Goapele é uma cantora que eu sempre quis ouvir e conhecer melhor, e agora que eu conheci e gostei, ela segue o caminho natural do Don’t Skip e vem parar aqui para vocês conhecerem e talvez gostarem também.

Sempre simpatizei com a cara dela, e quando descobri que era uma cantora de soul parei para ouvir seu quarto cd “Break of Dawn”. O disco veio depois de um hiato de 6 anos da cantora americana. Aliás, apesar de ter nascido em Nova Iorque, Goapele é filha de um pai sul-africano que sempre lutou contra o Apartheid em sua terra natal, indo parar nos EUA como exilado político, e lá teve sua filha com sua esposa judia. Graças à vida que seu pai levava, Goapele sempre foi uma ativista política, participando de protestos desde os 12 anos.

Encorajada pelos pais, foi atrás de uma carreira artística de onde saíram até agora quatro discos: “Closer” (2001), “Even Closer” (2002), “Change It All” (2005) e “Break of Dawn” (2011).

A cantora de 34 anos tem um timbre de voz sensacional que combina perfeitamente com a soul music e o R&B clássico, vai agradar bastante quem curte Sade.

Se for para aconselhar alguém a ouví-la pela primeira vez, eu começaria pelo segundo single do último álbum, a extremante sensual e sombria “Play”. O videoclipe rico de simbolismos também é um deslumbre, olha só que delícia:

Tem mais Goapele abaixo:

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Mais um daquela série de artistas que a gente já ouve há muito tempo mas pela falta de tempo e espaço na pauta, nunca apareceu por aqui. O escolhido da vez é Abel Tesfaye, conhecido pelo nome artístico: The Weeknd.

Abel faz parte da galera que vem fazendo “o novo R&B”, mantendo o ritmo característico do gênero, mas trocando os tradicionais instrumentos por sintetizadores melódicos. Drake é outro que já está nessa onda mostrando que o R&B agora é do Canadá!

The Weeknd foi uma das maiores febres de 2011, e ao longo do ano lançou uma trilogia de mixtapes que podem ser baixadas de graça no site dele: “House of Balloons”, “Thursday” e “Echos of Silence“. Todas seguindo o mesmo estilo, uma é a continuação da outra, misturando o R&B com dubstep, downtempo, rock e até reggae. Nas 3 ele trabalhou com os produtores Illangelo, Don McKinney e Zodiac.

“The Morning”, uma das minhas favoritas:

Conheça abaixo a cronologia dos trabalhos do The Weeknd:

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Para começar a falar de “Electra Heart“, o segundo cd da Marina & The Diamonds, obviamente é imprescindível que primeiro falemos do confuso e ao mesmo tempo genial conceito que ela criou para essa nova fase: ♡ ELECTRA HEART ♡.

Em uma entrevista para o Popjustice em 2011, Marina Diamandis explicou como o novo álbum seria uma pessoa completamente diferente do que vimos em seu disco de estreia, “The Family Jewels”. À medida que o projeto foi avançando, fomos entendendo aos poucos o que isso queria dizer e que na época deu um nó na cabeça de todo mundo, até que em um release para a imprensa, explicou tudo: o novo disco é uma ode ao amor disfuncional e para falar disso, nasceram os arquétipos comuns de histórias de amor, especificamente personalidades do lado trágico e corrupto do sonho americano da década de 50: a homewrecker, a destruidora de lares, a primadonna, a bonitona que quer tudo a qualquer custo, a teen idle, a adolescente indomável e complicada e a Su-Barbie-A, que eu não entendi o que é a dona de casa suburbana, todas representadas no tumblr da Electra Heart, a ‘multipolar‘ mulher que tem todas essas outras dentro dela.#UnitedStatesofTaraHeart

Eu acredito que todo esse conceito tem um motivo prático, e que eu já falei outras vezes: a gravadora chegou e deu um ultimato, “olha minha filha, tem que vender mais, tem que expandir a audiência“. Para ela não se corromper com o sistema e perder sua essência criou Electra Heart para passar a verdade necessária para as músicas que não passariam caso fosse a Marina Diamandis nos vocais cantando hits do Dr. Luke ou do Stargate. Além disso ela ainda mantém sua integridade como cantora artística dizendo que tudo que ela fez nesse segundo cd foi de um ponto de vista irônico.

Porém como a própria galesa/grega afirma, Electra Heart é um conceito mais visual do que musical, já que no cd o fio que liga tudo é simples, coeso e diz respeito à mulher por trás da maquiagem da personagem: amores trágicos que fragilizam uma pessoa, o sentimento de rejeição e as expectativas. Criando o distanciamento da realidade com a Electra Heart, ela pode falar disso tudo quase que com uma “licença poética”, tudo nas palavras da loira, e não da morena.

Agora vamos às músicas em si?

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Antes de tudo digo a vocês que continuem lendo esse post por sua própria conta e risco, porque depois que alguém ouve “Call Me Maybe” da Carly Rae Jepsen  não tem volta, a música gruda por dias.

A cantora ficou em quinto lugar no Canadian Idol em 2007, mas provavelmente deve se tornar a ex-participante da edição canadense do programa mais conhecida no mundo.

Em 2008 lançou o cd “Tug of War“, que não fez muito sucesso, nem saindo do seu país. O segundo disco estava programado para o Dia dos Namorados no ano passado, mas Carly foi bem inteligente e resolveu esperar para garantir que dessa vez tudo fosse muito bem planejado. Sábia decisão, o álbum foi adiado mas no fim do ano veio o tão comentado single “Call Me Maybe”, ou como eu gosto de chamar, pop perfection!

Essa musiquinha é irresistível gente. Legítima vontade de subir na cama e cantar com uma escova de cabelo ou dirigindo um conversível em um dia de sol sabe? Like a Girl In Love, #elenlevonismos. O refrão é a coisa mais viciante dos últimos 12 meses: “Hey, I just met you, and this is crazy, but here’s my number, so call me maybe.

O sucesso é tão grande que de uma cantora desconhecida no mundo ela se transformou em fenômeno mundial. O single não só ficou no #1 no Canadá, como também na Austrália, Irlanda e Nova Zelândia. #2 na Bélgica e Holanda e #8 nos Estados Unidos e Noruega. Aonde “Call Me Maybe” mais impactou foi no importante mercado britânico, ficando por semanas a fio no #1 por lá, e agora fica revesando dentro do top 3 com  “Somebody That I Used To Know” do Gotye.

Veja abaixo quem tem contribuído para o sucesso da menina:

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