Lembram lá em setembro, quando a EMI/Capitol anunciou que lançariam “The One That Got Away” da Katy Perry como sexto single do “Teenage Dream“, mas assim, sem pressão de um #1 para quebrar o recorde de Michael Jackson, só para ter uma música da californiana nas rádios durante o quarto trimestre de 2011? Obviamente na época soltei um bom e alto BULLSHITTTT! Estava na cara que queriam outro #1, e 3 meses depois temos as provas!

“If it goes to No. 1, that would be great,” diz Greg Thompson, da EMI Music/Capitol Records EVP/marketing e promoção. “If not, we still have a Katy song on the radio in fourth quarter.”

Para quem não acompanhou nos últimos meses, Katy Perry se igualou ao Michael Jackson no recorde histórico de conseguir 5 #1′s de um mesmo cd com muitas artimanhas da gravadora ao longo do ano, falei da saga aqui e da conquista aqui. A Capitol então veio com “The One that Got Away” como sexto single com um papinho de que não estavam em busca de um sexto #1, sendo que na verdade estão cuidado milimetricamente do desempenho do single.

A Ambição

Se TOTGA chegar ao topo do hot 100, Kátia Perez será a artista com mais #1′s de um mesmo cd da história da Billboard (ela já é a mulher com mais #1′s do mesmo cd). A música já chegou ao top 10, fazendo com que ela entrasse na seleta lista de outros 4 cantores que já conseguiram 6 Top 10′s de um mesmo cd, o último sendo de 1993:

1. Michael Jackson, Thriller (1982, 7 Top 10′s singles)
2. Bruce Springsteen, Born In The USA (1984, 7 Top 10′s)
3. Michael Jackson, Bad (1987, 6 Top 10′s)
4. George Michael, Faith (1987, 6 Top 10′s)
5. Janet Jackson, Rhythm Nation 1814 (1989, 7 Top 10′s)
6. Janet Jackson, janet. (1993, 6 Top 10′s)
7. Katy Perry, Teenage Dream (2010, 6 Top 10′s)

Vejam abaixo como a Capitol pretende colocar “The One That Got Away” no topo da Billboard:

(mais…)

Hoje foi ao ar provavelmente uma das edições mais decepcionantes do European Music Awards. Com uma apresentadora fraca, piadas sem graça e um palco modesto, Lady Gaga e Justin Bieber sairam vitoriosos na noite, mostrando que quando as premiações contam com voto popular, não há Adele Nation que vença bielibers e little monsters.

Todo ano reclamam de todas as premiações da TV, ainda mais no Brasil que o mainstream geralmente só acompanha 15% de quem se apresenta na noite. É Grammy, BMA, AMA, EMA, VMA, sempre reclamam de tudo. Eu costumo sair satisfeito dessas noites de festividades da música pelo mundo, mas esse ano o EMA foi MUITO ruim.

Quando anunciaram que a apresentadora seria Selena Gomez já sabia que não ia dar certo, e assim foi. Parecia um Kids Choice Awards. Seleninha é boring, sem sal, sem graça, tentou fazer umas piadinhas que ficaram forçadíssimas e quem roubou a cena por diversas vezes foi Snooki do Jersey Shore, rs, incrivelmente mais carismática. Muitas pessoas até diziam que ela que deveria ter apresentado o EMA 2011. Imagina só? Ia ser muito mais divertido.

As tentativas de conquistar audiência foram as mais deploráveis em um evento com pouquíssimas celebridades A-list. Em que planeta é interessante ver Selena Gomez e David Hasselhoff anunciando um prêmio com brincadeira de falar com voz de gás hélio? E a garota-disney tirando foto das pessoas ou tentando jogar golfe? BORING! Em uma tentativa descarada de chamar a atenção, colocaram até um homem correndo pelado pelo palco e sendo entrevistado pela Hayden “ex-Heroes” Panettiere. Totalmente sem nexo nenhum, a foto da piroca agora mundialmente famosa tem aqui.

O prego final no caixão do EMA foi a transmissão brasileira. Didi e Jana até tentaram, mas fizeram um trabalho fraquíssimo como comentaristas do evento, tentando gerar pauta pra comentar falando besteiras do tipo “será que Gaga está com essa máscara porque está com espinha? Será que é a Gaga mesmo?”, não né GENTE! Eles se esforçam, mas não tem domínio do que estão falando, aliás isso é um problema atual grave na MTV Brasil. Não existe UM APRESENTADOR/JORNALISTA/REPÓRTER que domina a programação e o conteúdo das MTVs americanas e européias além das obviedades como Madonna/Beyoncé/Gaga/Katy Perry/Shakira, por isso as coberturas do VMA e EMA são sempre fracas. Não dá pra passar batido também a tradução simultânea, que traduziu maravilhosamente “HAUS of GAGA” como “A CASA DA GAGA”, hahaha EPIC!

As apresentações foram satisfatórias, mas o palco foi modesto e intimista, assim como no VMA de 2007, aquele de “Gimme More” da Zumb. Uma tentativa de homenagear o Queen com Adam Lambert substituindo Freddie Mercury dividiu opiniões, Lady Gaga continuou com seus truques, o Coldplay pediu pizza logo no começo da noite, o Red Hot Chilli Peppers estava com calor, Selena Gomez desperdiçou 4 minutos do meu domingo, Bruno Mars fez uma apresentação redondinha e o dance dominou o palco com David Guetta, Jessie J, Taio Cruz, LMFAO.

