Preparem-se porque Florence + The Machine estará em todos os lugares nas próximas semanas, já que a estratégia da gravadora é tornar a banda britânica em um sucesso massivo mundial a la “21″ da Adele.

Florence faz a dama de vermelho na capa da Billboard e compartilha alguns segredos das gravações de “Cerimonials” que são bastante curiosos. O ponto mais interessante da matéria pra mim é quando ela fala sobre o direcionamento do álbum. Quem acompanha a ruiva, sabe que ela é MUITO fã de música pop e R&B americana, é a mais deslumbrada de todas quando conhece algum artista americano e por 1 segundo o novo disco quase foi todo feito por produtores americanos. A gravadora chegou a cogitar que ela o fizesse todo em Los Angeles se ela quisesse e Flô aceitou a oferta, porém parou, pensou e viu que não podia descontinuar o trabalho começado em “Lungs” e preferir voltar pra Londres e realizá-lo com Paul Epworth:

“I love big, American pop music. I’m a total sucker for it. So the label said, ‘Do you want to go over to America to work in that scene?’ And I was like, ‘Yeah, OK. Maybe I could bring my own take on it.’ It got put in the diary to go out for a week, to start writing the new record.”

“And then the diary got sent to me and I looked at it and just went, ‘No. No. No. No. No! I can’t do that. This is too weird. I can’t just suddenly leave behind everything that made ‘Lungs.’”

Imagina Florence e Dr. Luke? Florence e RedOne? Socorro! Cada um no seu quadrado gente. Sábia decisão minha filha.

Messmo assim a NME e o The Guardian já ouviram 7 faixas do disco e disseram que realmente a vibe do “Lungs” está lá, mas o d experimenta muito mais com novos sons. “Only For The Night” é a faixa que abre o cd e resultante do trabalho dela com o já amigo Drake, mas não tem os vocais dele, porém dizem ser notória a influência do rapper canadense. “Spectrum” teria house dos anos 90 com um breakdown de harpa e chocando mais ainda “No Light, No Light” tem um breakdown de dubstep! Outras influências dizem ser Beatles e Björk, rs. Mais extremos só se fosse Banda Beijo e MGMT né? Mas o ponto mais visível que as duas publicações ressaltaram, é que o disco está realmente focado no crossover, sair da aba indie e agradar também o mainstream.

Falando em rap canadense, a nova estrelinha do rap por lá, The Weeknd, remixou “Shake It Out” e transformou a versão massiva do single em uma balada bem moody e sombria, com um refrão que mistura Alvin & The Chipmunks e Moon-Ra, um olhar bem diferente do que já conhecemos:

Shake It Out (The Weeknd Remix)

Continuem lendo mais sobre a entrevista com a Billboard abaixo e as projeções de mercado da Universal para “Cerimonials”:

O “Lungs” foi um grande sucesso, isso é inquestionável, mas nem foi tão grande quanto imaginamos que foi. Foram 3,5 milhões de cópias no mundo e “Dog Days Are Over” teve pico de #21 no hot 100 da Billboard vendendo 1,8 milhões de downloads. Só no UK o disco vendeu 1,4 mi. São ótimos números, mas a Universal quer os números do “21″, que já passou dos 10 milhões no mundo em menos de 1 ano e “Rolling In The Deep” foi #1 por muitas semanas, com quase 5 milhões de downloads.

Na entrevista para a Billboard a Universal foi enfática, queremos tornar o “Cerimonials” em um sucesso mundial e para isso vão investir pesado na divulgação do disco, principalmente com aparições na TV, aproveitando o talento de performer de Flô. Ela já tem agendadas 3 viagens até o fim do ano para participações na TV americana.

We’ve got incredibly high expectations,” diz o CEO da Universal Republic, Monte Lipman. “She can compete against anybody in the marketplace and that’s the way we’re treating this. We’re giving it everything we’ve got.

This is a wonderful album that has the potential to explode Florence internationally, and we are targeting platinum in all markets,

Então espere o Florence + The Machine por todo o lado nas próximas semanas, nas revistas, na tv, etc. Só falta ver aqui no Brasil, rs.

Confira a matéria da Billboard completa aqui.

 

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