Como a maioria das pessoas já percebeu, há alguns dias finalmente conhecemos a terceira e última parte do projeto “Body Talk” da Robyn. Já que era a edição final, a cantora resolveu lançar só o EP parte 3 para quem já tinha as outras duas mas também para fechar o projeto juntou o melhor (ou quase) de toda essa jornada em 1 cd só nomeado simplesmente de “Body Talk“.
Primeiro a tracklist completa do álbum geral e a origem das faixas:
1. Fembot (pt. 1)
2. Don´t fucking tell me what to do (pt. 1)
3. Dancing on my own (pt.1)
4. Indestructible (pt.3)
5. Time Machine (pt. 3)
6. Love kills (pt. 2)
7. Hang with me (pt. 2)
8. Call your girlfriend (pt. 3)
9. None of dem (pt. 1)
10. We dance to the beat (pt. 2)
11. U should know better (pt. 2)
12. Dance hall queen (pt. 1)
13. Get myself together (pt. 3)
14. In my eyes (pt. 2)
15. Stars 4-ever (pt. 3)
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A tracklist ficou quaseeee redondinha, então aqui do outro lado do meu computador é ÓBVIO que eu não deixei de fora das finalistas a incrível “Criminal Intent”, talvez uma das melhores de todas as 3 partes e “Include Me Out” da parte 2 para que não fosse a única não inclusa, rs. Quem tiver interesse em saber o que eu achei das partes 1 e 2, já falei delas aqui e aqui, então vamos focar agora na parte 3.
Primeiro “Indestructible”, depois de tudo que já vimos durante o ano, de cara eu já identifiquei a assinatura dela no single, o uptempo emocional para as pistas, foi assim nos três primeiros singles, seja dançando sozinha observando um amor não correspondido, tentando estabelecer limites entre amizade e paixão ou cantando sobre um novo amor forte e indestrutível.
MTV News Extended Play – Robyn talks Indestructible / Fans / Body Talk
A temática continua ao longo do EP, com a favorita até agora entre os fãs “Time Machine”. A faixa que fala sobre se arrepender de algumas ações me dá vontade de jogar os braços pra cima toda hora que fala “HEY“, rs. O resultado magnífico só poderia ter saído de uma colaboração perfeita entre Robyn e o produtor mais conhecido de música pop no mundo: Max Martin. Ele tem no portfólio hits e mais hits para Britney, Aguilera, Usher, Pink e muitos outros artistas. Só para citar alguns dos fenômenos que ele produziu nos últimos tempos: “3″, “Dj Got Us Falling In Love” e “So What”. Aí voce pensa: mas Max Martin com Robyn? De onde vem a química? Bem, entre em uma time machine e volte para os anos 90, foi lá que os dois se conheceram.
Muitos não sabem, mas foi em 1997 que Robyn estourou nos EUA com o hit “Show Me Love“. Ela virou sensação e logo as gravadoras voaram em cima dela como abutres querendo lucrar toneladas de dinheiro. A sueca disse que queriam transformá-la em uma popstar mundial, o que fizeram no fim da década com Britney, Aguilera, N’Sync, Backstreet Boys, mas percebeu que esse não era o seu perfil e logo saiu desse mercado, tornando-se uma artista independente, e assim está até hoje, porém nos últimos 5 anos já estava com vontade de criar uma canção com Max Matrin de novo e 14 anos depois a mágica aconteceu mais uma vez. A própria relatou todo o processo:
“Me and Martin stayed friends of the years. I’ve been thinking about working with him again. We’ve been talking about it for the last five years. We hadn’t really found the right song. But now it just clicked and it felt like a really good time to do something with Martin again. The success we had together in the mid-’90s was not only my first success but one of Martin’s first bigger hits in America. I love the fact that I’m getting to work with one of the biggest producers in the world. Also, it’s maybe showing people I’m not afraid of my past. For me, making a beautiful song is what I’m obsessed with. And ‘Time Machine,’ which is the song I recorded with Martin, is amazing and I’m really happy that we were able to put it on the album.”
