Ontem aconteceu o American Music Awards 2010, mais uma premiação que faz a gente passar raiva porque é toda de voto popular e ficamos achando um absurdo Justin Bieber ganhar melhor artista do ano. Mas a parte boa disso tudo (além de ver as idéias erradas para Red Carpet) é acompanhar as performances musicais e ver quem foi interessante e quem não foi.
O #liveblogging da #familiadontskipatAMA como sempre nos ajudou a lidar com 2h30 do evento cheio de altos e baixos. Então não vamos perder tempo e confiramos o que esse povo cantou (ou tentou):
Rihanna abriu o evento com uma performance de 7 minutos que começou com “Love The Way You Lie pt. II”. Logo após ela desce da árvore neon e no cenário de Avatar canta o ex #1 nos EUA “What’s My Name” com muito dutty wining e grinding e getting low on the floor e até breakdown reggaeton teve. Solidificando que ela não é mais um manequim engessado no palco emendou “Only Girl (In The World)” em um versão roots tribal muito boa. Facilmente uma das melhores performances da carreira dela até agora. O problema dela sempre foi ser bem morta no palco, mas está melhorando…
Já o Enrique Iglesias começou a performance com seu novo single “Tonight” que pasmem, estou até gostando, o que é um milagre na minha cruzada contra o dance e o europop que está se espalhando mais rápido que H1N1 pelas rádios do mundo. Mas como alegria de blogueiro dura pouco rapidamente ele pula para a faixa que foi um hit como ele não tinha há muito tempo “I Like It”. A parte boa? A fanfarra no comecinho foi legal. A parte ruim? Pitbull apareceu no palco também.
O Diddy cansou de mudar de nome tantas vezes aí para inovar resolveu transformar seu nome em uma banda, o Diddy Dirty Money. O grupo é formado por ele, Kaleena e a Dawn (ex-Danity Kane), outrora conhecidas como Pepê e Neném USA. Os 3 levaram ao palco uma performance de “Coming Home”, seu novo single. Após anossssss em estúdio, finalmente o cd deles “Last Train to Paris” vai ser lançado dia 14 de dezembro, esperem um triste flop homérico. Já lançaram uns 4 singles e nenhum deles colou muito até agora, apesar do material divulgado até agora me mostrar que será um exceleeeente disco R&B/Hip Hop. Eu e mais duas pessoas no hemisfério sul estamos interessados nesse cd.
O The Black Eyed Peas cantou o novo single “The Time (Dirty Bit)”, não gostei nem um pouco da música, prefiro eles antigamente, mas tenho que confessar que em cima de um palco o grupo ainda manda muito bem. É realmente um grupo, eles tem muita química entre si, já pode ser chamado de #familiablackeyedpeas.
Você ainda ouvirá essa música muuuuuito por aí. Ela estreou no #1 no Canadá e no #12 nos EUA, ou seja, é só uma questão de tempo até ouvir osmano colocando no super som automotivo de última geração do Chevette 86 deles.
A Katy Perry despistou a desafinação dela com um coral de criancinhas e transformou a introdução de “Firework” praticamente em uma apresentação de natal. Depois que ela desceu da estrela e começou a cantar por cima de uma base tudo voltou a ficar “suave na nave” e fiquei menos tenso vendo ela tentar cantar maravilhosamente uma música que ela nunca deveria tentar cantar sem apoio. Mas a performance no geral foi bem legal, nunca canso do showzinho de fogos atrás dela, já vimos umas 5 vezes até agora mas nunca enjoo.
A Pink foi um dos grandes destaques da noite com “Raise Your Glass”, já que ela está grávida trocou os trapézios e malabarismo por algo menos agressivo a seu estado de saúde. Ela confessou em uma entrevista que já teve um aborto, então garantiu que a apresentação fosse bem segura para seu rebento né?
O cenário estava bacana, a voz também e no meio a cantora nos lembrou da Old Pink que zuava as cantoras pop interrompendo a performance com um cara que nitidamente zoa a Tre$ha gritando “I F**ckin love glitterrrrr” #goodtimes hein Pink? Quando você falava palavrão a torto e a direito, tinha cabelo rosa e não precisava se preocupar em amamentar ninguém. Uma coisa que eu adoro é que ela sempre coloca uns passinhos de dança bem cafonas no meio, rs, acho demais! No fim ainda dá uma zuadinha na Mariah Carey dando um agudinho de frequência quase cetácea (porque só a Mimi consegue atingir a frequência certa).
Ke$ha’s Party mesmo com auto-tune no máximo conseguiu ser uma das mais interessantes da noite também, shocking, I know. Primeiro usando um capacete com óculos absurdinho ela abriu a performance com “Take It Off” e sem deixar ninguém descansar já emendou o mais novo hit “We R Who We R”. A música está conquistando todo mundo bem de mansinho. Várias pessoas já tem me dito que estão curtindo.
Infelizmente para as conservadoras audiências americanas ela trocou o figurino dos dançarinhos de travestis-militares usado na Austrália por Punks-bad-ass, algo mais apropriado para crianças, idosos e republicanos. O áudio desse vídeo não está muito bom, quando sair um melhor eu troco.
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Nos próximos posts o resto das performances, o tapete vermelho e os ganhadores. Ainda temos Miley Cyrus, Aguilerão, Usher, Train Inicial, Kid Rock, New Kids On The Block com Backstreet Boys, Bon Jovi, Taylor Sleep e Justin Bieber (argh!).









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