Hoje é noite de premiação! Está acontecendo agora lá em Las Vegas o Billboard Music Awards, premiação musical da respeitada e polêmica publicação americana que sempre traz performances incríveis para sua noite. Lembram da Beyoncé e o telão no ano passado?

Muitos artistas subirão ao palco para receber seus prêmios e cantar, de single novos como Katy Perry e Nelly Furtado, a outros já consolidados como Chris Brown. Bobbi Kristina também sobe ao palco para receber o Millenium Award em nome de sua mãe, Whitney Houston :(

O evento só irá ao ar aqui no Brasil daqui 1 mês, dia 18 de junho, mas como em anos-internet, 1 mês é 1 ano, à medida que os números musicais forem aparecendo vou atualizando o post! Confiram abaixo todos os artistas da noite:

Usher não quis cantar “Climax” e aproveitou a audiência mainstream para cantar um single que reverberasse mais com o público, e posso falar? A apresentação de “Scream” foi de babar! Primeiro porque eu prefiro essa música do que “OMG”, e segundo porque a coreografia ficou espetacular! A performance começa com um jogo de sedução entre o cantor e uma Chapeuzinho Vermelho bem sexy, porém em um determinado ponto da interação, um truque de ilusionismo a transforma hein…. WHATTT? Como fizeram isso?

Chris Brown também apostou no dance com “Turn up The Music”. A idéia de colocar uma pista de skate/bike ou half-pipe no palco eu já vi várias vezes, mas Breezy colocou sua marca no palco, as coreografias intrísecas e energéticas.

Tem gente reclamando que eu posto muito dance no blog e pouco R&B. Agora, só aí em cima ó, você tem os dois maiores nomes do R&B contemporâneo fazendo o que? DANCE MUSIC! Gente, o blog é um reflexo do mercado, se todo mundo só quer fazer dance, aqui vai ter muito dance.

Indo na contramão do dance, Justin Bieber apresentou a urbanpop  ”Boyfriend”. Apresentando pelos Dunphy ( <3) Jus10 BBer fez o mesmo que os outros artistas até agora, trocou a cantoria por um playback nervoso para se focar em uma coreografia aceleradíssima. É piscar uma vez e você perdeu o 5, 6, 7, 8. O irmão mais novo que quer pegar suas amigas dublou 90% de “Boyfriend”. Até agora vi muita dança e pouca voz hein? Já pode trocar o nome do BMA para Britney Music Awards.

Abaixo tem mais ó:

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Provavelmente você já está sabendo (ou descobriu agora) que a incrível Donna Summer nos deixou. Mais uma diva icônico que lutava contra uma doença, mas acabou padecendo ao câncer contra o qual lutava nos últimos meses.

Nascida LaDonna Adrian Gaines, sob o codinome Donna Summer redefiniu a disco music junto com Giorgio Moroder. Imagine essa revolução que o David Guetta está fazendo atualmente, levando todo mundo para a dance music, ela fez o mesmo (só que com mais qualidade) lá nos anos 70/80 com hits que entraram para a história como “Hot Stuff”, “Love To Love You Baby” e “I Feel Love”.

Donna era casada com Bruce Sadano do Brooklyn Dream e deixou 3 filhos, Brooklyn, Amanda e Mimi, do casamento anterior.

O último cd de estúdio dela foi “Crayons”, lançado em 2008. Um retorno à música depois de quase 20 anos ausente. O seu último cd de inéditas foi “Mistaken Identity”, de 91. Entre esses dois cds foram lançados um de natal, um ao vivo e um com músicas de 1981. A extensa carreira da Rainha do Disco contemplou 19 cds de estúdio, 11 coletâneas e 65 singles.

É um momento muito triste para a indústria, mais uma parte importante da história nos deixou.

Confira abaixo alguns hits responsáveis pelo seu sucesso e que farão com que seu legado nunca seja esquecido:

1975 – “Love To Love You Baby”. Quem nunca sensualizou de Beyoncé em “Naughty Girl” cantando “IIIIIII love to love you babyyyy“? Sabiam que isso na verdade é um sample do quinto single #2 pas paradas americanas de Donna com o mesmo nome?

