Como é? O pessoal do rock ainda pode falar que gosta de Coldplay ou é considerado “trair o movimento” e tem que guardar só para si, tipo esconder que você ainda ouve Girlicious? A cada álbum parece que Chris Martin e Cia aperfeiçoam mais a arte de acertar na mosca o que as rádios querem tocar.
Depois de “Every Teardrop…” e “Paradise”, “Charlie Brown” tem tudo para estourar nas paradas, com seu gritinho fantasmagórico e refrão para cantar junto. O vídeo retrata bem essa fase paz, amor, grafite e arte que eles tem vivido. Xóvens atendendo o chamado da mãe-natureza chegando na balada neon com muito glow in the dark (tipo eu rabiscando os outros semana passada) e encontrando o amor em um lugar sem esperança, rs.
Eles não vieram para brincar em serviço com esse “Mylo Xyloto“, e olha que ainda tem “Princess of China”, que deve bombar loucamente. Estou curioso para ver a música ao vivo. Riri já confirmou que estará no palco com eles no BRIT Awards, e se não me engano no GRAMMY também né?
Sou muito fã do Adam Lambert, gosto do cd, dos singles, da atitude, do estilo, da voz, praticamente tudo, porém Adam, você não pode me aparecer e lançar o clipe do seu primeiro single no mesmo dia que metade da Billboard resolveu lançar e aparecer com esse resultado entediante e fraco de “Better Than I Know Myself”.
Não sei como erraram tanto a mão. O diretor é o Ray Kay, que só tem feito coisa legal nos últimos anos, de “Till The World Ends” a “Whip My Hair”, e a música é uma delícia, só que o clipe além de cafoninha é muito over. Já começa errado com esses filtros de Windows Movie Maker, depois ainda tem a batalha do Adam do bem contra o Adam do mal da forma mais clichê possível. Ah, o do bem tem que ser Zen, ter cara de coitado e meditar. O do mal é tão mal que borra a maquiagem, bebe e esmaga um coração com as mãos, nossaaa que malvadooo! Para finalizar ainda tem uma história terrível no final de que o zen fica sem ar. Fraquíssimo! Vou ver “Bad Girls” de novo, rs.
Como prêmio de consolação tem o showzinho que ele fez no Q Showcase, e temos vídeo de “Fever”, “Better Than I Know Myself” em uma versão acústica ótima, a inédita “Outlaws of Love” e um trecho de “Trespassing”, faixa-título do seu segundo cd:
Algumas notícias começaram a aparecer sobre o “Trespassing” (20/03). Primeiro a capa que vocês veem em destaque lá em cima, é meio Hipertensão da Globo mas é bemmmm melhor que a Astróloga Lambert de “For Your Entertainment”. Adam é produtor executivo e diretor criativo de toda essa nova fase, então é um disco 100% Diva Lambert. Só produtores fodas envolvidos: Pharrel, Benny Blanco, Claude Kelly e Dr. Luke.
O Popjustice e o EQ Music Blog já ouviram o cd e dizem que não é nada baladinha como o primeiro single sugere, que mistura rock, pop, dubstep e dance, os vocais de Adam estão incríveis e finalizam dizendo que a melhor música do cd todo é uma tal de “Cuckoo”, que seria algo entre Justice e Daft Punk. Huuummm…. Curiosos? O que acham de BTIKM?
PS: Há conversas por aí que dizem que o Queen fará uma turnê de verão com Adam nos vocais! Se isso for verdade vai levar a carreira dele para outro nível. Obviamente nunca vai substituir Freddie Mercury, mas é o convite dos sonhos de 90% dos cantores, ainda mais para quem saiu do American Idol.
Mais de 2 anos se passaram desde o lançamento do cd de estreia de Alexandra Burke, “Overcome”. Para mim o disco foi um dos melhores de estreia de participantes do The X Factor, e ouço bastante até hoje. Alex está pronta para tentar se firmar no mercado com o segundo cd, e hoje lançou o clipe de “Elephant”, o primeiro single do novo disco.
Assim como todas as artistas pop tem feito. A-BURK também atrelou seu nome a um dj/produtor naquele esquema “me dá visibilidade que eu lhe dou um hit”, e o rent-a-dj escolhido foi Erick Morillo.
