Ao contrário da maioria das popstars atuais que não se afastam da fama por 1 segundo com medo de perder espaço para novatas, a suja e louca Ke$ha não se preocupou com as novas ameaças. Tirou 1 ano sabático para se trancar em estúdio e pensar no seu cd completo, trazendo um gênero que ela apelidou de cock pop.
O belo ensaio que Ms. Sebert protagonizou na V Magazine deu início oficialmente à nova fase, junto com o vazamento de demos, o possível primeiro single, colaborações, etc. Confira abaixo 7 notícias sobre a fase 2 da popstar mais infame do hot 100.
Existia uma época em que os charts britânicos eram considerados o “mainstream erudito”. O hot 100 americano era a farofa pop e o rap de clipes de carrões enquanto os fãs da música do Reino Unido se gabavam do sucesso de artistas de novos sons, artistas que produziam o prório material e bandas indies com espaço. Porém vez e outra algo acontece por lá e nos lembra que essa realidade já não é verdade há muitos anos, como esse single “Young” da Tulisa.
A jurada do The X Factor de lá provavelmente precisou de Simon Cowell mexendo alguns pauzinhos e cobrando favores para fazer esse single solo dela bombar tanto a ponto de pegar um #1 por lá (lembrando que ela já teve uma carreira como parte do N-dubz).
“We Found Love wannabe” “Young”, foi produzida pelo ex-namorado e ex colega de N-Dubz, Fazer. A música além de ser bem ruim é uma cópia descarada – e malfeita – do smash hit de Rihanna. Além disso tudo o clipe é horrível. Eu também não entendo porque ela fica cantando e pedindo perdão pelas coisas que faz, dizendo que é culpa da juventude. Como assim? Ela não tem uns 32 anos? Se não tem parece.
Mostrando ainda mais o poder de Simon Cowell, de alguma forma ela foi eleita pela revista FHM a mulher mais sexy do planeta. WHAT? Será que essa comissão julgadora nunca ouviu falar de Beyoncé, Jennifer Lopez e cia? Para ter uma idéia da loucura disso tudo, Rihanna e Cheryl Cole ficaram abaixo dela em #2 e #3.
Agora me diz se essa pessoa se apresentando com esse figurino e esse corpinho quadrado é a pessoa mais sexy do mundo? Acrescentando ao desastre, ela não canta bem e não sabe dançar, rs.
Provavelmente você já está sabendo (ou descobriu agora) que a incrível Donna Summer nos deixou. Mais uma diva icônico que lutava contra uma doença, mas acabou padecendo ao câncer contra o qual lutava nos últimos meses.
Nascida LaDonna Adrian Gaines, sob o codinome Donna Summer redefiniu a disco music junto com Giorgio Moroder. Imagine essa revolução que o David Guetta está fazendo atualmente, levando todo mundo para a dance music, ela fez o mesmo (só que com mais qualidade) lá nos anos 70/80 com hits que entraram para a história como “Hot Stuff”, “Love To Love You Baby” e “I Feel Love”.
Donna era casada com Bruce Sadano do Brooklyn Dream e deixou 3 filhos, Brooklyn, Amanda e Mimi, do casamento anterior.
O último cd de estúdio dela foi “Crayons”, lançado em 2008. Um retorno à música depois de quase 20 anos ausente. O seu último cd de inéditas foi “Mistaken Identity”, de 91. Entre esses dois cds foram lançados um de natal, um ao vivo e um com músicas de 1981. A extensa carreira da Rainha do Disco contemplou 19 cds de estúdio, 11 coletâneas e 65 singles.
É um momento muito triste para a indústria, mais uma parte importante da história nos deixou.
Confira abaixo alguns hits responsáveis pelo seu sucesso e que farão com que seu legado nunca seja esquecido:
1975 – “Love To Love You Baby”. Quem nunca sensualizou de Beyoncé em “Naughty Girl” cantando “IIIIIII love to love you babyyyy“? Sabiam que isso na verdade é um sample do quinto single #2 pas paradas americanas de Donna com o mesmo nome?
1977 – Uhhhhhh “I Feel Love”, I feel love, I feeeelllll. O single é um dos mais lembrados quando o assunto é músicas que marcaram as pistas no século XX. É considerado por muito como uma faixa que mudou as regras do jogo, lá em 77. Covers não faltam, de Kylie Minogue que misturou-a em “Light Years” a RED HOT CHILLI PEPPERS! Até hoje aparecem uns remixes inéditos também.
