Como parte da campanha de divulgação de seu cd “Born This Way” (23/05) Lady GaGa lançou hoje mais uma faixa do disco, a dançante (big surprise ¬¬) “The Edge of Glory”. Depois do sucesso de “Born This Way” que ficou 6 semanas do topo do hot 100 ela não desistiu de “Judas” ainda igual algumas pessoas andam pensando por não ter tido o sucesso esperado. “The Edge of Glory” é só um promo single para dar aquele buzz, jogada que todo mundo tem feito hoje em dia não é? Lançar um promo single por semana no mês que antecede a chegada do disco ao mercado.

Germanotta disse que a música co-escrita e co-produzida por ela e seus dois colaboradores de longa data Fernando Garibay e DJ White Shadow, nasceu em setembro do ano passado logo depois da morte de seu avô, e fala sobre seu último momento na Terra, a hora da verdade, ou dá ou desce, ou caga ou sai da moita, ou vai ou racha:

“(it’s) about your last moment on earth, the moment of truth, the moment before you leave earth.”

Lady GaGa – The Edge of Glory

Como sempre GaGa bem pretensiosa nas suas composições não é? Mas digo que dessa vez  acho que acertou na argumentação, porque depois da tentativa de criar um faux-hinodeumageração com “Born This Way”, que quis ser mais do que conseguiu, e a polêmica religiosa sem propósito só para causar em “Judas”, com “The Edge of Glory” o conceito realmente tem impacto. Já parou para pensar naquele momento que você sabe que é seu último em vida e você pode se acabar na pista e morrer como uma diva eternizada ou flopar e morrer no anonimato tipo a Karina Bradley? Isso dá um caldo, acho que pode durar muito mais do que os outros dois singles.

Musicalmente fiquei dividido. Achei que a produção flui mais do que “Judas” e “Born This Way” que gritam “oi, quero ser um hit” logo nos primeiros 32 beats. Aqui a coisa começa devagar e vai crescendo até explodir em um refrão poderoso, bem mais natural e fluido. Falando em refrão, só eu achei que antes do primeiro a voz dela ficou tão distorcida que ficou parecida com a voz daquele pessoal do Cascada? Rs. Também é bom ressaltar que aqui ela optou por um som mais 90′s meio Lasgo, lembram?, ao invés do electropop do momento. O fato de ter o dedo do Garibay e não do RedOne também influencia muito nisso.

Agora alguém me explica que raio de saxofone é esse? WHAT THE FUCK? Kenny G in in da house? Não, infelizmente é só o Clarence Clemons, um instrumentista FODA que toca na E Street Band. Se for ter vídeo só aceito se o Kenny G aparecer também, ou podem tratar de substituir esse sax aí por outra coisa, rs.

Gostei. “Born This Way” ainda não é um disco que está me tirando o sono mas parece que vai ter coisa boa por aí.

PS: Só eu estou achando que essa deveria ter sido a capa do cd?

 

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