Provavelmente você já está sabendo (ou descobriu agora) que a incrível Donna Summer nos deixou. Mais uma diva icônico que lutava contra uma doença, mas acabou padecendo ao câncer contra o qual lutava nos últimos meses.

Nascida LaDonna Adrian Gaines, sob o codinome Donna Summer redefiniu a disco music junto com Giorgio Moroder. Imagine essa revolução que o David Guetta está fazendo atualmente, levando todo mundo para a dance music, ela fez o mesmo (só que com mais qualidade) lá nos anos 70/80 com hits que entraram para a história como “Hot Stuff”, “Love To Love You Baby” e “I Feel Love”.

Donna era casada com Bruce Sadano do Brooklyn Dream e deixou 3 filhos, Brooklyn, Amanda e Mimi, do casamento anterior.

O último cd de estúdio dela foi “Crayons”, lançado em 2008. Um retorno à música depois de quase 20 anos ausente. O seu último cd de inéditas foi “Mistaken Identity”, de 91. Entre esses dois cds foram lançados um de natal, um ao vivo e um com músicas de 1981. A extensa carreira da Rainha do Disco contemplou 19 cds de estúdio, 11 coletâneas e 65 singles.

É um momento muito triste para a indústria, mais uma parte importante da história nos deixou.

Confira abaixo alguns hits responsáveis pelo seu sucesso e que farão com que seu legado nunca seja esquecido:

1975 – “Love To Love You Baby”. Quem nunca sensualizou de Beyoncé em “Naughty Girl” cantando “IIIIIII love to love you babyyyy“? Sabiam que isso na verdade é um sample do quinto single #2 pas paradas americanas de Donna com o mesmo nome?

1977 – Uhhhhhh “I Feel Love”, I feel love, I feeeelllll. O single é um dos mais lembrados quando o assunto é músicas que marcaram as pistas no século XX. É considerado por muito como uma faixa que mudou as regras do jogo, lá em 77. Covers não faltam, de Kylie Minogue que misturou-a em “Light Years” a RED HOT CHILLI PEPPERS! Até hoje aparecem uns remixes inéditos também.

1978 – It’s the “Last Dance”! Quem nunca viu essa música em uma coletânea anos 70?

1979 – “Bad Girls”. Acha que Donna só sabia cantar essa disco music melódica e sensual? Ela também sabia ser uma bitch. Se você acha inovador Lady Gaga pagando de bad girl em meio a motoqueiros em “Judas” ou usando looks absurdinhos e óculos estranhos, Donna já fez há 30 anos atrás.

1979 – “Hot Stuff”. Ainda em 1979 Donna reforçava que não era mais uma mulherzinha frágil com a pulsante e arrebatadora “Hot Stuff”. Foi seu último #1 nos EUA. Ela até teve alguns #1′s, mas nas paradas de dance music, chegou a passar perto do topo com alguns #3 (“On The Radio”, “The Wanderer”, “She Works Hard For The Moeny”), #4, #7, mas nunca mais um #1.

Ao longo dos anos Donna foi perdendo espaço nas tabelas principais e no rádio por um movimento comum de mercado, mudou-se a geração, a disco music começou a perder força, veio o rock dos anos 80, pop nos anos 90, o R&B que nos anos 90 também bombou, o rap e hip-hop que dispararam no fim dos 90.

O último cd, “Crayons“, lançado em 2008, veio na época que a dance music começou a ressucitar como assunto principal em Ipods e rádios. Obviamente o público mainstreamzão só queria saber das cantoras da atualidade, mas uma diva disco nunca perde lugar nas pistas, os 4 últimos singles de sua carreira, “I’m a Fire” (2008), “Stamp Your Feet” (2008), “Fame (The Game)” (2009) e “To Paris With Love” (2010), foram todos #1 nos Club Charts.

Donna estava finalizando seu próximo cd, que com certeza será terminado de alguma forma, empacotado como o álbum póstumo e vai vender terrores. Uma pena ver as pessoas voltando a ter interesse em artistas das antigas só depois que eles morrem :(

A parte bonita dessa história é que Donna Summer se foi com 4 #1′s nas pistas. Partiu em paz, sabendo que os club kids, aqueles que dançaram e ainda dançam ao som de sua voz por mais de 30 anos nunca a abandonaram.

R.I.P. Donna Summer

Boston, 31 de dezembro de 1948
Flórida, 17 de maio de 2012

Adam Lambert não perde tempo, e depois de passar muitos meses trancafiado no estúdio preparando o aguardado segundo cd, “Trespassing“, começou a divulgá-lo para garantir uma boa semana de estreia a fim de começar essa nova fase com o pé direito!

O álbum, lançado essa semana, está no #1 no Itunes US e Nova Zelândia, e nos EUA deve estrear no #1 ou #2 , vai depender do desempenho do “Blown Away” da Carrie Underwood.

