Com a chegada do verão no hemisfério norte vão chegando os festivais, e todos os grandes DJs e artistas que trabalham com a EDM (eletronic dance music) querem lançar material novo para bombar nas quentes pistas americanas e européias. Devido a esse hábito migratório das espécies dançantes, a quantidade de clipes do gênero sendo lançados nos últimos tempos é enorme, vamos ver três deles?
Primeiro tem a Eva Simons que após ficar um tempo sumidinha do mapa está de volta com o primeiro single “I Don’t Like You”. Produzida pelo Zedd, confesso que à primeira audição achei a música bleh-ai-que-sem-graça, mas confesso que ela cresceu bastante na playlist Top 30 Dance no meu Ipod, kkkkkkkk, já está no top 10. Achei que a holandesinha não fosse emplacar com força depois de “Take Over Control”, mas acho que ela vai conseguir de novo hein?
O vídeo é puro drama. Eva está esperando o boy magia na porta da casa dele com as amigas e vê o cara saindo de casa com outraaa! Torta de Climão. Enquanto ele está na rua as meninas resolvem entrar na casa dele e VIRAR O SACI lá dentro, virando a casa de cabeça pra baixo. Só fiquei com dó do cachorrinho que não tinha nada a ver com a história e foi tosado coitado, rs.
Tem um leitor do blog que sempre me pede no Twitter para falar da Eva Simons! Desculpa, esqueci seu nome mas esse post vai em sua homenagemmm!!! Rs.
Falando nos holandeses, o conterrâneo de Eva, o dj sensação Afrojack, também lançou o clipe de “Can’t Stop Me”, colaboração com o grupo Shermanology. A faixa é uma das grandes sensações da house music desse ano, e apesar de A-Jack ser mais conhecido pelo seu estilo sujo, ele saiu-se muito bem produzindo o que chamam de uma faixa “big room“, esses house gigantescos para se preencher, literalmente, um ambiente grande, hahaha.
O vídeo não tem mistério, um dia na vida de Afrojack e o grupo mostrando que eles chegaram lá e estão living the life. Começa com a prova do figurino, vão às compras como se dinheiro fosse uma mera formalidade, entram no Afrojet (morri nessa parte) e à noite estão fazendo um show para uma manada de fãs do holandês.
A versão do clipe do single ganhou versos do Andy do Shermanology que não estavam presentes na versão club da faixa.
E por último tem a Swedish House Mafia com “Greyhound”. Antes que vocês se perguntem, eles NÃO ousaram lançar uma segunda versão do clipe mais incrível da EDM de 2012, não seriam nem doidos de mexer com essa obra-prima.
O vídeo abaixo é um compilado da passagem da SHM pelo Ultra Music Festival que aconteceu mês passado em Miami e é um dos maiores eventos de música eletrônica no mundo todo, com uma versão bem mais tímida no Brasil que acontece todo fim de ano mas também impressiona.
Sinta a emoção de Sebastian Ingrosso, Axwell e Steve Angello no vídeo quando a cortina cai e começa mais um set do trio sueco. É de arrepiar!
Mesmo que Kanye West tenha lançado seu excelente cd “My Beautiful Dark Twisted Fantasy” lá em 2010, um videoclipe para a deliciosa “Lost In The World” é e não é uma surpresa.
É inesperado porque o disco já caminha para o aniversário de 2 anos, e acho que o último single foi “All of The Lights”, e isso tem um bom tempo. Ao mesmo tempo, não é uma surpresa porque quem conhece o rapper sabe que ele não joga pelas regras do mercado, o que dá na telha ela vai e faz. Foi assim quando ele resolveu lançar um clipe de 1:30 para “Power”, um curta-metragem para “Runaway” e um clipe que não pode nem ser lançado de tão pesado para “Monster”.
Para “Lost In The World” Kanye se juntou à diretora de filmes fashion Ruth Hogben e ao fotógrafo Nick Knight, e acho que dessa vez não tem nada de polêmico, só um bando de mulheres – provavelmente com problemas mentais – tentando alcançar o céu, esteja ele acima de suas cabeças ou sob o seus pés.
Yeezy faz aparições breves e misteriosas em meio a uma fumaça/nuvens/neblina, mas Justin Vernon do Bon Iver, de onde vem a voz do refrão, não está visível em nenhum frame do clipe.
Seria um aquecimento para um próximo disco? A ressureição do “MBDTF”? Kim Kardashian pediu? Enfim, quem sai ganhando são os fãs, idependente do motivo:
Com o auge da cena dance, junto vem os subprodutos da indústria cultural, e além de cds e singles, djs e produtores lucram e expandem suas marcas em novos itens, seja o David Guetta com seu documentário “Nothing But The Beat” ou Diplo e seu livro “128 Beats Per Minute“.
O livro, cujo título faz referência à contagem de batidas por minuto mais tradicional no gênero eletrônico, acompanha a vida do dj americano por 7 anos em 32 países que geraram mais de 60 mil fotos, as melhores foram selecionadas. Através das lentes de Shaun McCauley o ex-professor de colégio mostra como a vida de um dj do nível dele é corrida, dormindo em aviões, produzindo na estrada e interagindo com os fãs.
