vocal hipnótico de Wynter Gordon, porém o refrão eu realmente não esperava, um soco dubstep no estômago do ouvinte e deles próprios como vocês podem ver no vídeo que ficou bem realista. Em “Hold It Against Me” as Britney não se acertaram muito no break dubstep, mas em “Ladi Dadi” os dois travaram uma boaaaa batalha, rs.
Sobre o vídeo, Steve disse o segundo à RollingStone, aonde o clipe estreou: “This was the first time I ever got to do action (in a music video). I loved the entire experience, especially our amazing balcony-diving, stair falling stunt doubles!”
A música continua o trabalho do primeiro single “Earthquakey People” com o Rivers Cuomo. Recentemente Aoki também lançou o clipe da versão nervosa do single com o vocalista do Weezer. A música é bem melhor, mas o clipe infinitamente pior ó: “Earthquakey People (The Sequel)“.
Quem também tem uma segunda versão é o single desse post, “Ladi Dadi (Part II)” é bem mais carregada no dubstep que a versão comercial e uma das paixões do DJ. Confira:
O Kazaky é um grupo pop ucraniano formado por quatro rapazes (ou algo assim) que ganhou uma notoriedade absurda e uma grande base de fãs pelo mundo depois de seus vídeos cheios de luxúria e visuais andrógenos.
Talento vocal eu não sei se algum deles tem, até porque não é o foco, mas eu acho que nunca vi em minha vida 4 pessoas dançando junto em tanta sincronia e com tanta fechação, rs.
Primeiro eles bombaram no submundo pop e nas redes em 2010 com o single “In The Middle”, logo após veio “Love” e quando você acha que eles não poderiam se superar na bicheza, vem “Dance And Change”, rs. A música não faz sentido nenhum, com frases soltas “you’re gonna lose me if I feel your fear”, “i’m gonna choose you cause you have no choice” e “move and look at me, dance and change for me”, mas quem liga pra isso? A gente quer ver é o glam das meninas, rs. Insuperáveis, rs.
A apresentação deles no desfile da última coleção da DSquared também foi sensacional.
O single de “Dance And Change” ainda vem com a faixa “Time” na mesma pegada de todo o trabalho deles, muito glam, batidas eletrônicas sujas e frases soltas, rs.
Se o grupo tem algum futuro na indústria musical eu não sei, mas pelo menos são autênticos e estão encontrando um nicho que os aprecia.
Na década passa a Casablanca Records foi uma das mais icônicas gravadoras na dance music, tendo em seu portfolio artistas que você talvez já tenha ouvido falar sabe? Uma tal de Donna Summer e Village People por exemplo, conhece? Rs. Agora os clássicos da gravadora serão reinterpretados no EP “Casablanca Reworks”.
A empreitada é do selo alemão Gomma Records, que colocou alguns de seus artistas (Moullinex, Telonius, Munk, The Phenomenal Handclap Band) para reinterpretar as músicas da homenageada. Agregando valor ao produto, coloque a maluca da Peaches para cantar todas as músicas.
O primeiro single do projeto é a icônica música “Maniac” que você conhece nessa versão aceleradinha direto dos anos 80 em Flashdance, só que aqui Peaches e Moullinex transformaram a música em um synthpop sensual. À primeira vista pode lhe parecer irreconhecível, mas não tem como confundir essa letra. O vídeo também é uma referência à clássica cena do filme:
Abaixo um teaser com mais faixas do EP que sai amanhã!
O segundo cd de Pixie Lott “Young Foolish Happy” foi na minha opinião um dos mais fracos de 2011, foi tipo o segundo da Cheryl Cole que só dá para ouvir ser você for muito fã. Após o #1 com “All About Tonight”, o segundo single “What Do You Take Me For”, que eu adorei, foi um grande flop e após estrear no #10 desapareceu dos charts. Pixie que não tem muitas opções naquele cd, agora tenta com a mediana “Kiss The Stars”.
A música não é lá grandes coisas, mas é divertidinha, porém o clipe não ajuda a gostar da música, o approach futurista com os efeitos de segunda mão não fazem nada pelo single. Para tentar dar uma encorpada, contraram os bonecos dançarinos do clipe de “Boom Boom Pow” dos Black Eyed Peas, que em um momento se soltam da armadura e piora a situação. Lott também não é a melhor das dançarinas, o que pesa em um clipe totalmente focado em coreografia.
O cd “Young Foolish Happy” está atualmente no #89 apenas 2 meses depois do lançamento e “Kiss The Stars” estreou essa semana nas paradas no #81. O problema do Reino Unido é que nos EUA ou você faz sucesso ou você não é ninguém, já na terra da Rainha há o costume de se bombar uma popstar fazendo-a acreditar que ela é o futuro da música para 15 minutos depois esquecerem dela. Acho que essa era já foi, assim como a relevância de Pixie no volátil mercado de popstars britânicas.