O clipe mostra um lado que não conhecíamos dela, bem mais femme fatale, crescida e cheia de atitude. O look é de bobar. GURL IS ON FYRAH! Sexy, sexy, sexy. Quanto aos acontecimentos do vídeo, tirando a sequência de dança enérgica do fim o resto é um monte de takes rápidos da cantora. Fierce, mas sem muita novidade, rs.
O tema da música de “elefante na sala” ninguém entendeu, a não ser que o elefante seja o namorado ter chegado e flagrado ela dançando em um galpão de maiô cavado com as amigas. Porque foi isso que o vídeo deu a entender, rs.
Quanta gente lançando clipe nessa sexta hein? Tenho mais 4 para falar ainda, só de hoje, rs.
Aproveitando o hype do dia no clipe da Madonna, M.I.A. aproveitou para lançar também o seu próprio vídeo, para “Bad Girls” o primeiro single do quarto disco de sua carreira.
Enquanto ela se veste de cheerleader para pagar as contas lá em “Give Me All your Luvin’”, em BG ela está muito mais confortável em seu mundo: vestindo roupas conceito em alguma música de batuque (como diria katylene, rs).
Antes de começar tenho que polemizar: BAD GIRLS >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> GIVE ME ALL. Gente, o que é esse clipe dessa mulher? Para mim é o primeiro grande vídeo do ano, que eu quero ver de novo e de novo e de novo. O conceito é mais velho que andar para frente: clipe de racha de carros, mas com um approach que ninguém esperava. Romain Gavras já tinha feito um trabalho bem interessante em “Born Free”, mas se superou ao mostrar como AS MINA PIRA no racha arábico!
Para mim um bom clipe é aquele que passa a mensagem e captura a atenção, lhe transporta para o mundo do clipe, e M.I.A. conseguiu isso com maestria. A cada 15 segundos um tapa na cara. O que é o carro empinado? E o carro transparente de neons? Sem contar a riqueza da fotografia (idêntica à de “Born Free”) e a exuberância dos figurinos aplicados à música produzido pelo Danja. É outra coisa quando você tem um diretor como Gavras que edita um vídeo para que cada segundo seja um deleite visual.
Agora se você acha que foi fácil alcançar esse resultado, saiba que a rapper ficou travadinha durante os 4 dias de gravação do clipe devido às constantes cenas de perigo. Principalmente a do carro!
“I thought I was gonna die on the shoot when I saw the drifting. It was a four day shoot so everyone was on edge the whole time specifically ME when I had to do bluesteel singing to the camera while the cars did doughnuts on the wet road ten feet away. In my mind I was thinking how I was gonna deliver the video to Vice with no legs.”
PS: No final tem uma cena de 2 segundos da Maya Mathangi sentada do lado de um menino ruivo, seria alguma dica de conexão com “Born Free”?
Se Madonna queria fazer com que o começo de fevereiro de 2012 fosse sobre ela, a Rainha do Pop conseguiu. Madge colocou todo mundo em frenesi bombardeando com informações do “MDNA“. Então vamos primeiro ao clipe e o single.
Poucas horas depois de lançar a tão aguardada “Give Me All Your Luvin’” na Itunes Stores, o clipe estreou no canal oficial da cantora. Podem falar que aquilo que vazou em novembro era só a demo, mas é praticamente a mesma coisa da versão final, só os featurings entraram com uns breaks dubstep (olha a titia entrando na moda!). Se quiser ver o que eu acho da música, é só ler essa resenha que fiz em novembro, não mudei muito minha opinião.
Vamos à ação na tela! Após uma mensagem sobre como o amor está acima de tudo (já que ela divulgou que essa é a era of “LUV”), a loirona aparece e começa a dançar no que será pelos próximos 4 minutos uma cena de musical de fazer inveja em Chicagos, Hairsprays e West Side Stories da vida.
A primeira coisa que me veio à cabeça: “Material Girl 2012!“. Se lá no século passado ela se vestiu de Marylin e teve todos os homens aos seus pés recriando a icônica cena do filme Gentlemem Prefer Blondes de Marylin Monroe, agora ela é menos ingênua e tem todos os trogloditas de um time de futebol americano aos seus pés. Assim, o vídeo dirigido por Megaforce vai se desenrolando com ela andando pela parede e sendo carregada até…OH WAIT! Marilyn de novo! A grande diferença é que a Marilyn 2012 é mais safada e tem duas acompanhantes: Nicki Minaj e M.I.A. !!!