Espero que não demore mais 14 anos para eles gravarem outra música juntos, haha. Já “Call Your Girlfriend” é o passo a passo de como terminar um relacionamento, com todos os clichês de sempre “não é você. sou eu”, “eu encontrei outra pessoa”, “vamos continuar amigos”, “não fique obcecada pensando no que poderia ter sido feito de forma diferente” e muito mais, rs. Outra produção fantástica. Tem um pequeno detalhe nessa faixa que resume todo o “Body Talk” para mim: no 2:25 ela solta um ad-libs, um uuuhhh uhhh que organicamente se funde com o instrumental da música e vira um amontoado de riffs e synths, isso foi perfeito, representa para mim a fusão da própria cantora com o seu gênero, que é isso que esse projeto nos mostrou, que ninguém faz música eletrônica para broken hearts de forma mais fluida e natural do que ela, a cantora se transforma na música. O disco todo tem esses pequenos detalhes que me fazem amá-lo.
“Get Myself Together” talvez poderia ser a faixa dedicada para a vítima de “Call Your Girlfriend”, porque que depois que você levou o pé na bunda amiga, você precisa se recompor e ir à luta! A positivista canção cabe perfeitamente no disco, não tem nada de especial, não que seja ruim, mas com tanta coisa deslumbrante é fácil parecer mediana.
A última inédita é “Stars 4-ever”, perfeita para encerrar toda a aventura cheia de altos e baixos que é “Body Talk”, simplesmente isso, eu, você e as estrelas, no fim tudo deu certo e vai acabar bem. Vi as pessoas enlouquecendo por “Time Machine”, mas na minha opinião essa que é a grande pérola do disco, do começo controlado e tímido até a explosão do refrão que é uma coisa absurda de viciante, fico cantando o dia inteiro you and me together, stars 4-ever, you and me together, stars 4-ever.
E fechando o disco, pela primeira vez não é uma versão acústica, até porque não vai ter mais nenhuma parte que precisa ser introduzida no cd anterior de forma acústica (o que até dá uma tristeza), mas um remix, de “Dancehall Queen”, que perde o charme dancehall da versão normal para se tornar em mais uma hipnótica produção de dubstep, remixada pelo Diplo, o próprio criador da original. É o dubstep se mostrando cada vez mais como a tendência para 2011. Ouve só…
Dancing On My Own (Ao Vivo no Jimmy Fallon)
Depois de ouvir o “Body Talk” do começo ao fim, em suas 15 faixas (17 para mim), dá um sentimento de missão cumprida, foram meses acompanhando cada novidade sobre cada parte, até fui revisitar o primeiro post do projeto do dia 4 de abril para ver o que ela cumpriu e o que mudou também, como por exemplo “Fembot” que seria o primeiro single. Sempre defendi essa idéia dela, desde o primeiro dia, achei genial lançar pequenos EPs ao longo do tempo sempre com material novo ao invés do modelo tradicional que nos faz esperar muito tempo por coisa nova. A idéia da Robyn deu muito certo, a cada parte ela ia conquistando mais fãs e durante o ano todo manteve o interesse e as expectativas para quem começou a seguí-la em março e para quem a conheceu há 1 semana atrás.
Óbvio que o talento dela para esse gênero, sempre alternativa mas com muito apelo comercial, também foi um item essencial nessa jornada de construção não do melhor pop do ano e nem o melhor eletrônico do ano, mas sim o MELHOR cd do ano.
Foi uma grande combinação de fatores, e MUITAS pessoas que nunca tinham ouvido falar, que não sabiam que ela tem uma carreira de mais de 10 anos viraram fãs. Só espero que o “Body Talk” não pare por aqui, ele ainda tem muito gás, muito material para single ainda, quero vê-la de “Fembot” ou de “Dancehall Queen, “None of Dem” me satisfazem, rs, acredito que “Love Kills”, concordo que devemos “Cry When You Get Older”, quero entrar na “Time Machine”, ir direto ao ponto, só “Stars 4-ever”, mas não quero que acabe agora, afinal de contas… we dance to beat of continents shifting under our feets...and we don’t stop…
…to be continued











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