A grande vencedora da noite foi Lady Gaga, levando 4 de suas 6 indicações. Germanotta exibiu durante a noite 5 looks da Coleção de Primavera 2012 da Paco Rabanne, mas não conseguiu nem segurar o prêmio ao receber o primeiro, haha, teve que estragar o vestido para alcançar o troféu. Em outra hora chorou e deu esse discurso dela de sempre de “I love you we were born this way“. Katy Perry com várias indicações levou só 1 prêmio por Best Live, e depois do show dela em São Paulo tenho que concordar. Justin Bieber contou com a força dos bielibers para levar 3 troféus pra casa, enquanto cada artista de Marte levou dois prêmios: Bruno e 30 Seconds to.

Adele Nation, cujos fãs trabalham e não se importam em ficar o dia inteiro votando nela em premiações, levou só Best UK & Ireland Act, quando na verdade merecia muitos outros. A categoria mais tensa era a Best Worldwide Act, na qual o RESTART concorria representando a América Latina, sim você ouviu direito: RESTART. A banda brasileira perdeu para o grupo BIGBANG que representava a Ásia, que derrotou até Britney Spears. Quando eu falo que o oriente está crescendo exponencialmente no ocidente…

Confira todos os vencedores abaixo e nos próximos posts as performances e o Pink Carpet.

Best Female – Lady Gaga
Best Male – Justin Bieber
Best Pop – Justin Bieber
Best Song – Lady Gaga, ‘Born This Way’
Best Rock – Linkin Park
Global Icon – Queen
Best Video – Lady Gaga, ‘Born This Way’
Biggest Fans – Lady Gaga
Best Alternative – Thirty Seconds To Mars
Best Hip Hop – Eminem
Best World Stage – Thirty Seconds To Mars
Best Push – Bruno Mars
Best New – Bruno Mars
Best Live – Katy Perry
Best MTV UK & Ireland Act – Adele
Best Worlwide Act – BigBang
MTV Voices Award – Justin Bieber

“What Doesn’t Kill You” é o segundo single da Kelly Clarkson não é? Mas também é uma pílula de sabedoria profetizada por Nietzsche no século XIX: “Which does not kill us makes us stronger”. A frase é forte e impactante, e nos diz que o que não nos mata nos fortalece.

100 anos depois e os artistas ainda devoram o pensamento. Uma pessoa muito desocupada fez um apanhado de dezenas de artistas preguiçosos que vem reciclando a frase ao longo dos anos, hahaha. Mas é MUITA gente, Kanye West, Shontelle. Kelly Clarkson, Jay-Z, Papa Roach, Anthrax, Plain White T’s, Slipknot, Bio Hazard e muito mais. O conceito não escolhe gênero, do country ao pop, mas pelo vídeo prevalece no rap e no rock, rs.

O vídeo se encerra com a genial frase (que ainda é indie) também proferida por Nietzsche:

“Many a man fails as an original thinker simply because his memory is too good”

Sábias palavras.

Qual outra frase deveria ser abolida?

Só uma palavra sobre a forma como a carreira da Nicole Scherzinger é conduzida nos EUA: BAGUNÇA.

Há quase 5 anos Nicole Scherzinger está tentando lançar seu cd solo nos Estados Unidos sem sucesso, primeiro com o fracassadíssimo “Her Name Is Nicole”, de onde vieram nada mais do que tentativas de singles, e agora com o seu primeiro cd oficial “Killer Love“.

Na Europa o cd saiu do papel, teve divulgação, singles organizados e alguns até foram sucesso. No seu país a coisa não engrena. Inicialmente o disco estava programado para 16 de agosto, foi adiado pra 15 de novembro e agora foi pra 6 de dezembro. Provavelmente a data foi escolhida pra casar com alguma performance no X Factor US, já que quando ela cantou “Poison” no britânico fez o single se tornar um hit, mas para o mercado do Tio Sam vão precisar muito mais do que isso.

O cd está aí no mercado desde MARÇO, então quem queria ouvir até já cansou dele e o fã que queria comprar já comprou há muito tempo. O single “Poison” já saiu há mais de 1 ano. O “Killer Love” agora direciona-se só para o público comum que é passivo ao modelo de comercialização americano, o que já reduz os consumidores em potencial. Esse eterno adiamento não é um movimento inteligente da Interscope, mas se estão fazendo isso é porque ainda não botaram fé no álbum, talvez fosse melhor abortar o disco nos EUA e partir pra outro novo.

Pra tentar revigorar o disco, confirmaram o single “Try With Me”, que na verdade é uma demo do Nervo, duas loirinhas que estão dando o que falar no pop, abriram a Femme Fatale Tour, chamaram a atenção de Madonna e agora sua demo vai ser single da Scherzinger.

Nervo – Try With Me (demo)

Enquanto a juíza do X Factor não se lança na América, confira o pocket show que ela fez na abertura do Shopping Center Westfield Stratford City em East London:

Right There

Poison / Don’t Hold Your Breath / Don’t Cha

 

 

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