Madge foi bem clara em uma entrevista de 1 hora com Anderson Cooper de porque escolheu as duas como acompanhantes na faixa produzida por Martin Solveig, por serem popstars não convencionais, independentes e porque ela gosta do trabalho delas também:
“I love [Nicki and M.I.A.] and I wanted to collaborate with both of them on my record because I’m a big fan of their music, but also I like their independence. They’re cheeky and unique and they have individual voices and they’re not conventional pop stars, and I really admire them both.”
Legal da parte dela não é? Dar uma temperada a mais no single. Sim…até a página 2. Porque rainha que é rainha não vai deixar os súditos brilharem. M.I.A.NAJ se resumem a duas cheerleaders de segundo plano no clipe. E quando ganham um espacinho, estão vestidas de Marilyn (o que achei legal) só que do lado da Madonna, e quem consegue chamar a atenção do lado da Madonna vestida de Marilyn? É impossível! Hehe.
Por último, acho importante ressaltar como é bom ver Madonna sendo sexy com parcimônia. Não dá para ver a tia caminhando para os 60 de maiô enfiado pipocando a xerexa na tela. Para esse vídeo ela está sexy sim, mas cobriu os bracinhos e colocou uma meia calça para deixar a pernoca menos agressiva! Isso mesmo Madge, não precisa se vestir como velha, mas também não tem mais 20 aninhos não é?
Resumo da ópera: O single é ok, nada de sensacional, mas vai fazer todo mundo se jogar por meses, uma pena ter vazado há 3 meses e agora parece música velha. O clipe é bem dirigido, engraçadinho, maluco, mas Madonna fez questão de garantir na edição final que ninguém roubasse o brilho da Rainha do Pop!
PS: Só eu fiquei com gosto de quero mais do duo M.I.A.NAJ ? Aliás, adoro o nome M.I.A.NAJ, rs. Pô meninas, que tal um cd em conjuno “Watch The Thronettes“?
PS2: Gente, parando para pensar, Madonna, M.I.A. e Minaj em um clipe só é muito épico? Deve ter popstar por aí se resgando de inveja gritando “IT SHOULD BE MEEEEEE IN THIS VIDEOOO”. #givemeallyourjudas
Finalmente David Guetta percebeu que para elevar o nível de seu trabalho precisa parar de fazer clipes como o de “Little Bad Girl” e “Without You”, com pessoas aleatórias dançando em boates, praias ou aonde quer que esteja acontecendo uma festa. Depois do approach inusitado em “Titanium”, agora o dj brinca de Frankstein em “Turn Me On”.
O francês interpreta o cientista maluco, só que ao invés de criar um gigante torto de pino no pescoço, dá vida a Nicki Minaj, em toda sua volúpia, peitão, peruca rosa e caretas, porém suas outras criações ficam com ciúme da nova queridinha de painho e resolvem tirar satisfação com Guettard XIV:
Posso falar que adorei o vídeo? Já ganha 50% da minha atenção por não ser clipe de balada, e a animação foi muito bem executada hein? O que é o boneco ganhando vida no começo? Ficou demais. As “outras” ficaram um pouco assustadoras, talvez eu sonhe com essas carecas por uns 2 dias.
A música composta por Ester Dean, Guetta, Minaj e Giogio Tuinfort vai ser o quarto single do DJ nos EUA enquanto a Europa se joga ao som de “Titanium”.
Guetta achou sua fórmula de ouro. Fiquei curioso para saber se “Nothing But The Beat” iria dar sequência ao sucesso monstruoso do cd “One Love” e tem cumprindo bem o seu papel. Logo quando o disco saiu “Where Dem Girls At” decepcionou nas paradas, mas “Little Bad Girl” foi um grande sucesso, “Without You” com o Usher se tornou um SMASH HIT global (apesar de eu achá-la horrrível), “Titanium” está no #2 nos charts gerais de single no Reino Unido e “Turn Me On” tem subido no hot 100 da Billboard.
Como eu já imaginava, “Turn Me On” também estará no “Pink Friday: Roman Reloaded” da Nicki Minaj. Tinha certeza que iam misturar os raps de “Roman In Moscow” e “Stupid Hoe” com outras faixas mais comerciais.
Quem diria que os djs iam tomar tanto o lugar dos cantores hein?