Garantido que chegue em uma boa posição, Diva Lamb promoveu dois mini-shows. Um no Jimmy Kimmel e outro no MLB Fan Cave.

No Jimmy Kimmel, abriu com “Trespassing”, produzida pelo Pharrell e sua característica percussão de fanfarra de fundo:

Além da faixa-título, ainda trouxe o segundo single, a dance “Never Close Our Eyes” e “Naked Love“. Fechando o set, ainda teve “Cuckoo” e “Broken English“, mas estes não tiveram upload oficial no site do JKL.

Já no MLB Fan Cave ele apresentou minhas favoritas, “Shady” (obra do Sam Sparro) e “Kickin’ In”, abaixo:

Encerrando os trabalhos por lá ouvimos mais uma vez “Cuckoo“, “Never Close Our Eyes” e “Broken English“.

Adam está com muita energia nas performances, é bom ver que ele está bem satisfeito com o resultado do disco, que está se saindo melhor do que o primeiro. O vocal nas performances ao vivo dele também é algo de se exaltar, em um mundo de playbacks e backtracking é bom ver alguém que consegue cantar totalmente ao vivo e ainda mostrar energia no palco.

Eu gostei bastante do “Trespassing”, bem melhor que o “For Your Entertainment”, que eu já gostava. Já estou preparando uma resenha do disco.

Gente, mas a Nicki Minaj está a mil hein? É um videoclipe a cada 15 dias! Depois de pular como uma louca toda suja de glitter em “Starships”, Nicki volta com mais classe e menos pirotecnias para o quarto clipe (mas terceiro single) da era “Pink Friday: Roman Reloaded“, mais especificamente em “Right By My Side”.

O vídeo é bem “Moment 4 Life” parte 2, mas com um pouco menos de fantasia. Pelo que eu entendi da história, Onika está dividida entre o amor de Nas e Chris Brown, pois ela fica de relia com os dois artistas.

O clipe dirigido por Benny Boom (“Beez In The Trap”) é a típica produção da rapper quando ela resolve lançar esses singles super radiofônicos. Só ela ali vivendo um drama amoroso em seu melhor par de Louboutins. Eu não curto muito esses batons rosa/snob dela, muito Panicat, mas gosto dessa perucona loira (que também foi usada em “Beez…”)

Tirando isso não tem muito acontecendo. Será que esse single vai virar no mainstream? “Starships” foi até bem, ficou umas boas semanas no top 10 do hot 100. Até gosto da música, mas é meio igual o que ela já fez, é tipo quando a Beyoncé tentou replicar o sucesso de “Irreplaceable” em “Best Thing I Never Had” e não deu certo. Preferia que ela tivesse surpreendido e lançado “Gun Shot”!

Nelly Furtado quis ser uma LINDA e não entrou na dança das cadeiras da indústria fonográfica. Não entrou na onda do dance, que se mostra uma fórmula segura para artistas consagrados e peitou o mercado com a deliciosa faixa urban-pop “Big Hoops (Bigger The Better)”, produzida por Darkchild. Valeu a pena? Idelogicamente sim, comercialmente não.

O single, diferente de tudo que andam fazendo no hot 100, ainda há de causar algum impacto no mercado, e após lançado, mesmo com o videoclipe, não gerou resultados. Como “The Spirit Indestructible” já estava marcado para 19 de junho, a idéia seria lançá-lo representado apenas por 1 single, porém a falta de resposta com a música deve ter assustado a gravadora, que jogou o disco para um longíquo para 11 de setembro, provavelmente para trabalhar outro single. Eu achei a nova data boa e ruim.

É bom porque não daria tempo de gravar clipe, ensaiar e promover outro single com força se o cd fosse lançado dia 19 de junho, e o que eu quero é ver Nelstar no topo de novo, então melhor fazer as coisas com calma. Também era a mesma data de lançamento do “Believe” do Justin Bieber, ou seja, ZERO chance dela pegar um #1. Na semana seguinte ainda tem o “Overexposed” do Maroon 5, e a banda está a todo vapor com um single quase no #1.

Por outro lado a mudança é ruim porque começa a levantar suspeitas sobre o disco, e conhecendo os americanos, que prioridade terá o “The Spirit Indestructible” quando ele chega no 9/11, a data tabu do país. Todo mundo ainda vai estar falando de Torres Gêmeas não? O que eu imaginei é que com esse nome, a gravadora quer usar a data aliada ao ‘espírito indestrutível’.

De toda forma Nelly se apresentará no próximo domingo no Billboard Music Awards com “Big Hoops” e logo mais no Alan Carr Chatty Man. Enquanto isso confiram mais um capítulo da websérie “T.S.I.” no qual Furtado canta o single em versão acústica:

E aí? O que acharam dessa mudança na estratégia da canadense? O que me preocupa é que 8 faixas do cd foram produzidas pelo Darkchild, então podemos esperar um cd bem urban-pop, o que não deve trazer muitas opções de hit singles para a atualidade. :S

 

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