1977 – Uhhhhhh “I Feel Love”, I feel love, I feeeelllll. O single é um dos mais lembrados quando o assunto é músicas que marcaram as pistas no século XX. É considerado por muito como uma faixa que mudou as regras do jogo, lá em 77. Covers não faltam, de Kylie Minogue que misturou-a em “Light Years” a RED HOT CHILLI PEPPERS! Até hoje aparecem uns remixes inéditos também.

1978 – It’s the “Last Dance”! Quem nunca viu essa música em uma coletânea anos 70?

1979 – “Bad Girls”. Acha que Donna só sabia cantar essa disco music melódica e sensual? Ela também sabia ser uma bitch. Se você acha inovador Lady Gaga pagando de bad girl em meio a motoqueiros em “Judas” ou usando looks absurdinhos e óculos estranhos, Donna já fez há 30 anos atrás.

1979 – “Hot Stuff”. Ainda em 1979 Donna reforçava que não era mais uma mulherzinha frágil com a pulsante e arrebatadora “Hot Stuff”. Foi seu último #1 nos EUA. Ela até teve alguns #1′s, mas nas paradas de dance music, chegou a passar perto do topo com alguns #3 (“On The Radio”, “The Wanderer”, “She Works Hard For The Moeny”), #4, #7, mas nunca mais um #1.

Ao longo dos anos Donna foi perdendo espaço nas tabelas principais e no rádio por um movimento comum de mercado, mudou-se a geração, a disco music começou a perder força, veio o rock dos anos 80, pop nos anos 90, o R&B que nos anos 90 também bombou, o rap e hip-hop que dispararam no fim dos 90.

O último cd, “Crayons“, lançado em 2008, veio na época que a dance music começou a ressucitar como assunto principal em Ipods e rádios. Obviamente o público mainstreamzão só queria saber das cantoras da atualidade, mas uma diva disco nunca perde lugar nas pistas, os 4 últimos singles de sua carreira, “I’m a Fire” (2008), “Stamp Your Feet” (2008), “Fame (The Game)” (2009) e “To Paris With Love” (2010), foram todos #1 nos Club Charts.

Donna estava finalizando seu próximo cd, que com certeza será terminado de alguma forma, empacotado como o álbum póstumo e vai vender terrores. Uma pena ver as pessoas voltando a ter interesse em artistas das antigas só depois que eles morrem :(

A parte bonita dessa história é que Donna Summer se foi com 4 #1′s nas pistas. Partiu em paz, sabendo que os club kids, aqueles que dançaram e ainda dançam ao som de sua voz por mais de 30 anos nunca a abandonaram.

R.I.P. Donna Summer

Boston, 31 de dezembro de 1948
Flórida, 17 de maio de 2012

Quem diria que viveriamos mais um dia para ver o bitch fight clássico e insuperável, Britney Spears Vs. Christina Aguilera de volta, hein? Quer saber o que vai acontecer?

Para chegarmos no assunto do título desse post, primeiro precisamos comentar 2 notícias:

1) O novo time do The X-Factor US foi anunciado:

Uhull, o pior segredo do mundo foi confirmado. Britney Spears está oficialmente no painel de jurados do The X-Factor, como já havia noticiado há 1 mês atrás. Então tudo o que eu acho sobre isso está lá no post. A única novidade nisso tudo é Demi Lovato como a quarta jurada. SERIOUSLY? Coughin during my interview?

Provavelmente depois de pagar 10, 11, 15 ou 16 milhões para Britney por 1 temporada (todos valores que o mercado comentou), não sobrou muito orçamento para contratar uma Mariah Carey ou uma Beyoncé, então Demi Lovato foi a escolha de Simon. Ela tem apelo para trazer audiências adolescentes para o programa mas será que tem star power para julgar alguém? 19 anos, nunca teve um hit massivo ou um cd platinado. Obviamente Simon fez o certo em derramar todo o orçamento do programa na Mrs. Spears, porque Zumb irá garantir uma audiência legal para o show. Eu que não faço 1 download pelos outros 3, mas estou morrendo de curiosidade para ver como Brini irá se sair.