1978 – It’s the “Last Dance”! Quem nunca viu essa música em uma coletânea anos 70?
1979 – “Bad Girls”. Acha que Donna só sabia cantar essa disco music melódica e sensual? Ela também sabia ser uma bitch. Se você acha inovador Lady Gaga pagando de bad girl em meio a motoqueiros em “Judas” ou usando looks absurdinhos e óculos estranhos, Donna já fez há 30 anos atrás.
1979 – “Hot Stuff”. Ainda em 1979 Donna reforçava que não era mais uma mulherzinha frágil com a pulsante e arrebatadora “Hot Stuff”. Foi seu último #1 nos EUA. Ela até teve alguns #1′s, mas nas paradas de dance music, chegou a passar perto do topo com alguns #3 (“On The Radio”, “The Wanderer”, “She Works Hard For The Moeny”), #4, #7, mas nunca mais um #1.
Ao longo dos anos Donna foi perdendo espaço nas tabelas principais e no rádio por um movimento comum de mercado, mudou-se a geração, a disco music começou a perder força, veio o rock dos anos 80, pop nos anos 90, o R&B que nos anos 90 também bombou, o rap e hip-hop que dispararam no fim dos 90.
O último cd, “Crayons“, lançado em 2008, veio na época que a dance music começou a ressucitar como assunto principal em Ipods e rádios. Obviamente o público mainstreamzão só queria saber das cantoras da atualidade, mas uma diva disco nunca perde lugar nas pistas, os 4 últimos singles de sua carreira, “I’m a Fire” (2008), “Stamp Your Feet” (2008), “Fame (The Game)” (2009) e “To Paris With Love” (2010), foram todos #1 nos Club Charts.
Donna estava finalizando seu próximo cd, que com certeza será terminado de alguma forma, empacotado como o álbum póstumo e vai vender terrores. Uma pena ver as pessoas voltando a ter interesse em artistas das antigas só depois que eles morrem
A parte bonita dessa história é que Donna Summer se foi com 4 #1′s nas pistas. Partiu em paz, sabendo que os club kids, aqueles que dançaram e ainda dançam ao som de sua voz por mais de 30 anos nunca a abandonaram.
R.I.P. Donna Summer
Boston, 31 de dezembro de 1948 Flórida, 17 de maio de 2012
Nelly Furtado quis ser uma LINDA e não entrou na dança das cadeiras da indústria fonográfica. Não entrou na onda do dance, que se mostra uma fórmula segura para artistas consagrados e peitou o mercado com a deliciosa faixa urban-pop “Big Hoops (Bigger The Better)”, produzida por Darkchild. Valeu a pena? Idelogicamente sim, comercialmente não.
O single, diferente de tudo que andam fazendo no hot 100, ainda há de causar algum impacto no mercado, e após lançado, mesmo com o videoclipe, não gerou resultados. Como “The Spirit Indestructible” já estava marcado para 19 de junho, a idéia seria lançá-lo representado apenas por 1 single, porém a falta de resposta com a música deve ter assustado a gravadora, que jogou o disco para um longíquo para 11 de setembro, provavelmente para trabalhar outro single. Eu achei a nova data boa e ruim.
É bom porque não daria tempo de gravar clipe, ensaiar e promover outro single com força se o cd fosse lançado dia 19 de junho, e o que eu quero é ver Nelstar no topo de novo, então melhor fazer as coisas com calma. Também era a mesma data de lançamento do “Believe” do Justin Bieber, ou seja, ZERO chance dela pegar um #1. Na semana seguinte ainda tem o “Overexposed” do Maroon 5, e a banda está a todo vapor com um single quase no #1.
Por outro lado a mudança é ruim porque começa a levantar suspeitas sobre o disco, e conhecendo os americanos, que prioridade terá o “The Spirit Indestructible” quando ele chega no 9/11, a data tabu do país. Todo mundo ainda vai estar falando de Torres Gêmeas não? O que eu imaginei é que com esse nome, a gravadora quer usar a data aliada ao ‘espírito indestrutível’.
De toda forma Nelly se apresentará no próximo domingo no Billboard Music Awards com “Big Hoops” e logo mais no Alan Carr Chatty Man. Enquanto isso confiram mais um capítulo da websérie “T.S.I.” no qual Furtado canta o single em versão acústica:
E aí? O que acharam dessa mudança na estratégia da canadense? O que me preocupa é que 8 faixas do cd foram produzidas pelo Darkchild, então podemos esperar um cd bem urban-pop, o que não deve trazer muitas opções de hit singles para a atualidade. :S