O livro está à venda na Amazon, Urban Outfitters e outras lojas gringas, aliás para a Urbie ele deu uma entrevista muitooo legal, na qual fala várias vezes sobre o Brasil, de quando ele convidou uma aeromoça da TAM para suas festas até o que se passou pela sua cabeça quando estava no avião a caminho do nosso país pela primeira vez. Confiram o trailer da publicação abaixo:
Pausa…
…EU PRECISO DESSE LIVRO COMO UM SER HUMANO PRECISA DE OXIGÊNIO!
O cara é foda! Primeiro por ser tão multi-facetado, como CEO da Mad Decent, agenciando outros novos talentos, produzindo seus beats insanos ou trazendo as sensacionais batidas africanas para o Major Lazer. Também é importante salientar que Diplo é responsável por adotar novas ondas no eletrônico bem antes da grande massa de djs, sendo um dos primeiros a incorporar o dubstep e atualmente grande incentivador do moombahton.
Fora das estantes de livrarias e de volta à mesa de som, Diplo inovou mais uma vez e apostou no Bounce de Nova Orleans para seu single “Express Yourself”, com participação de Nicki da B. O gênero mistura o hip hop com batidas enérgicas e aceleradas. É como o hip hop de Baltimore da Kid Sister e da Rye Rye só que mais eletrônico.
Uma das grandes qualidades que eu admiro nele, o que o transformou em meu dj favorito, é como ele se mantém fiel à sua estampa e seu som mesmo depois de ter estourado completamente e ter se tornado o segundo dj mais procurado por artistas pop depois do David Guetta. A impressão que eu tenho é que ele encara seu trabalho com Beyoncé, Usher, etc, como um caminho para se tornar mais conhecido e viabilizar seus projetos pessoais, ao contrário de djs que produzem popstars e mudam seu estilo para tentar ter tanto sucesso nas rádios como para quem produziram. O Calvin Harris a gente viu no que deu né?
Depois de 5 anos de teasers, Justin Bieber liberou ontem o videoclipe de “Boyfriend”, o primeiro single da nova fase do cantor.
Para o segundo cd, “Believe“, resolveram até aumentar o target dele. Se no primeiro álbum ele ainda era um pivetinho cantando ‘baby, baby, baby, oohhhh‘ em uma batidinha pop, agora ele é um pivetinho querendo brincar de adulto cantando um R&B-Pop sexy. Musicalmente eu já acho essa nova fase uma grande evolução, tanto que agora ele aparece aqui no blog, porque aquele disco de estreia com aquele cabelinho, acho insuportável.
No vídeo, Bieber curte com a galerë em um estacionamento, só que mesmo que ele tenha envelhecido, deixando de ser um adolescente, ainda é muito menino para fazer esse tipo de vídeo não? Quando fica dando cavalo de pau com o carrão fico imaginando que pegou o carro escondido do pai. Quando fica bulinando a menina parece que está assediando a menina do 3º ano e quando só está curtindo com a galerë, penso que é aquele menino que gosta de se meter na turma dos amigos do irmão mais velho. Não sei, achei muito pedofilia ainda.
Só tinha achado uma coisa estranha. Ele liberou um monte de teasers bem mais sombrios e metafóricos com um filtro azulado, como um monte de mãos correndo o seu corpo e flutuando debaixo d’água. Só que o resultado final é um vídeo totalmente diferente com um filtro amarelado! Fui investigar o que tinha acontecido e descobri que o vídeo original foi descartado e gravaram outro, esse aí em cima.
O primeiro diretor de “Boyfriend” foi o renomado realizador de vídeos de Rap/R&B Colin Tilley, só que parece que os executivos da gravadora não ficaram satisfeitos com o resultado final, acham muito adulto para o público teen dele e resolveram engavetar a versão e refilmar tudo de novo. Daí veio a versão xóvem e irreverente do X, diretor bem mais pop. O jeito que encontraram de unir um pouco os dois conceitos foi colocando um pedacinho do clipe dirigido pelo Colin no começo passando em um celular. Por isso que estranhamente o vídeo começa e depois de 30 segundos começa de novo, rs.
Olha, só pela prévia eu acho que preferiria a versão para adultos hein? Principalmente pelo fato que essa versão lançada só reforça as comparações de que querem transformá-lo em um novo Justin Timberlake. Como se não bastava a música ser totalmente o tipo de som que JT faz(ia), com 30 segundos de clipe eu só consigo pensar como é idêntico a “Girlfriend” do N ‘Sync, grupo de quem? Hein, Hein? Aliás, prefiro “Girlfriend”, um dos meus singles favoritos do grupo:
E aí? O que acharam do clipe? Será que a outra versão seria melhor? Essa foi suficiente? Esse menino ainda precisa amadurecer? Passaram a ouvir mais Timberlake depois de “Boyfriend”?