O único lado negativo é que agora o X-Facts se assumiu mesmo como um programa com zero credibilidade vocal. Não tem ninguém ali naquele palco com banca suficiente para apontar o dedo na cara de alguém e passar sua sabedoria sobre como é cantar bem, mas não é o The Voice ou o American Idol, é o The X Factor, então…

Aliás, falando no show da voz…

2) O The Voice mudou de época, mais uma temporada em 2012

O The Voice americano foi uma das maiores surpresas dos reality shows nos últimos anos. O programa chegou com zero credibilidade, em um mundo no qual reality shows de canto já existiam aos montes e mesmo assim com sua mecânica inovadora tornou-se um dos maiores sucessos da NBC, angariando dezenas de milhões de espectadores todas as semanas. Tanto a 1ª quanto a 2ª temporada foram grandes sucessos. Entre as duas até começaram a nascer dezenas de versões do programa pelo mundo: UK, Irlanda e até a Brasil, que abriu inscrições essa semana.

E como o The Voice se tornou uma galinha dos ovos de ouro do canal e só se fala de Britney no The X Factor, o que a NBC foi lá e fez? Anunciou MAIS UMA TEMPORADA do reality show para 2012! Sim, no outono americano (a partir de setembro) a terceira temporada do programa, que irá ao ar às segundas de 8 às 10 da noite e terça de 8 às 9, entra no ar novamente na grade do canal.

CONCLUSÃO?

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Para começar a falar de “Electra Heart“, o segundo cd da Marina & The Diamonds, obviamente é imprescindível que primeiro falemos do confuso e ao mesmo tempo genial conceito que ela criou para essa nova fase: ♡ ELECTRA HEART ♡.

Em uma entrevista para o Popjustice em 2011, Marina Diamandis explicou como o novo álbum seria uma pessoa completamente diferente do que vimos em seu disco de estreia, “The Family Jewels”. À medida que o projeto foi avançando, fomos entendendo aos poucos o que isso queria dizer e que na época deu um nó na cabeça de todo mundo, até que em um release para a imprensa, explicou tudo: o novo disco é uma ode ao amor disfuncional e para falar disso, nasceram os arquétipos comuns de histórias de amor, especificamente personalidades do lado trágico e corrupto do sonho americano da década de 50: a homewrecker, a destruidora de lares, a primadonna, a bonitona que quer tudo a qualquer custo, a teen idle, a adolescente indomável e complicada e a Su-Barbie-A, que eu não entendi o que é a dona de casa suburbana, todas representadas no tumblr da Electra Heart, a ‘multipolar‘ mulher que tem todas essas outras dentro dela.#UnitedStatesofTaraHeart

Eu acredito que todo esse conceito tem um motivo prático, e que eu já falei outras vezes: a gravadora chegou e deu um ultimato, “olha minha filha, tem que vender mais, tem que expandir a audiência“. Para ela não se corromper com o sistema e perder sua essência criou Electra Heart para passar a verdade necessária para as músicas que não passariam caso fosse a Marina Diamandis nos vocais cantando hits do Dr. Luke ou do Stargate. Além disso ela ainda mantém sua integridade como cantora artística dizendo que tudo que ela fez nesse segundo cd foi de um ponto de vista irônico.

Porém como a própria galesa/grega afirma, Electra Heart é um conceito mais visual do que musical, já que no cd o fio que liga tudo é simples, coeso e diz respeito à mulher por trás da maquiagem da personagem: amores trágicos que fragilizam uma pessoa, o sentimento de rejeição e as expectativas. Criando o distanciamento da realidade com a Electra Heart, ela pode falar disso tudo quase que com uma “licença poética”, tudo nas palavras da loira, e não da morena.

Agora vamos às músicas em si?

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